Turismo & Lazer Turismo do Porto: “Se matamos o alojamento local, matamos o que o turista procura”

Turismo do Porto: “Se matamos o alojamento local, matamos o que o turista procura”

O presidente da Associação de Turismo do Porto defendeu a aposta da cidade Invicta nas controversas unidades de alojamento local como forma de dar ao turista “uma experiência próxima da realidade da cidade”.
Turismo do Porto: “Se matamos o alojamento local, matamos o que o turista procura”
Rui Neves Cláudia Brandão 26 de março de 2019 às 18:56

Ricardo Valente, presidente da Associação de Turismo do Porto, defende que "o alojamento local nasceu da procura do turista em experimentar, participar, estar próximo", e que "se matamos o alojamento local, estamos a matar a participação do turista na cidade".

 

"O alojamento local é, ele próprio, um fator dinamizador da economia local, favorecendo o comércio de rua, a mercearia, o restaurante, aquilo que está próximo", acredita o também vereador da autarquia portuense, acrescentando que este tipo de oferta turística "é fundamental" para a cidade do Porto.

 

O responsável da Associação de Turismo do Porto intervinha no painel "Turismo’19: Economia de Serviços ou Experiências", integrado no 14º Fórum Internacional de Turismo, que se realizou esta terça-feira, 26 de março, em Gaia.

 

Ao contrário do Porto e Norte, na edição especial do Barómetro de Turismo a que o Negócios teve acesso, nenhum dos operadores turísticos nacionais acredita na Madeira como região portuguesa com potencial de crescimento em 2019.

 

Para o ex-secretário de Estado do Turismo e atual diretor executivo do Grupo PortoBay, Bernardo Trindade, "é importante que a Ryanair chegue à Madeira" e, "eventualmente, alargar o transporte por via marítima a Setúbal ou mesmo a Lisboa", além de Portimão, de forma a potenciar o turismo naquela região autónoma.

 

86% do alojamento local no centro histórico de Lisboa devolve edifícios com quase 70 anos

 

O momento serviu, também, para a apresentação de uma análise levada a cabo pelo Instituto de Planeamento e Desenvolvimento do Turismo (IPDT), que avança que nove em cada dez unidades (86%) no centro histórico da capital têm mais de 67 anos. No Porto, o alojamento local no centro histórico ainda fica nos 43%.

 

Para o IPDT isto representa um "aproveitamento de forma muito efetiva de edifícios que, provavelmente, estariam hoje degradados ou abandonados, não fosse o seu aproveitamento para fins turísticos".

 

A análise do IPDT tem por base os dados do Registo Nacional de Turismo que revelam a existência de 17.769 unidades de alojamento local em Lisboa, 90% delas a funcionar em apartamentos, e com capacidade para receber cerca de cem mil utentes.

 

No Porto, existem atualmente 7.316 unidades de alojamento local, 87% em apartamentos, com uma capacidade máxima para cerca de 35 mil pessoas.




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