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Linha do Tua dá mais um passo para a exploração turística

A infra-estrutura foi desclassificada da rede nacional e fica assim preparada para acolher um projecto turístico. Mário Ferreira, dono da Douro Azul já está a estudar um investimento.

A Douro Azul, que diz não ter salários mínimos na empresa, propõe a redução do IRC como alternativa.
Alexandra Noronha anoronha@negocios.pt 30 de Agosto de 2016 às 11:41
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A icónica Linha do Tua deu mais um passo para voltar a ter comboios. A infra-estrutura será desclassificada da rede ferroviária nacional, o que abre a porta à implementação de um projecto turístico. A decisão, publicada em Diário da República esta terça-feira "constitui a solução mais adequada para a satisfação das necessidades colectivas em presença e a sua exploração principalmente vocacionada por razões históricas ou de interesse turístico, potencia o desenvolvimento socioeconómico e turístico da região", segundo o documento.


Este projecto, detalha a resolução do Conselho de Ministros, "passa pela exploração por razões históricas ou de interesse turístico da estrutura ferroviária, no troço entre a Estação Ferroviária de Brunheda e a Estação Ferroviária de Mirandela, em estreita cooperação com as autarquias locais". Recorde-se que Mário Ferreira, dono da Douro Azul, já deu conta da sua intenção de desenvolver o projecto turístico, esperando iniciar a exploração comercial do mesmo em Março do próximo ano. Em declarações ao Negócios, em Julho deste ano, o empresário detalhou que o projecto inclui a recuperação da linha de comboio entre a Brunheda e Albergaria, numa extensão de 36 quilómetros, dois comboios e a construção de cinco cais de embarque na albufeira da barragem, num investimento de 15 milhões de euros.


A resolução publicada em Diário da República vem desclassificar da rede ferroviária nacional o troço entre a Estação Ferroviária do Tua e a base da Barragem e entre Brunheda e a Estação Ferroviária de Mirandela – Carvalhais. Além disso, "determina que os terrenos, imóveis e equipamentos dos troços desclassificados permanecem integrados no domínio público ferroviário sob gestão da Infraestruturas de Portugal". Por fim, determina que "a exploração, por razões históricas ou de interesse turístico, do troço desclassificado […], seja efectuada pelo operador que, no âmbito do projecto de mobilidade aprovado e em cooperação com as autarquias locais, se proponha fazê-lo".


O documento publicado em Diário da República recorda a história complicada desta linha. "Vários troços da linha foram progressivamente encerrados nas últimas décadas: em 1991, foi encerrado o troço Mirandela-Macedo de Cavaleiros; em 1992, foi encerrado o troço Macedo de Cavaleiros-Bragança; e, em 2008, na sequência de graves acidentes ferroviários ocorridos, foi encerrado o troço entre a Estação do Tua e o Cachão, cujo transporte de passageiros, desde essa data, foi substituído pelo transporte em táxi no formato a pedido. Presentemente o serviço de transporte é apenas realizado no troço entre Cachão e Carvalhais", lê-se na resolução.

Actualmente, o serviço que resta é da responsabilidade da CP e da Metro Ligeiro de Mirandela, mas a exploração "apresenta-se hoje débil e pouco atractiva, o que a coloca em situação de insustentabilidade económica, financeira e ambiental que urge corrigir", explica o documento. 

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