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Maersk diz que comércio internacional está pior que na crise de 2008

O grupo de transportes Maersk espera que o comércio internacional cresça entre 1% e 3%, este ano. Uma revisão em baixa face às primeiras previsões, que apontavam para uma retoma de 4% a 5%.

Pedro Elias
Paulo Zacarias Gomes paulozgomes@negocios.pt 10 de Fevereiro de 2016 às 12:06
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O grupo de transportes Maersk – que em Dezembro passado abandonou o porto de Lisboa justificando a saída com a greve dos estivadores – diz que as condições para o comércio internacional estão hoje piores do que no pico da crise financeira e económica.


"É pior que em 2008.
O preço do petróleo está no ponto mais baixo de 2008-09, tem ficado nesse valor por um período longo de tempo e não parece que suba em breve. As taxas de frete estão baixas. As condições externas são muito piores, mas estamos mais bem preparados", disse ao Financial Times o presidente executivo da maior transportadora de contentores do mundo, Nils Andersen.


A empresa espera que o comércio internacional cresça este ano entre 1% e 3%, numa revisão em baixa das suas primeiras previsões, que apontavam para uma retoma de 4% a 5%. O responsável acrescenta que as condições para as importações pioraram na Europa, Brasil, Rússia e África Ocidental, neste caso prejudicadas pela queda do preço do petróleo.


O Baltic Dry Index – índice que mede o custo global de transporte de mercadorias – voltou esta quarta-feira, 10 de Fevereiro, a atingir um novo mínimo histórico de 291 pontos, recuando mais 0,68%. Alguns especialistas apontam este índice como o "canário na mina", que antecipa crises económicas internacionais através da desaceleração do comércio mundial, tal como tinha sucedido em 2008. Contudo, outros especialistas referem que a queda do índice tem mais a ver com o excesso de capacidade de transporte mundial do que com uma redução da procura.

O registo de imparidades em activos relacionados com esta matéria-prima (incluindo em Angola e Brasil) prejudicou as contas da empresa no último trimestre de 2015. O grupo Maersk acabou por fechar o ano passado com perdas de 2,5 mil milhões de dólares (2,22 mil milhões de euros), reduzindo o lucro de todo o ano para 925 milhões de dólares (822,8 milhões de euros). O "guidance" para os resultados deste ano também foi revisto em baixa.


Ainda assim a empresa mantém encomendas de 27 navios de transporte e está no mercado disponível para aquisições em terminais portuários, de transporte e petróleo.


Às 11:05, os títulos da Maersk recuavam 3,64% para 7.675 coroas dinamarquesas (1.028,42 euros).

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