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Rally de Portugal 2015 teve impacto "recorde" de 127 milhões

No regresso ao Norte, a prova automobilística gerou mais benefícios económicos para a região e para o Estado. O presidente do ACP fala em "grande estalada" ao Ministério da Economia, que retirou o patrocínio.

REUTERS/Jerome Prevot
António Larguesa alarguesa@negocios.pt 12 de Novembro de 2015 às 18:19
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O regresso do Rally de Portugal ao Norte do país, após 12 anos de ausência, impulsionou o impacto económico desta prova automobilística em 16,4%, face à edição do ano passado, conclui um estudo elaborado pelo Centro Internacional de Investigação em Território e Turismo da Universidade do Algarve, em parceria com a Universidade do Minho, apresentado esta quinta-feira, 12 de Novembro, no Porto.

O "Estudo do impacto do WRC Vodafone Rally de Portugal na economia do Turismo e Formação da imagem dos destinos: Região Norte de Portugal – edição 2015", desenvolvido entre Janeiro e Setembro de 2015, calcula que a 49.ª edição do Rally, que abrangeu 13 municípios, teve um impacto económico total estimado em 127,4 milhões de euros, apontado como um valor recorde.

"A despesa directa total gerada pelo WRC Vodafone Rally de Portugal 2015 na economia do turismo no Norte de Portugal, assegurada por adeptos e equipas, atingiu os 65,2 milhões de euros", ou seja, mais dez milhões do que na edição anterior, realizada no Algarve. No que toca à receita fiscal gerada pelo volume e tipologia das despesas dos adeptos presentes na prova, sobretudo no sector da alimentação e bebidas, transportes internos e alojamento, o documento estima mais de 24 milhões de euros de receita de IVA e ISP. Em termos mediáticos, os principais mercados externos alcançados foram a Polónia, França, Espanha, Finlândia e Itália.

A edição de 2015 do Rally de Portugal foi apoiada pelos municípios e comparticipada em 85% por fundos comunitários canalizados pelo programa operacional ON.2 "O Novo Norte", tendo estado envolvida em acesa polémica pelo facto de o Turismo de Portugal, liderado por João Cotrim de Figueiredo, ter decido retirar o patrocínio de um milhão de euros à prova, justificado com a alteração de estratégia no que toca à promoção turística do país.

Ora, aproveitando os dados sobre o impacto económico, o presidente do Automóvel Club de Portugal (ACP), Carlos Barbosa, frisou esta tarde que "a região Norte deu uma grande estalada em Lisboa, nomeadamente ao Ministério da Economia e ao Turismo de Portugal". "Este retorno recorde, superior a 127 milhões de euros, foi, como se viu, um péssimo negócio para os incompetentes que estiveram na base da recusa em apoiar o Rally", acrescentou, nomeando, entre outros, o ex-ministro Pires de Lima, o ex-secretário de Estado do Turismo, Adolfo Mesquita Nunes, e o líder do Turismo de Portugal.

Já o líder da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), Emídio Gomes, preferiu sublinhar que "dos 65 milhões de euros em gastos diretos, 55 milhões derivaram de exportação pura e dura, já que foi dinheiro despendido na região por estrangeiros e visitantes externos". Os municípios abrangidos pela prova foram Amarante, Baião, Caminha, Fafe, Guimarães, Lousada, Matosinhos, Mondim de Basto, Paredes, Ponte de Lima, Valongo, Viana do Castelo e Vieira do Minho.

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