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Uber vai avaliar a proposta regulatória que conheceu através dos media

O director-geral da Uber em Portugal aplaude o avanço que foi dado na regulação. E considera que os taxistas devem manifestar a sua opinião desde que seja em respeito pela ordem e segurança públicas.

Pedro Catarino/Correio da Manhã
Sara Ribeiro sararibeiro@negocios.pt 28 de Setembro de 2016 às 17:29
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A Uber vê "de uma forma muito natural" a proposta que o Executivo anunciou esta semana, a qual a plataforma só teve conhecimento através dos media.  "Tendo em conta o que conhecemos pela comunicação social  é que o Governo parece ter ouvido a maioria das pessoas, dos portugueses, e está a dar um passo em direcção a uma mobilidade mais moderna, mais alinhada com os interesses das pessoas, dos motoristas que querem trabalhar no sector da mobilidade e das próprias cidades", disse ao Negócios Rui Bento, à margem do congresso anual da APDC que está a decorrer esta quarta-feira, 28 de Setembro, em Lisboa.

 

"Ainda não conhecemos a proposta em detalhe, pelo que ainda não consigo comentar nem fazer avaliações muito específicas", acrescentou.

 

Questionado sobre se o Governo já tinha agendado alguma reunião com a Uber sobre o tema, o responsável adiantou que "de momento não. Sabemos que vai ser dado agora início ao período de 10 dias de consulta pública durante o qual vamos avaliar a proposta regulatória, e se acharmos que temos algo a dizer que possa ser construtivo para esta proposta fá-lo-emos", sustentou.

 

Quanto às obrigações que constam da proposta serem vantajosas ou não para a empresa, como a formação de 30 horas ou o título de condução específica, Rui Bento recorda que "desde que chegámos a Portugal temos trabalhado e procurado ter um diálogo aberto e construtivo com o legislador, regulador, câmaras para que fosse criado um quadro regulatório interno inclusivo de novas tecnologias e plataformas".

 

"Portanto", continua, "como é óbvio tem que existir regras, regras específicas aplicadas às plataformas e aos operadores, e vemos com muito bons olhos que existam regras que regulem o mercado e que tragam maior transparência às plataformas", acrescentou.

 

No que toca às críticas e ameaças dos taxistas Rui Bento comenta que "de uma forma muito simples, nós achamos que os taxistas têm naturalmente todo o direito de fazer ouvir a sua opinião e se manifestarem desde que o façam em respeito pela ordem, segurança e tranquilidade públicas".

 

"E naturalmente achamos que é importante que haja um debate acerca da mobilidade e que todos os operadores do sector, incluindo os táxis, se expressem e partilhem a sua visão sobre o que acham que é o futuro da mobilidade nas cidades portuguesas", acrescentou.

 

Quanto à expansão para Portugal das novas ofertas de partilha de carros e entrega de comida, que a Uber já está a implementar noutros países o director-geral comenta apenas que a Uber está  "a dar um passo importante na sua oferta para outras vertentes de negócio como a entrega de comida. Mas neste momento não consiga adiantar prazos e datas e quando Portugal terá essa oferta".

 

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