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Hoteleiros contestam falta de motivos para taxa turística no Porto

A Associação da Hotelaria de Portugal pede que seja clarificado o destino dos dois euros que cada hóspede terá de pagar por noite no Porto a partir de Março de 2018.

Paulo Duarte
Wilson Ledo wilsonledo@negocios.pt 18 de Dezembro de 2017 às 16:02
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A Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) contestou esta segunda-feira, 18 de Dezembro, as justificações para a aplicação de uma taxa turística de dois euros no Porto.

"A nosso ver, não está sustentado", afirmou a presidente executiva da AHP, Cristina Siza Vieira, num encontro com jornalistas. A taxa deverá aplicar-se a partir de 1 de Março de 2017 a todos os hóspedes com mais de 13 anos, até um máximo de sete noites seguidas por pessoa.


Questionada sobre o valor da taxa, que é o dobro do cobrado em Lisboa, Siza Vieira considerou que "há uma falta de fundamentação económica e financeira" no Porto. Uma das preocupações da associação é não perceber onde será aplicado o dinheiro.


"Em Lisboa sabe-se para onde vai o dinheiro", advertiu. Na capital, o valor tem servido para cobrir um conjunto de projectos na área do turismo, com uma estratégia de diversificação. São exemplo a construção de um miradouro no pilar da ponte 25 de Abril ou o financiamento da Eurovisão em Lisboa em 2018.


Cristina Siza Vieira recordou ainda que não está definido um sistema de cobrança desta taxa turística no Porto. "É um caminho que não tem o mesmo empenho da hotelaria que em Lisboa", advertiu. A associação aguarda ainda o regulamento final.


A AHP considera que este tipo de taxas não funciona, de forma efectiva, como um "regulador da procura". Numa altura em que o Porto se procura afirmar como um destino de negócios, a responsável lembra ainda que a introdução deste tipo de taxas, aplicadas a cidadãos nacionais que tenham necessidade de se deslocar à Invicta, poderá ter um impacto negativo nesta dinâmica.


A taxa turística não será aplicada a reservas que tenham sido feitas antes da sua entrada em vigor.

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