Transportes Receitas da Metro do Porto compensam custos pela primeira vez

Receitas da Metro do Porto compensam custos pela primeira vez

A Metro do Porto registou em 2015 o melhor ano de sempre em termos de procura e de receita tarifária. Sem indemnizações compensatórias, os resultados operacionais deterioraram-se. Já os prejuízos diminuíram para 193 milhões.
Receitas da Metro do Porto compensam custos pela primeira vez
Paulo Duarte/Negócios
Maria João Babo 30 de maio de 2016 às 15:45

A Metro do Porto registou no ano passado uma taxa de cobertura de 105,9%, com o rácio entre as receitas de bilhética e os custos directos com a operação a ser excedentário pela primeira vez, revelam os resultados de 2015 aprovados esta segunda-feira, 30 de Maio, em assembleia geral.

No documento, a Metro do Porto realça que em 2015 teve o melhor ano de sempre em termos de procura, que ultrapassou os 57,7 milhões de passageiros, mais 1,4% face a 2014, elevando a receita tarifárias a 40,9 milhões de euros, o que representa um aumento de 3,3% relativamente ao ano anterior.

Já com os diversos aditamentos ao contrato que foi necessário realizar com a concessionária liderada pelo grupo Barraqueiro para assegurar a operação e a manutenção do sistema, os custos operacionais diminuíram 15,7%, passando de 45,9 para 38,7 milhões de euros.


Desta forma, a empresa de transporte público do Porto aumentou a taxa de cobertura em 19,5 pontos percentuais, de 86,5% em 2014 para 105,9% em 2015.

Num ano em que não recebeu indemnizações compensatórias, os resultados operacionais da Metro do Porto recuaram 19,4% para 101,6 milhões de euros negativos. Em 2014 esses resultados tinham sido de 85 milhões também negativos.


Já os resultados financeiros registaram uma melhoria de 70,9%, passando dos 315,5 milhões negativos em 2014 para 91,7 milhões também negativos em 2015.

Os resultados líquidos da Metro do Porto foram de 193 milhões de euros negativos, valor que ainda assim representa uma melhoria de 51,7% face aos 400 milhões negativos que a empresa apresentou em 2014.


A Metro do Porto passou em Janeiro passado a ter uma nova administração, liderada por Jorge Moreno Delgado. Anulada a subconcessão da sua operação com a Transdev, a empresa prorrogou o contrato com a Prometro por dois anos, o tempo necessário para lançar o concurso público internacional em regime de parceira público-privada para a operação a partir de 2018.

Na mensagem do presidente, que integra o relatório e contas aprovado esta segunda-feira, Jorge Moreno Delgado admite que o futuro contrato se estenda por um período de tempo que, apesar de não estar ainda definido, "andará entre os 5 e os 10 anos".


A Metro do Porto acordou com a concessionária liderada pelo grupo Barraqueiro o pagamento de 35,1 milhões de euros para operar o sistema durante dois anos.

No final de 2015, a dívida líquida da Metro do Porto tinha registado um aumento de 2,9% para 3,3 mil milhões de euros. Já o nível de investimento ascendeu a 384 mil euros.






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