Transportes Vieira da Silva diz que "tem que haver" consequências para quem não respeitar requisição civil

Vieira da Silva diz que "tem que haver" consequências para quem não respeitar requisição civil

Ministro do Trabalho considera que é preciso chegar a acordo para terminar a greve tão rápido quanto possível.
Vieira da Silva diz que "tem que haver" consequências para quem não respeitar requisição civil
Sábado 12 de agosto de 2019 às 22:34

O ministro do Trabalho, da Solidariedade e da Segurança Social, Vieira da Silva, considera que a decisão do Governo de decretar a requisição civil de motoristas foi "uma atitude de prudência" que vai permitir a que haja combustíveis na maior parte dos postos.

Entre recados aos motoristas sobre o não cumprimento da decisão tomada esta segunda-feira, deixou ainda um outro alerta: é preciso chegar a acordo para terminar a greve.

O Governo decretou, esta segunda-feira, a requisição civil dos motoristas em greve, alegando incumprimento dos serviços mínimos estabelecidos para lidar com a paralisação decreta por tempo indeterminado."O Governo não teve alternativa senão a de reconhecer a necessidade de proceder à requisição civil dos motoristas em situação de greve com vista a assegurar o cumprimento dos serviços mínimos", explicou o secretário de Estado da Presidência de Conselho de Ministros, Tiago Antunes, em conferência de imprensa, acrescentando que a medida será "gradual" e aplicada às áreas "em que se constata o incumprimento".

"Se alguém pensa que reage à requisição civil como reagiu aos serviços mínimos, está enganado, porque o quadro legal das duas figuras é diferente", avisou Vieira da Silva, durante uma entrevista à RTP3, recordando que "a requisição civil é já uma medida muito pesada" e que por norma "surte efeito, do ponto de vista de ajudar a resolver os problemas". "Há quem possa pensar que não há consequências. Mas haverá. Tem que haver, senão é o próprio poder do Estado que é posto em causa", reforçou.

O ministro defendeu ainda que a decisão do Governo não coloca em causa o direito à greve, mas que a mesma "não tem um valor absoluto". É preciso, reforçou,  ter em conta "as condições de vida, a situação de bem-estar, a situação dos sistemas de saúde".

Para o governante, uma coisa é certa: Vieira da Silva não crês que o País possa suportar esta greve muito tempo. "Julgo que é preciso encontrar uma solução e que as partes entendam que todos os portugueses estão a espera que essa solução seja encontrada. É bom que as partes se apressem", aconselhou.

A greve por tempo indeterminado foi convocada pelo Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) e pelo Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM), tendo-se também associado à paralisação o Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos do Norte (STRUN).

O Governo decretou serviços mínimos entre 50% e 100% e declarou crise energética e hoje decretou a requisição civil dos motoristas em greve, alegando incumprimento dos serviços mínimos.




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