Turismo & Lazer Porto quer ver “impacto” da taxa turística em Lisboa

Porto quer ver “impacto” da taxa turística em Lisboa

A cidade está a analisar uma medida semelhante mas só depois de perceber as repercussões que terá em Lisboa, financeiras e na evolução da actividade na capital.
Porto quer ver “impacto” da taxa turística em Lisboa

A Câmara do Porto continua a "analisar" a implementação de uma taxa turística semelhante à que está a ser cobrada a hotéis e outro tipo de alojamentos em Lisboa, mas o autarca, Rui Moreira, está à espera de ver os efeitos que a medida terá na capital, antes de avançar.

Em declarações ao Negócios, fonte oficial da câmara referiu que o assunto "está a ser debatido", mas que não há nenhuma data precisa para avançar com a cobrança nem confirmação de que irá efectivamente acontecer.

"O turismo no Porto ainda está em consolidação", referiu a mesma fonte, que adiantou que o impacto de uma taxa destas não é só financeiro. "Queremos ver se vai existir algum tipo de conflitualidade com a autarquia", adiantou, relembrando um caso semelhante em Aveiro, que opôs os agentes de turismo da cidade à câmara


Em Lisboa, a taxa turística começou a ser cobrada aos hóspedes de todos os estabelecimentos turísticos a 1 de Janeiro último. Segundo
o gabinete do vereador das Finanças, desde o início que a intenção do município era aplicar igualmente esta taxa de um euro por noite aos alojamentos locais, e o município já está em negociações com plataformas como a Airbnb ou a Homeaway há vários meses. "A Câmara de Lisboa está a contactar as diversas entidades representativas do sector", informa fonte do gabinete de João Paulo Saraiva.


O Negócios pediu à autarquia de Lisboa a contabilização mais recente sobre o número de entidades que já estão a pagar a taxa turística mas ainda não obteve a informação. Segundo escreve hoje o i, esta taxa já rendeu 1,1 milhões de euros ao município desde o início do ano.


A Câmara do Porto admite que o crescimento do turismo nos últimos anos já tem alguns efeitos negativos em partes da cidade que estão a ser estudados. Para já, vai avançar para consulta pública um regulamento para controlar o transporte turístico na baixa da Invicta, um problema que já afecta muitos residentes e trabalhadores na cidade.


A mesma fonte salientou ainda que a questão da introdução de uma taxa, que pode ajudar a controlar o turismo em excesso, deverá ser debatida nas reuniões da autarquia "e sempre discutida com as outras forças políticas".


Entre Janeiro e Novembro de 2015, a região Porto e Norte registou mais de três milhões de dormidas de estrangeiros, um aumento de 16,7% face ao mesmo período de 2014. Os dados do INE, compilados pela Associação de Turismo do Porto (ATP) mostram que o sector está a crescer a uma taxa elevada na cidade. Este aumento representa mais 442.100 dormidas na cidade em 2015, com os principais mercados a manterem-se: Espanha, França e Brasil. A meta para os próximos quatro anos é crescer 30% para os sete milhões de turistas.


Para este sucesso contribuiu a abertura de várias rotas aéreas a partir do aeroporto Sá Carneiro.O aeroporto Porto tinha, em Fevereiro, 22 companhias aéreas a servir 75 destinos. Em 2016, o aeroporto irá contar com mais 10 rotas, para vários destinos, incluindo Munique, com a Lufthansa, e Londres, com a British Airways.




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