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Dona do cruzeiro acidentado cai 20% em bolsa e enfrenta custos de 95 milhões de dólares

Numa altura em que o número de mortos subiu para 6 pessoas, a Carnival enfrenta outros problemas: a queda em bolsa, a descida da recomendação para as suas acções, os custos estimados em 95 milhões de dólares e também os custos ainda indeterminados.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 16 de Janeiro de 2012 às 12:33
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O primeiro dia em bolsa da companhia de cruzeiros Carnival, depois do acidente na costa de Itália, não está a ser fácil.

A dona do Costa Concórdia, o cruzeiro que se acidentou na costa da Toscana, provocando a morte de, pelo menos, seis pessoas, segue a deslizar 16% para negociar nos 1.888 pence na bolsa de Londres.

Durante a sessão, os títulos da cotada estiveram já a perder 23%. De acordo com a Bloomberg, é a queda mais abrupta desde Setembro de 2001. A empresa está também listada em Nova Iorque, mas as bolsas norte-americanas estão hoje encerradas.

Até sexta-feira, a companhia, que gere marcas como o Costa Cruises, o Cunard e o IberoCruceros, tinha somado mais de 5% tanto na bolsa londrina como na nova-iorquina.

95 milhões de dólares juntam-se a custos indeterminados

Além do dia atribulado em bolsa, há custos financeiros que a empresa terá de enfrentar, além das perdas em que as seguradoras poderão incorrer, num montante que poderá alcançar os 750 milhões de dólares (591 milhões de euros), de acordo com o “Financial Times”. A empresa terá de assumir um encargo de 40 milhões de dólares, que correspondem ao valor das franquias.

O cruzeiro acidentado terá de ficar inutilizado, pelo menos, até ao final do presente ano fiscal, diz a empresa. Os custos da inutilização do aparelho poderão situar-se entre 85 e 95 milhões de dólares (67 e 75 milhões de euros).

"A acrescentar a isso, a empresa prevê outros custos para os seus negócios, custos que não se podem determinar nesta altura", revelou a Carnival no comunicado.

Descida de recomendação

Ainda assim, os analistas consultados pelo "Financial Times" estimam que o impacto deste acidente, cujas causas ainda estão a ser investigadas, poderá fixar-se em 10% dos resultados anuais.

"Existirão consequências negativas no curto prazo para as marcações no sector dos cruzeiros, em resposta às imagens do navio que estão a ser mostradas em todo o mundo", comentou à Bloomberg o analista da Numis Securities, Wyn Ellis.

Como resultado do acidente, o analista reduziu a recomendação para as acções da Carnival de "comprar" para "manter", apesar de admitir que não deverão existir grandes consequências no longo prazo.

"Estes acidentes trágicos acontecem com uma maior frequência e, infelizmente, com mais vítimas mortais, na indústria aérea e ferroviária, e isso não leva a que as pessoas deixem de utilizar esses meios de transporte", defendeu Wyn Ellis à Blooomberg.

Neste momento, além das seis vítimas mortais, há ainda 16 pessoas desaparecidas, na sequência do embate do navio em rochas submersas na costa de Itália.

(notícia corrigida no parágrafo referente aos custos das seguradoras. Os encargos de 40 milhões de euros referem-se às responsabilidades que serão assumidas pela própria empresa)
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