Transportes Grupo mexicano impugna reversão da subconcessão da Carris e Metro de Lisboa

Grupo mexicano impugna reversão da subconcessão da Carris e Metro de Lisboa

O operador de transportes mexicano Ado avançou com um pedido de impugnação da anulação dos contratos de subconcessão do Metro de Lisboa e da Carris assinados com o anterior Governo.
Grupo mexicano impugna reversão da subconcessão da Carris e Metro de Lisboa
Pedro Elias
David Santiago 20 de junho de 2016 às 13:27

Prometeu e vai cumprir. O grupo mexicano Ado, que controla o consórcio espanhol Ado Avanza, vai mesmo avançar para os tribunais portugueses com um pedido de impugnação da decisão tomada pelo actual Governo português de anular a subconcessão das operações do Metro de Lisboa e da Carris que havia sido acordada com o Executivo liderado por Passos Coelho.

 

Em comunicado enviado às redacções a Ado Avanza confirma que mais pedir a impugnação da reversão da concessão dos transportes lisboetas decretada pelo Governo do PS.

 

O consórcio espanhol que em Junho de 2015 foi escolhido pelo Governo PSD-CDS para a subconcessão, por um período de oito anos, do Metro de Lisboa e da Carris, numa transacção avaliada em 1.075 milhões de euros, assinou os respectivos contratos em Setembro do ano passado, debaixo de fortes críticas dos partidos da oposição, da autarquia lisboeta e dos sindicatos.

 

Agora a Ado Avanza, lembrando que "o processo de subconcessão foi iniciado pelo Governo Português em cumprimento dos acordos económicos estabelecidos com a Comissão Europeia e com o Banco Central Europeu", avisa que "não deixará de adoptar todas as medidas necessárias para defender os seus direitos, recorrendo, se necessário, a instâncias internacionais para que seja compensada pelos graves prejuízos causados".

 

"Esta impugnação constitui um primeiro passo na defesa dos nossos direitos perante aquilo que consideramos uma arbitrariedade e um grave incumprimento da lei. A nossa empresa actuou, em todo o momento, com respeito institucional e realizou importantes esforços humanos, económicos e técnicos. Neste contexto, preocupa-nos a insegurança jurídica do investimento estrangeiro e as consequências que possa ter nas relações bilaterais entre México e Portugal", diz Luís Fernando Lozano, Presidente da ADO Avanza.

Em Fevereiro, já depois de a nova administração da Carris e Metro ter decidido anular os referidos contratos com a Avanza, o grupo já tinha avisado que "vamos usar todos os meios para defender os nossos interesses, até os tribunais internacionais". Este diferendo já assumiu mesmo contornos diplomáticos, com o embaixador mexicano em Portugal a considerar que as relações bilaterais entre México e Portugal serão penalizadas pela decisão de Lisboa. 




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