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Cotrim de Figueiredo: Afirmação do turismo em Portugal não é "epifenómeno"

O presidente do Turismo de Portugal lamenta as críticas e os mitos que têm sido apontados ao turismo nacional. "Já não é o ‘Portugal está na moda’ nem o país dos baixos preços", assegura.

Bruno Simão/Negócios
Wilson Ledo wilsonledo@negocios.pt 05 de Dezembro de 2015 às 17:01
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O presidente do Turismo de Portugal, João Cotrim de Figueiredo, acredita que o crescimento do turismo português não é um "epifenómeno". "Já não é o ‘Portugal está na moda’. Portugal está num ciclo de crescimento longo", defendeu este sábado, 5 de Dezembro, durante o 41º Congresso da APAVT, a decorrer no Algarve.

Para comprová-lo, Cotrim de Figueiredo socorreu-se de um conjunto de indicadores. Entre eles, o das receitas turísticas, que cresceram 64,3% no período entre 2009 e 2015. Tal representa um incremento de 4,4 mil milhões de euros. A previsão é de que a tendência de subida se mantenha no próximo ano.


O presidente do Turismo de Portugal quis também esclarecer alguns mitos associados à evolução deste sector, como a deslocalização de turistas para Portugal na sequência da Primavera Árabe.


Os dados apresentados mostram que, na melhor das hipóteses, o fenómeno explica menos de 10% do crescimento do turismo nacional nos últimos anos. Há destinos que superam esta média: "No Algarve essa explicação seria superior", admitiu o responsável.


Já quanto ao preço baixo justificar a escolha por Portugal, Cotrim de Figueiredo alerta que o país está próximo da média da região do Mediterrâneo. "Não estou a dizer que somos um destino caro. Acho é que já não somos escolhidos por ser um destino barato", reforçou.


O presidente do Turismo de Portugal admite que não há ainda muita gente a reconhecer lá fora que o país é um "destino fabuloso". A ideia acaba por abrir o debate se Portugal terá turistas a mais ou não.


Mais uma vez, o responsável recorreu aos números: a intensidade turística em Portugal é de 0,85%, o que comprova que o país está "longe" da saturação. "Não estou preocupado" com essa questão, informou, reconhecendo contudo que "qualquer processo acelerado pode gerar desequilíbrios".


Fora da lista não ficaram as críticas de que a entidade que lidera não apoia eventos. "Há uma concepção, que não é correcta, que o Turismo de Portugal não apoia eventos", referiu. A estratégia agora passa por encarar esses eventos pelas suas "estruturas de comunicação", divulgando o destino. "Não me venham com actividades que são mais uma de…", advertiu.


João Cotrim de Figueiredo lamenta que o sucesso do turismo português – sobretudo pela sua vertente emocional - não seja reconhecido dentro de fronteiras. "Enerva-me solenemente que sejam utilizados estes argumentos para desvalorizar o trabalho que vocês fazem todos os dias. Só há ou mérito dos 
outros ou falta de jeito nossa", lamentou ao auditório onde estavam sentados vários empresários do sector.

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