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Turismo de Lisboa defende aposta em segmento de luxo e congressos

A Associação de Turismo de Lisboa (ATL) defendeu esta segunda-feira a aposta da região no segmento de luxo e nos congressos, alertando para a falta de salas na capital para acolher conferências e eventos de maior dimensão.

18.º Lisboa
Alexander De Leon Battista
Pedro Curvelo pedrocurvelo@negocios.pt 25 de Fevereiro de 2019 às 13:35
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A Associação de Turismo de Lisboa (ATL) defendeu esta segunda-feira a aposta da região no segmento de luxo e nos congressos, considerando que o rumo a seguir passa "por gerar maior riqueza sem ser pela massificação".

O presidente-adjunto da ATL, José Luís Arnaut, falava na apresentação do estudo sobre o impacto económico do turismo na região e na cidade de Lisboa em 2017, elaborado pela Deloitte para a ATL.

Após o "grande salto" verificado nos anos mais recentes, Arnaut considera que agora é necessário "consolidar" a região como destino turístico e apostar na via do aumento da rentabilidade.

Aliás, quer José Luís Arnaut quer Vítor Costa, diretor-geral da ATL, assinalam que as perspetivas apontam para "uma certa estabilização" no número de turistas mas um crescimento dos indicadores económicos.

Os responsáveis destacaram que o gasto médio por turista estrangeiro cifrou-se em 161,1 euros por dia, uma subida de 20% face aos valores de 2015.

E, para continuar a aumentar as receitas a um ritmo superior ao crescimento do volume de turistas, a aposta passa por "consolidar e expandir a oferta para o segmento de luxo", defendeu Arnaut.

Já no que toca aos congressos, o responsável acredita ser uma "área com grande potencial de crescimento", mas, advertiu, é necessário dotar a região de infraestruturas que possam acolher este tipo de eventos. A ATL advoga mesmo a construção de um novo centro de congressos na capital.

Outro fator a ter em conta para os próximos anos é a diversificação não só dos mercados de origem dos turistas mas também dos pontos de interesse turístico na região, indicaram os responsáveis.

Nesse sentido, a diversidade de países de origem dos visitantes da região já é assinalável, referiram, apesar de haver "sete mercados" com maior peso: Brasil, França, Espanha, EUA, Alemanha, Reino Unido e Itália.

Mas, frisou Arnaut, existe já um número importante de turistas vindos de países como a China ou a Polónia, por exemplo.

Sobre eventuais constrangimentos devido ao esgotamento da capacidade do aeroporto de Lisboa, por onde chegam cerca de 94% dos turistas à capital, Arnaut referiu que as companhias aéreas estão a mitigar esses efeitos, nomeadamente através da utilização de aeronaves com maior capacidade.
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