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Ao minuto03.11.2021

Startups, jornalistas e investidores. Os números e o ambiente do dia 3 da Web Summit

O terceiro dia da Web Summit arrancou com o Facebook novamente em destaque. Siza Vieira voltou a subir ao palco principal do evento. Acompanhe aqui os momentos mais importantes.

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03.11.2021

Startups, jornalistas e investidores. Os números e o ambiente do dia 3 da Web Summit

Se não fossem as máscaras nas caras dos participantes, e o reforço da segurança no acesso ao evento, seriam poucas as diferenças - a olho nu - desta edição de 2021 da Web Summit para as edições presenciais anteriores.

Continua a haver fila para as fotografias junto ao logotipo, tal como para os acessos às "masterclasses" mais concorridas. Ainda se criam ajuntamentos nas entradas da manhã - potenciados pela pandemia, que obriga a mostrar certificados ou testes negativos, e também com a ajuda da greve no metro de Lisboa. 

Nos pavilhões da FIL, encontramos stands megalómanos de empresas e robôs a mostrar habilidades, algo que se tem tornado habitual na Web Summit. Há muitos empreendedores a apresentar as suas empresas e também muitos voluntários a ajudar quem está perdido. 

O palco principal chegou, nesta quarta-feira, a ter lotação completa, muitas vezes preenchido pelos milhares de estudantes portugueses que receberam bilhetes a preços reduzidos, e que se entretinham a aplaudir e a ligar as luzes dos telemóveis, em reação aos oradores.

Lá fora, abundam os crachás com nomes estrangeiros e poucos diriam que, em 2021, há menos cerca de 30 mil participantes em relação à edição de 2019.

Os números da organização indicam um total de 42751 pessoas, de 128 países, com 50,5% de mulheres. Há 748 oradores, distribuídos por 1333 conferências, 1519 startups e 872 investidores. Estão ainda inscritos 1878 jornalistas e 211 parceiros

03.11.2021

Ministra da Saúde reitera importância de preservar as lições da pandemia

A ministra da Saúde, Marta Temido, defendeu esta quarta-feira a importância de Portugal se lembrar das lições aprendidas durante a pandemia de covid-19 e reiterou a necessidade de "recompensar e reter" os profissionais de saúde no setor público.

"O primeiro passo é não esquecer as lições aprendidas. A prevenção é chave para observarmos o futuro: continuamos a monitorizar diariamente a infeção, a fazer a sequenciação genómica do vírus e a controlar a eficácia das vacinas. Atingimos há dias os 86% de população vacinada e estamos agora a combinar a vacina da gripe com a dose de reforço, mantendo também medidas preventivas, como o uso de máscara", salientou.

Em declarações proferidas na cimeira tecnológica Web Summit, em Lisboa, onde foi uma das oradoras numa conferência dedicada ao estatuto de Portugal como o país mais vacinado do mundo contra a covid-19, a governante recusou colher para si esses resultados e apontou o foco para "a grande resposta dos cidadãos" e a confiança das pessoas "nas instituições, nos cuidados de saúde e no plano nacional de vacinação".

"Os profissionais de saúde foram fantásticos. [Portugal ser o país mais vacinado do mundo contra a covid-19] não é um resultado do Ministério da Saúde ou de uma pessoa, é da sociedade", explicou, enaltecendo o sentimento de "enorme respeito e gratidão" em relação aos profissionais de saúde: "Agora precisamos de recompensá-los e retê-los nos cuidados de saúde públicos. Nós precisamos deles, porque são a espinha dorsal dos cuidados de saúde".

Numa sessão em que esteve também presente o presidente executivo da CUF, Rui Diniz, a ministra reconheceu ainda como um "ponto crítico" as necessidades de saúde que ficaram por responder durante o combate à pandemia. Nesse domínio, Marta Temido não hesitou em destacar a cooperação como "uma das lições", não só a nível nacional, como internacional.

"Num contexto europeu, agências como a Agência Europeia do Medicamento ou o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças são muito úteis. No primeiro semestre deste ano, Portugal estava na presidência rotativa da União Europeia, teve um início de ano complicado e a ajuda destas agências foi importante. Recebemos depois profissionais de saúde de outros países e o sentimento de solidariedade foi muito importante", notou, continuando: "E agora estamos a enviar vacinas para outros países ao abrigo do sistema Covax".

03.11.2021

Black Lives Matter: Combater o racismo exige mais do que palavras

A ativista Ay? Tometi, co-fundadora do movimento global Black Lives Matter, realçou esta quinta-feira, na Web Summit, em Lisboa, que combater o racismo exige mais do que palavras.

Figura de destaque da edição deste ano da Web Summit, que termina nesta quinta-feira, Ay? Tometi falou em vários formatos ao longo do certame, com o entusiasmo de quem se considera "futurista".

De ascendência nigeriana e nascida nos Estados Unidos, onde vive, a co-autora da hashtag #Blacklivesmatter, criada em 2013, na sequência da absolvição de George Zimmerman pela morte a tiro do jovem afroamericano Trayvon Martin, e que depois se transformou num movimento global, esteve na abertura da Web Summit (Lisboa), na arena central, em conferência de imprensa.

"Porque as vidas negras importam. Elas sempre importaram", assinalou a ativista, sublinhando que existem muitos "sistemas enformados por ideologias racistas", que "normalizam" o racismo estrutural.

De todas as vezes, Ay? Tometi insistiu na necessidade de "responsabilizar" os diversos agentes sociais, instando-os a "estarem do lado certo da justiça".

Até porque, na arena pública de hoje, "é fácil falar" e disseminar mensagens simbólicas e rápidos chavões ('soundbites') nas redes sociais.

Mas, e depois? "Não basta falar, é preciso 'walk the talk' [demonstrar]", frisou, reclamando uma "ação substantiva que acompanhe os gestos simbólicos".

03.11.2021

SIBS: Quase 22.000 compras com consumo médio de 10,6 euros na 3.ª-feira

A SIBS revelou esta quarta-feira que foram efetuadas mais de 21.700 compras no recinto da Web Summit, em Lisboa, só na terça-feira, com um consumo médio de 10,6 euros.

Segundo uma infografia hoje divulgada pela SIBS, foram utilizados cartões de 95 nacionalidades no recinto da cimeira tecnológica, no Altice Arena.

No total, 76% dos consumos foram efetuados por estrangeiros e 24% por portugueses.

Entre os consumos realizados por estrangeiros, o destaque vai para o Reino Unido (10,8%), seguido pela Alemanha (7,7%), Ucrânia (4,8%), Brasil (4,4%) e Polónia (4%).

Pelas 13:51 (hora de Lisboa), foi atingido o pico de transações.

A SIBS, gestora do multibanco, estabeleceu uma parceria com a Web Summit, promovendo um evento sem dinheiro físico.

A Web Summit decorre, em Lisboa, até quinta-feira, em modo presencial, depois de a última edição ter sido 'online', e a organização espera cerca de 40 mil participantes.

03.11.2021

Daniela Braga reconhece a necessidade de limites e regras no desenvolvimento da inteligência artificial

Daniela Braga, fundadora e CEO da Defined.ai, ocupa agora um dos lugares do palco principal da Web Summit, onde se discute a inteligência artificial.

 

"Há um estudo que diz que os robôs já estão em 30% das casas norte-americanas. Mas estão também nos nossos telefones, no nosso carro. Todos nós já temos algum tipo de robô connosco. Já está em todo o lado e vai estar ainda mais", indicou a portuguesa.

 

Para Daniela Braga, os avanços que mais a entusiasmam no setor passam pela tecnologia da voz e da criação de texto. "Imaginem um jornal todo criado com inteligência artificial?", lançou.

Contudo a portuguesa reconheceu que é necessário criar limites e regras para o avanço da tecnologia, admitindo que a legislação existente é quase inexistente. Quanto ao futuro, a Europa estará fora da equação. "A corrida será entre os Estados Unidos e a China". 

03.11.2021

A pandemia é discutida no palco da Web Summit. "Não podemos deixar as pessoas escolher"

O negacionismo subiu ao palco principal da Web Summit, no arranque da tarde desta quarta-feira, com o epidemiologista Dorry Segey. O especialista deixou vários apelos aos anti-máscaras, considerando-os tão perigosos quanto condutores alcoolizados.

"A vossa liberdade não pode interferir com a liberdade dos outros. Se não querem ter precauções façam-no na vossa casa, em público não podem pôr em risco as outras pessoas", argumentou. "Uma pessoa de aspeto saudável pode estar infetada, e se estiver perto de um imunodeprimido, pode matá-lo."

Dorry Segey instigou os governos a serem mais severos nas medidas de proteção contra a pandemia de covid-19. "Deixar recomendações não chega. Não podemos confiar nas pessoas, não podemos deixá-las escolher. É preciso tornar as recomendações obrigatórias, tal como fazemos com o cinto de segurança, o limite de álcool e tantas outras coisas."

03.11.2021

O teletrabalho aumenta ou diminui a produtividade? Depende.

Ninguém tem dúvidas de que o teletrabalho veio para ficar, mas resta saber em que medida vai coexistir com o regresso à normalidade, ou seja, ao local de trabalho. Mas aumenta ou diminuiu a produtividade? Depende. Ausência de relações interpessoais no emprego pode ser fator determinante.

Apesar de reconhecer que o trabalho à distância trouxe "muita produtividade" à Coursera, o CEO da plataforma de cursos online, concede que "depende do tipo de trabalho" e que "estabelecer conexões pode ser mais difícil num ambiente remoto".

Mada Seghete, cofundadora e vice-presidente do marketing da Branch, também considera que pode ser subjetivo. Tanto que divide a produtividade em dois tipos: até pode aumentar individualmente em casa, mas baixa quando envolve a equipa. "Vejo a produtividade aumentar quando voltamos ao escritório, porque as pessoas comunicam menos em casa", realça.

Mas o trabalho à distância vai passar a ser permanente? Alex Bouaziz, cofundador e CEO da Deel, é taxativo ao afirmar que a tendência impulsionada pela pandemia "veio para ficar". "Somos totalmente remotos", insiste, apontando que não vê razões para se "restringir" o mercado de trabalho a uma localização quando se pode procurar talentos por todo o mundo.

Na mesma linha, embora mais conservador nas perspetivas, pronunciou-se o CEO da Coursera, empresa onde há atualmente um sistema misto: "Não vai estar toda a gente trabalhar remotamente, mas vão estar certamente muitas mais".

Mada Seghete também antecipa um modelo "híbrido": "Concordo que vai haver mais pessoas a trabalhar remotamente, mas "há muito que se ganha em estar no escritório, nem que seja dois ou três dias e há pessoas que sentem falta da ligação humana".

O atual período fica marcado por uma "resistência" – em ambos os sentidos: Se por um lado, há quem queira voltar ao local trabalho e ao contacto com os colegas, por outro, há também quem tenha reticências em abandonar o escritório sem fronteiras.

"Um ano e meio é muito tempo. Estás habituada a acordar às 8h e a fazer uma reunião de pijama e agora tens de andar de transportes durante uma hora para chegares ao local de trabalho? É muito difícil", admite a cofundadora da Branch, para quem as empresas devem criar "incentivos" para o regresso ao escritório.

Alex Bouaziz, cofundador e CEO da Deel, tem uma visão distinta, promovendo o contacto dos 400 trabalhadores através dos "muitos eventos" paralelos à atividade laboral. "As pessoas que contratamos também têm essa perspetiva e funciona muito bem para nós", sublinha.

 

 

03.11.2021

Governo lança European Startup Nation Alliance com 1,5 milhões de euros por ano

Pedro Siza Vieira subiu esta manhã ao palco do Altice Arena para lançar o European Startup Nation Aliance (ESNA), uma entidade que pretende ajudar startups e empreendedores a "aproveitar todo o potencial do mercado único europeu", explicou.
 
O ESNA ficará sedeado no Pavilhão de Portugal e custará ao Estado português 1,5 milhões de euros ao ano. Entre os objetivos do programa está o de duplicar o número de unicórnios na Europa, até 2030.

03.11.2021

"O Facebook rege-se por regras diferentes das democracias"

O terceiro dia arrancou no palco principal, novamente com o Facebook em destaque. Roger McNamee, empresário e antigo consultor da empresa de Zuckerberg, indicou que nunca a rede social iria avançar para um "rebranding" (recentemente a casa-mãe do grupo Facebook passou a chamar-se Meta), nem o foco passaria a ser o metaverso, se não fosse por Frances Haugen, a ex-funcionária que veio a público denunciar que a empresa está mais preocupada com o lucro do que com os seus utilizadores. 
 
"A ideia aqui é blindar Mark Zuckerberg de todos os problemas relacionados com o Facebook, atuais ou passados. Resultou com a Google, vamos ver se também resulta com o Facebook", explicou McNamee, que frisou ainda que "qualquer pessoa no lugar dele faria o mesmo. Como CEO de uma empresa temos de apresentar lucros aos acionistas e isso Zuckerberg faz lindamente".
 
O empresário explicou que o sucesso do Facebook está assente na engenharia por trás da rede social, assente na dimensão de escala e velocidade. "Quando uma empresa fica do tamanho de uma nação tem essa vantagem, porque os governos, sobretudo as democracias, não se regem pelas mesmas regras. Mas isso é perigoso." Para Roger McNamee, para regular convenientemente as grandes tecnológicas, é preciso apostar-se em segurança, privacidade e em boas regras de concorrência. "E os Estados Unidos vão demorar anos a atingir isto, por isso vão ter de ser os outros países a fazê-lo."

03.11.2021

Rio de Janeiro ou Porto Alegre? Web Summit ainda não decidiu

Foi no início de 2020, antes da pandemia, que Paddy Cosgrave abriu, pela primeira vez, a porta à ida da Web Summit para o Brasil. Essa hipótese ainda está em cima da mesa, confirmou o fundador da cimeira tecnológica, em conferência de imprensa. Rio de Janeiro ou Porto Alegre são as cidades concorrentes.

"Ainda não tomámos decisões. Vou reunir com os presidentes das duas cidades e com os governadores dos Estados dessas cidades. Daqui por duas semanas estarei no Brasil. Só depois disso é que entraremos no processo de decisão sobre qual será a melhor cidade" para acolher o evento, declarou Paddy Cosgrave. 

03.11.2021

Impacto da Web Summit aquém do esperado? "Tem que ver com as eleições, não vou comentar", diz Paddy

A primeira conferência de imprensa do dia teve como protagonista o fundador da Web Summit. Paddy Cosgrave disparou os números que marcam a quinta edição presencial da Web Summit em Lisboa e congratulou-se por, pela primeira vez, o número de participantes do sexo feminino ultrapassar os masculinos. Algo inédito numa conferência tecnológica. 

Paddy Cosgrave foi ainda questionado sobre a notícia que faz manchete no Negócios esta quarta-feira. Segundo uma avaliação do Gabinete de Estudos Económicos do Ministério da Economia, o impacto da cimeira na economia nacional ficou aquém do esperado. A reação do fundador foi lacónica: 

"Do meu ponto de vista, o relatório tem que ver com as eleições. Não vou comentar as próximas eleições em Portugal", respondeu Paddy Cosgrave. 

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