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Protesto camionista pode parar produção de cereais da Nestlé

Fabrico de Cerelac e Nestum pode ter de parar dentro de 24 horas.

Isabel Aveiro ia@negocios.pt 15 de Março de 2011 às 13:47
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A multinacional Nestlé, a maior fabricante mundial de alimentos, poderá ter de suspender a produção na sua fábrica mais antiga em Portugal, situada em Avanca (Estarreja), caso a paralisação dos transportes rodoviários não seja desbloqueada nas próximas 24 horas.

Em conferência de imprensa hoje realizada em Lisboa, para apresentação dos resultados de 2010, António Reffóios, administrador-delegado da Nestlé Portugal, garantiu que se o protesto dos camionistas iniciado na madrugada de segunda-feira se prolongar por mais um dia poderá afectar a produção da unidade de Avanca.

Nesta fábrica, uma das quatro que a Nestlé detém em Portugal, fabricam-se essencialmente cereais de pequeno-almoço e farinhas lácteas, como as marcas Cerelac ou Nestum. A questão é que, "por falta de paletes" os produtos ali produzidos não podem escoar para o resto do país e para fora do território nacional.

Em causa está a paralisação por dias de uma unidade que fabrica 32 mil toneladas por ano, explicou António Reffóis, que tem uma capacidade de manter "stocks" por dois dias.

O director-geral da Nestlé Portugal afirmou ainda aos jornalistas presentes que "dos 40 carros que saíram de Avanca [ontem] só oito chegaram ao seu destino".

António Reffóios demonstrou-se por isso "preocupado" com a situação, garantindo que a companhia pediu já a "protecção da GNR" para os seus veículos passarem o bloqueio, medida que lhe deverá ser concedida, avançou o administrador-delegado. Desta vez, acrescentou a paralisação "foi uma surpresa muito grande", por comparação com 2008.


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