Transportes Matos Fernandes: “Contingentes municipais de táxis são coisa do passado”

Matos Fernandes: “Contingentes municipais de táxis são coisa do passado”

O ministro do Ambiente e da Transição Energética defende que o próximo governo deve alterar o modelo de contingentes de táxis nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto.
Matos Fernandes: “Contingentes municipais de táxis são coisa do passado”
Lusa
Maria João Babo 10 de abril de 2019 às 10:57

O ministro do Ambiente e da Transição Energética, João Pedro Matos Fernandes, defendeu esta quarta-feira na comissão de Economia, Inovação e Obras Públicas a alteração dos contingentes de táxis nas áreas metropolitanas, salientando que o próximo governo deve avançar nesse sentido.

 

"Nas áreas metropolitanas os contingentes municipais são coisa do passado e merecem ser alterados", afirmou o governante.

 

Para Matos Fernandes, "era importante que durante a próxima legislatura se tentasse com as associações de táxis pôr um fim nas contingentes municipais nas áreas metropolitanas", sendo que em seu entender será "mais normal ser o governo a fazer propostas".

 

É que, explicou, há uma "grande ubiquidade nas deslocações entre concelhos" nestas áreas metropolitanas, fazendo sentido que um veículo que entre num concelho possa voltar.

 

Admitindo que fora das áreas metropolitanas haja um vazio de oferta, Matos Fernandes defendeu que "devia-se caminhar pelo menos nas áreas metropolitanas para contingentes à escala metropolitana".

 

Na audição sobre o setor do táxi, o ministro reconheceu ainda que o programa de apoio à aquisição de veículos 100% elétricos para esta atividade "ficou aquém", tendo apenas oito táxis aderido.

 

Daí que o programa para a eletrificação do táxi, que era de 750 mil euros até agora, passará no aviso que será lançado este ano para os 200 mil euros, salientando Matos Fernandes que acredita que "vai haver maior adesão".

 

O programa comparticipa em 5 mil euros por táxi, sendo que consoante a idade do veículo há um subsidio extra "que corresponde ao abate", que é maior quanto mais velho for o veículo.

 

"Queremos que o maior número de táxis seja elétrico, por isso financiamos, mas não temos intenção de impor a ninguém", afirmou.




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