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Ponce de Leão: Taxa de entrada em Lisboa deve ser paga nos hotéis

Depois de ter assumido o encargo em 2015, a ANA Aeroportos garante que não fará o mesmo no próximo ano. Para o presidente da empresa, a solução mais "normal" seria juntar a taxa de entrada à de dormida.

Miguel Baltazar/Negócios
Wilson Ledo wilsonledo@negocios.pt 26 de Outubro de 2015 às 17:03
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O presidente da ANA Aeroportos, Jorge Ponce de Leão, acredita que a melhor solução para que a Câmara Municipal de Lisboa aplique a taxa turística de entrada na cidade é juntando o seu pagamento à taxa de dormida nos hotéis.

 

No final de Março, a gestora de infra-estruturas disponibilizou-se, "para não criar um problema de incomodidade para os passageiros", a pagar a taxa de entrada na cidade durante 2015, num valor que poderia variar entre os 3,6 e os 4,4 milhões de euros.

 

Em 2016, a ANA Aeroportos não assumirá esse encargo, anunciou a empresa no início de Outubro. "Isso foi um investimento no sentido de ser criada uma solução alternativa", explicou Ponce de Leão esta segunda-feira, 26 de Outubro, à margem de um congresso do sector hoteleiro em Évora.

 

"Demos nove meses para se encontrar uma solução diferente", acrescentou. O responsável acredita que a autarquia liderada por Fernando Medina tem soluções, mas refere que a mais "normal" será adicionar a taxa de entrada à taxa de dormidas, sendo ambas pagas nos hotéis.

 

As mesmas prevêem o pagamento de um euro por cada turista que entre na capital e de um euro por cada noite na cidade, no máximo de sete no segundo caso.

Questionada sobre essa possibilidade de cobrar a taxa sobre as entradas, a direcção executiva da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) rejeita o cenário. "Penso que é muito difícil", posicionou o presidente Luís Veiga. Todavia, a associação do sector hoteleiro assegura que cobrará a taxa sobre as dormidas, como acordado com a autarquia.

A Câmara Municipal de Lisboa voltou a incluir as taxas turísticas no orçamento para 2016 e prevê uma receita total de quase 16 milhões de euros, mais do dobro previsto para este ano.

 

Face à decisão de assumir o encargo em 2015, Ponce de Leão é claro: "Não estamos a fazer caridade. Estamos a investir na promoção sustentada do turismo, só que por outra via".

 

Para cobrir a taxa de entrada, a gestora dos aeroportos nacionais optou por suspender a aplicação do plano de incentivos às companhias aéreas em Lisboa.

 

A ANA Aeroportos integra o grupo Vinci Aeroportos desde Setembro de 2013.

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