Transportes Novos donos da CP Carga pagam salário de Janeiro sem cortes da função pública

Novos donos da CP Carga pagam salário de Janeiro sem cortes da função pública

Os funcionários da CP Carga vão receber os salários de Janeiro sem os cortes aplicados à função pública. A garantia foi dada pelos novos donos da empresa, que avisam que o valor desses cortes poderá ser pago em Fevereiro.
Novos donos da CP Carga pagam salário de Janeiro sem cortes da função pública
Miguel Baltazar/Negócios
Negócios com Lusa 29 de janeiro de 2016 às 15:34

Os novos donos da CP Carga vão pagar o salário de Janeiro já sem os cortes impostos às empresas públicas, apesar da privatização da empresa de transporte de mercadorias só ter sido efectivada a 21 de Janeiro.

 

Numa carta dirigida aos trabalhadores, a que a Lusa teve acesso, o responsável da MSC Portugal, Carlos Vasconcelos, explicou que "a empresa entende que essa situação deve ser reposta com efeitos a 1 de Janeiro, ou seja, os referidos cortes cessam a 1 de Janeiro".

 

Assim, explica, "o vencimento do mês de Janeiro não terá quaisquer cortes salariais", que subsistem nas empresas públicas, como era o caso da CP Carga, que integrava o grupo CP -- Comboios de Portugal.

 

Na mesma nota aos trabalhadores, Carlos Vasconcelos adianta que "na impossibilidade de processar os vencimentos de Janeiro sem os referidos cortes, os valores correspondentes aos referidos cortes serão processados juntamente com o vencimento de Fevereiro".

 

Na próxima terça-feira, a nova administração da CP Carga vai reunir-se com o Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário (SNTSF), que promete não desistir de alertar para o negócio "prejudicial" da venda da empresa.

 

O ministro do Planeamento e Infraestruturas, Pedro Marques, explicou que o Governo não equacionou a reversão deste processo de privatização, conduzido pelo anterior executivo, realçando que a empresa tem acumulado défices operacionais.

 

Entretanto, a nova dona da CP Carga, a MSC Rail, informou que vai pôr em prática um plano para fazer da empresa o primeiro operador ibérico de transporte ferroviário de mercadorias. 

 

Em comunicado, Carlos Vasconcelos explicou que "o investimento da MSC pressupõe um plano de desenvolvimento a longo prazo que vai melhorar e valorizar a infraestrutura da empresa e transformá-la no primeiro operador ibérico de transporte ferroviário de mercadorias".

 

A multinacional suíça compromete-se a dar "início à implementação do plano de crescimento e desenvolvimento de longo prazo projectado para a empresa", que até agora tinha como único accionista a CP -- Comboios de Portugal.

Esta semana o SNTSF suspendeu a greve agendada para a última quinta-feira, considerando que "
embora não se tenha alterado as razões do protesto", o conflito laboral "ainda não é com o actual patrão". A MSC comprou 95% da operadora, ficando os restantes 5% reservados aos trabalhadores, como é habitual nestas situações. Apesar dos prejuízos registados nos últimos anos, a MSC acredita que a CP Carga poderá obter lucros já em 2019.




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