Turismo & Lazer Vintage House Hotel volta às mãos da Taylor’s

Vintage House Hotel volta às mãos da Taylor’s

A “holding” The Fladgate Partnership comprou a totalidade do capital da sociedade da ECS Capital que detinha esta unidade hoteleira no Pinhão.
Vintage House Hotel volta às mãos da Taylor’s
António Larguesa 28 de outubro de 2015 às 15:54

O Vintage House Hotel, uma unidade com 43 quartos e suites com vista para o rio Douro, volta a ter um novo dono, apenas dois anos depois de ser comprado pela ECS Capital, responsável pelo Fundo de Recuperação Turismo. O fundo que detém as unidades geridas pela marca NAU Hotels & Resorts vendeu a sociedade Vintage House Hotel SA, onde se inclui este hotel no Pinhão, à The Fladgate Partnership, detentora das marcas de vinho do Porto Taylor’s, Croft e Fonseca.

Com este negócio, cujos valores não foram divulgados por nenhuma das partes, o Vintage House Hotel regressa às mãos desta "holding" que se dedica à produção e distribuição de vinho do Porto e também ao sector do turismo, onde se destaca o hotel vínico de luxo Yeatman, em Vila Nova de Gaia. É que tinha sido precisamente a Fladgate a construí-lo num local onde tinha uns armazéns antigos da Taylor’s.

Inaugurado em 1998, esta infraestrutura descrita como "o primeiro hotel de qualidade a abrir no vale do Douro" acabou por ser vendido em 2002 à Douro Azul. "Não estava à venda na altura, mas tivemos uma oferta irrecusável", recordou ao Negócios a relações públicas, Ana Margarida Morgado. O grupo frisou em comunicado que "sob a administração da ECS, o Vintage House Hotel foi capaz de melhorar em termos de ocupação e rentabilidade".

Na transacção está também incluído o terreno adjacente ao longo da margem do rio Douro, que deverá ser aproveitado para lançar um projecto de expansão do hotel, com mais quartos e serviços. Nos planos mais imediatos da empresa liderada por Adrian Bridge (na foto) está uma renovação do hotel, a concretizar já no início do próximo ano.

Além do Yeatman – um investimento de 32,5 milhões de euros aberto ao público há quatro anos e que em 2014 registou os primeiros lucros –, que é a único projecto do grupo com hotelaria e alojamento, a Fladgate tem oferta de enoturismo nas caves da Taylor’s e Croft, em Gaia, e também na Quinta da Roêda (Pinhão) e na Quinta do Panascal, em Valença do Douro, que em 1992 foi uma das primeiras propriedades durienses a abrir portas aos visitantes. No ano passado, o negócio do turismo rendeu 11,4 milhões de euros para as receitas totais do grupo, que ascederam a 95,2 milhões de euros.




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