Turismo & Lazer Falta de mão-de-obra obriga hotéis a adiar inaugurações

Falta de mão-de-obra obriga hotéis a adiar inaugurações

A Associação da Hotelaria de Portugal adverte que muitas infraestruturas estão prontas, mas não conseguem abrir portas por falta de funcionários. O turismo já emprega 400 mil em Portugal.
Falta de mão-de-obra obriga hotéis a adiar inaugurações
Bruno Simão/Negócios
Negócios 06 de maio de 2019 às 12:14

O número de trabalhadores na área do turismo em Portugal já ultrapassou os 400 mil em abril deste ano, segundo contas do próprio Governo, mas os empresários da hotelaria continuam a reclamar a falta de mão-de-obra no setor, que está até a afetar a abertura de novos projetos.

 

"Há falta de trabalhadores desde o ‘staff’ até ao serviço de apoio. (…) Às vezes nem sequer há as pessoas necessárias para abrir um hotel que já está pronto em termos de infraestruturas", assume a presidente executiva da Associação da Hotelaria de Portugal, Cristina Siza Vieira, partilhando da preocupação evidenciada antes pela Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP).

 

De acordo com os dados da AHP, citados pelo Sol, em 2019 está prevista a abertura de 65 novas unidades no país – 37 deles em Lisboa e Porto –, o que acrescentará 570 quartos à oferta nacional. Esperam-se ainda mais 15 remodelações. Números que precisam de ser atualizados nos próximos meses, já que em 2018 acabaram por abrir apenas 42% dos 61 hotéis que tinham sido anunciados no início do ano.

 

Em março, salvaguardando que as remodelações e reaberturas não foram tão afetadas por esta "elevada taxa de mortalidade" dos projetos, Cristina Siza Vieira apontou vários fatores. Além da "dificuldade de recursos humanos, em contratar e formar equipas", a dirigente associativa acrescentou outros, como "atrasos nos licenciamentos, atrasos nas obras [e] alterações nas opções de investimento".

 

Segundo um estudo da Informa D&B, o volume de negócios agregado de hotéis, estalagens, apart-hotéis, motéis, pensões, pousadas, aldeamentos turísticos e apartamentos turísticos terá crescido 8,7% no ano passado, para quatro mil milhões de euros. Excluindo os estabelecimentos de alojamento local e turismo no espaço rural, o número de hóspedes ultrapassou os 21 milhões.




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