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Governo continua empenhado em "estancar" défice do sector dos transportes

O ministro das Obras Públicas não quis confirmar nem desmentir o valor de 12 mil milhões de euros referidos pelo Eurostat como devendo constar no valor do défice de 2010 relativo ao passivo das empresas públicas de transportes.

Lusa 28 de Março de 2011 às 14:41
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O ministro dos Transportes assegurou hoje que o Governo, apesar de limitado nas suas funções, continua a trabalhar para "estancar" o endividamento e os défices estruturais das empresas públicas de transportes e escusou-se a falar sobre a privatização da TAP.

António Mendonça visitou hoje, na companhia do secretário de Estado dos Transportes, Correia da Fonseca, a Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário (EMEF) no Entroncamento, uma das empresas na lista de privatizações do Plano de Estabilidade e Crescimento chumbado no Parlamento.

Questionado pelos jornalistas sobre a informação de qual o valor a encaixar com a privatização da transportadora aérea portuguesa seria destinado à recapitalização da empresa e não para abater a dívida, António Mendonça apenas afirmou que o processo de privatização da TAP "estava em curso".

"Neste momento não gostaria de avançar nada de novo relativamente ao processo, além do que já é do conhecimento público", disse, sublinhando que o facto de o Governo estar demissionário "obriga a que haja algum recato".

O ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações não quis igualmente confirmar nem desmentir o valor de 12 mil milhões de euros referidos pelo Eurostat como devendo constar no valor do défice de 2010 relativo ao passivo das empresas públicas de transportes.

Sublinhando que essa é uma questão de "contabilização" e de "metodologias" que são da área das Finanças, António Mendonça afirmou que é preciso distinguir essa matéria do que é uma questão estrutural e que, assegurou, o Governo estava a tentar "atacar".

"Eu próprio, recentemente na Assembleia da República, chamei a atenção para a necessidade de estancar a dinâmica de endividamento das empresas do sector dos transportes" e dos "seus défices estruturais, e estavam a ser tomadas medidas para atacar o problema estruturalmente", afirmou, dando como exemplo a reavalização de todos os investimentos previstos.

Segundo disse, apesar de "limitado" nas suas funções, o Governo continua a trabalhar para limitar essa situação.

António Mendonça disse à Lusa que, no âmbito da decisão do último conselho de ministros, o Governo não deixará que as empresas do sector paralisem por falta de liquidez, não querendo contudo adiantar qual o valor que será necessário transferir para resolver problemas de pagamento a fornecedores e funcionários.

O ministro fez questão de sublinhar as "enormes capacidades e o enorme potencial" da EMEF, nomeadamente na vertente da exportação, mas também por incorporar componentes que têm origem em outras empresas portuguesas.

Segundo disse, a visita de hoje estava programada "há bastante tempo", tendo tido por objectivo "ajudar a evidenciar as competências que existem em Portugal e particularmente nesta indústria".

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