Transportes Seguro que transformar Sines numa plataforma logística intercontinental

Seguro que transformar Sines numa plataforma logística intercontinental

O secretário-geral do PS, António José Seguro, afirmou hoje em Setúbal que o aproveitamento dos recursos do mar deve ser uma prioridade para os governantes portugueses e defendeu a transformação do porto de Sines numa grande plataforma logística intercontinental.
Seguro que transformar Sines numa plataforma logística intercontinental
Bruno Simão/Negócios
Lusa 15 de fevereiro de 2014 às 21:39

"Precisamos de ligar Sines ao mundo, por via marítima, e ligar Sines à Europa pela via ferroviária. Mas para isso é preciso que passemos do enunciado discursivo para a ação", disse.

 

"A acção significa investimento e o investimento significa ir buscar fundos comunitários para podermos aplicar nesta nossa visão", acrescentou António José Seguro, lembrando que o alargamento do canal do Panamá veio trazer novas oportunidades ao porto de Sines.

 

O líder socialista falava perante cerca de duas centenas de apoiantes no encerramento da conferência distrital sobre `Conhecimento e Economia do Mar´, integrada na convenção do Partido Socialista `Novo rumo para Portugal´.

 

Para António José Seguro, Sines não deve ser apenas um porto de contentores, mas também um espaço para a instalação de empresas da indústria transformadora.

 

"Vêm aí fundos comunitários. É necessário olhar para Sines de uma forma integrada e é necessário que Sines ajude ao desenvolvimento da economia e à criação de emprego, de que estamos tão necessitados", disse.

 

"Devemos olhar para Sines não penas como uma plataforma logística onde entram e saem mercadorias, mas também como um espaço para a instalação de novas empresas de transformação de matéria-prima em produtos acabados ou semi-acabados", acrescentou.

 

Na sessão de encerramento da conferência realizada em Setúbal, António José Seguro começou por salientar a ligação dos portugueses e a importância do alargamento da zona marítima da plataforma continental.

 

"Se as Nações Unidas vierem a aprovar o nosso pedido de alargamento da zona económica, nós ficaremos com cerca de quatro milhões de quilómetros quadrados. Este território continental e marítimo equivale a cerca de 80% do território continental de toda a Europa, exceptuando a parte da Rússia", disse, salientando que os recursos do mar podem ser muito importantes para a economia portuguesa.

 

"Falo das pescas, do turismo - do turismo de praias, de mergulho, de cruzeiro, falo do transporte de mercadorias, dos navios de grande porte, da atividade portuária, da construção e reparação naval, das energias renováveis, que têm uma importância fundamental, e de todo o potencial que advém da biodiversidade que existe no nosso mar e dos recursos vivos, minerais e energéticos que devem ser explorados", acrescentou.

 

António José Seguro salientou ainda a necessidade de se definirem estratégias e desenhar as políticas públicas para o aproveitamento económico dos recursos do mar, considerando que se trata de uma área de investimento prioritária para o Pais.




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