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Carlos Moedas não acredita que turismo venha a ter apoio especifico da UE

O ex-comissário europeu Carlos Moedas, na cimeira do turismo português, disse esta terça-feira não acreditar que as instituições europeias criem uma linha específica de apoio ao turismo, um dos setores económicos mais afetados pela pandemia.

Tiago Sousa Dias
Lusa 22 de Setembro de 2020 às 13:09
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"Alguns países [da União Europeia] não querem. Não acredito que haja um programa de apoio específico para o turismo", afirmou o social-democrata, antigo comissário europeu para a Investigação, Ciência e Inovação, defendendo que os projetos portugueses candidatos a apoios europeus devem apostar no digital e no ambiente.

Convidado da conferência 'online' da V Cimeira do Turismo Português -- 'Turismo pós-covid' -, Carlos Moedas, atualmente administrador da Fundação Calouste Gulbenkian, considerou que "a Europa continua a comunicar muito mal" com as populações e que "devia comunicar mais diretamente com as pessoas", até porque os Estados-membros, normalmente os intermediários da informação, "anunciam os apoios como se fossem deles".

O ex-comissário europeu falou ainda sobre a saída do Reino Unido da União Europeia: "Parece que a probabilidade de sair sem acordo é maior do que sair com acordo. Vivemos um período muito difícil", disse, defendendo que, sem acordo, a Europa vai ter de impor tarifas e quotas, e o Reino Unido vai reagir também com quotas e tarifas, o que considerou "um regresso ao passado".

O Governo britânico rejeitou o ultimato da União Europeia (UE) para retirar uma proposta de lei que invalida algumas cláusulas do Acordo de Saída da UE e do Protocolo relativo à Irlanda do Norte.

A proposta de lei para o "Mercado Interno" contraria partes do Acordo de Saída, deixando de aplicar a lei da UE no caso de as negociações para um acordo de comércio pós-Brexit falharem, em temas como declarações de exportação, apoios estatais e controlos aduaneiros que envolvam a Irlanda do Norte.

A Comissão Europeia ameaçou o Reino Unido com uma ação judicial, avisando que "a violação dos termos do Acordo de Saída violaria o direito internacional, minaria a confiança e poria em risco as futuras negociações em curso sobre as relações".

As medidas para combater a pandemia de covid-19 paralisaram setores inteiros da economia mundial e levaram o Fundo Monetário Internacional (FMI) a prever uma queda da economia mundial de 4,9%, em 2020, arrastada por uma contração de 8% nos Estados Unidos, de 10,2% na zona euro, e de 5,8% no Japão.


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