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IP passa de prejuízos a lucros de 5,1 milhões

Até Junho as receitas de portagem da Infraestruturas de Portugal subiram 8% e as dos serviços ferroviários 11%. Já o défice de financiamento no semestre situou-se nos 487 milhões de euros.

Miguel Baltazar
Maria João Babo mbabo@negocios.pt 11 de Agosto de 2016 às 22:15
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A Infraestruturas de Portugal (IP) registou no primeiro semestre deste ano lucros de 5,1 milhões de euros, o que compara com os prejuízos de 12,2 milhões de euros da primeira metade de 2015.

O resultado líquido da empresa que resultou da fusão entre a Estradas de Portugal e a Refer aumentou assim em 17,3 milhões de euros no primeiro semestre. Já o EBITDA atingiu 307 milhões de euros, menos 3% do que há um ano, o que a IP explica com a reversão das reduções remuneratórias que vieram agravar os gastos com pessoal.

As receitas de portagens registaram um crescimento de 8%, em termos homólogos, totalizando no final de Junho 155,7 milhões de euros (com IVA).

Já as receitas de serviços ferroviários somaram 50 milhões de euros, o que representa um crescimento de 11% em relação ao verificado no mesmo período de 2015,  apesar da manutenção do nível de utilização da infra-estrutura ferroviária e da estabilidade das tarifas.
Já os gastos decorrentes com conservação, refere a IP sem avançar números,  "mantiveram-se estáveis assegurando um nível adequado de performance da infra-estrutura".

Os resultados financeiros apresentaram uma recuperação na ordem dos 29 milhões de euros, refere ainda o grupo.

Para a empresa, que a 1 de Agosto passou a ser presidida por António Laranjo, "o maior desafio continua a ser o financiamento da sua actividade de investimento quer na rodovia quer na ferrovia".

O défice de financiamento no primeiro neste semestre, excluindo reembolsos de dívida, situou-se nos 487 milhões de euros, o que representa 37% da totalidade do valor previsto para 2016.

A IP termina o semestre com 3.495 milhões de euros de capital social, fruto do aumento de capital de 400 milhões de euros integralmente subscrito e realizado e uma dívida financeira, em termos nominais, de 8.215 milhões de euros.

No relatório e contas de 2015, a empresa estimava em mais de 880 milhões as necessidades de financiamento para este ano.
O financiamento da actividade A Infraestruturas de Portugal assume que o maior desafio que tem pela frente continua a ser o financiamento da sua actividade de investimento quer na rodovia quer na ferrovia. Além dos projectos previstos no Plano Estratégico de Transportes e Infraestruturas (PETI), a empresa  assumiu diversas intervenções a realizar nos anos mais próximos nos planos de proximidade que desenvolveu  para a ferrovia e para a rodovia.   
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