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Luís Veiga: Privatização da TAP é um "dossiê difícil" para o sector do turismo

O presidente da Associação da Hotelaria de Portugal volta a apontar o dedo ao actual Governo, que acusa de desregular o sector. A questão do alojamento local volta a ser colocada em cima da mesa.

Bruno Simão
Wilson Ledo wilsonledo@negocios.pt 26 de Outubro de 2015 às 10:21
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O processo de privatização da TAP e a possibilidade de greves na companhia aérea são "dossiês difíceis" para o sector do turismo. A posição foi defendida por Luís Veiga, presidente da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP).

O consórcio Atlantic Gateway, liderado por David Neeleman e Humberto Pedrosa, foi o vencedor do processo de alienação de 61% do capital da companhia aérea portuguesa. A decisão foi anunciada em Junho e o processo encontra-se agora numa etapa final.

Durante a abertura da 27ª edição do Congresso Nacional da Hotelaria e Turismo, a decorrer em Évora, o responsável apresentou uma lista de temas para os quais o sector olha com preocupação e para os quais procura soluções.

Fiscalidade directa e indirecta, existência em duplicado de agências e associações de promoção em cada região turística, IVA na restauração e os custos das SCUT foram alguns dos exemplos dados por Luís Veiga, para além do futuro da TAP.

O presidente da AHP voltou a apontar o dedo à actuação política, considerando que esta "pode ser desreguladora". Um dos exemplos é a liberalização levada a cabo pelo actual Governo no que respeita ao alojamento local.

Luís Veiga acredita que essa liberalização pode "condicionar a estabilidade" de alguns destinos, como Lisboa. "Temos 1.360 estabelecimentos hoteleiros e 20 mil estabelecimentos de alojamento local", exemplificou.

"A política, infelizmente, tem sido responsável por alguma ineficiência" do próprio turismo, defendeu ainda em Évora. Já em entrevista ao Negócios, publicada esta segunda-feira, 26 de Outubro, Luís Veiga tinha afirmado que o Governo tinha ido "longe demais" na liberalização do sector.

Nessa mesma conversa, o responsável defendeu a necessidade de uma maior articulação das áreas do Turismo e Transportes na estrutura do próximo Governo. A intenção foi repetida no discurso em Évora.

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