Transportes Táxis voadores do futuro parecem brinquedos a ganharem vida

Táxis voadores do futuro parecem brinquedos a ganharem vida

A britânica Skyports construiu um modelo de estação para táxis voadores e a alemã Volocopter fez um voo de demonstração do seu veículo elétrico.
Bloomberg 02 de novembro de 2019 às 14:00

Táxis voadores, que antes se restringiam a filmes de ficção científica como O Quinto Elemento, podem tornar-se uma opção de transporte urbano. Baterias mais eficientes e designs inovadores tornaram viagens aéreas curtas mais baratas, limpas e silenciosas. O Citigroup estima que as vendas anuais de táxis aéreos podem chegar aos 5 mil milhões de dólares até ao final da próxima década.

 

Duas empresas fizeram apresentações sobre este tema em Singapura, durante o Congresso Mundial de Sistemas Inteligentes de Transporte. A britânica Skyports construiu um modelo de estação para táxis voadores e a alemã Volocopter fez um voo de demonstração do seu veículo elétrico.

 

Engenheiros das duas companhias explicaram aos jornalistas como o sistema pode funcionar. O utilizador abre uma aplicação e escolhe entre as estações de determinada cidade. Uma opção em Singapura era voar do elegante hotel Marina Bay Sands até a luxuosa ilha Sentosa. O utilizador escolhe o horário de partida e recebe uma confirmação com o nome do piloto.

 

Quando o utilizador chega à estação, um scanner biométrico emprega software de reconhecimento facial para confirmar a reserva e pesa os passageiros para assegurar o equilíbrio do veículo no ar. Então, os passageiros são transportados até o destino. Quando pousam, funcionários trocam a bateria na parte traseira do táxi para a próxima viagem.

 

Isto tudo é para o futuro, enquanto o presente impõe desafios. As empresas tentam conquistar apoio de autoridades reguladoras e a aceitação do público.

 

O visual da estação, chamada Voloport, é elegante e futurista. Telas mostram a economia de tempo proporcionada por táxis voadores (são quatro minutos a voar até Sentosa e 21 minutos sobre quatro rodas). De acordo com um engenheiro, quando as estações estiverem a operar, helipontos poderão subir e descer com mecanismo hidráulico entre o teto e o piso térreo da estação para facilitar o embarque e a decolagem.

 

O Volocopter em si parece um brinquedo. Em vez de um rotor gigante na parte central, tem mais de uma dezena de componentes menores distribuídos acima do corpo da aeronave. Os modelos demonstrativos eram relativamente pequenos, com espaço suficiente para duas pessoas sentadas muito juntas.

 

Um dos supostos benefícios das aeronaves elétricas (como o Volocopter) sobre helicópteros movidos a petróleo é o barulho. Motores elétricos supostamente incomodariam menos quem vive perto das estações, mas não se percebeu se a aeronave era barulhenta porque o voo demonstrativo foi a algumas centenas de metros de distância dos jornalistas. A essa distância, soava como um zangão que cresceu demais.

 

As boleias aéreas talvez não agradem a todos, mas o presidente da Volocopter, Florian Reuter, planeia usar software e a relativa liberdade de rotas aéreas para projetar viagens mais suaves para quem precisa. "Pode haver um modo avó e um modo foguete", brinca.

 

Outra questão é o custo. O diretor-gerente da Skyports, Duncan Walker, entende que as rotas inicialmente atenderão a turistas curiosos e a quem viaja a negócios e tem dinheiro para gastar, porém estas empresas esperam reduzir custos a ponto de disponibilizar o serviço para o mercado de massa.

(Texto original: Flying Taxis of the Future Look Like Toys Come to Life)




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