Web Summit Microsoft: “Tecnologia também se pode tornar uma arma”

Microsoft: “Tecnologia também se pode tornar uma arma”

Os alertas foram bem audíveis. O presidente da Microsoft, Brad Smith, deixou um conjunto de alertas sobre o que a tecnologia pode trazer. Para o bem e para o mal.
Microsoft: “Tecnologia também se pode tornar uma arma”
Lusa
Alexandra Machado 06 de novembro de 2019 às 11:35

"Estamos na era da ansiedade". Brad Smith tem essa certeza como também tem a certeza que é preciso que a tecnologia não deixe as pessoas para trás.

 

No Web Summit falou das mudanças grandes que estão a acontecer e deixou o alerta sobre o que diz poder ser uma arma. Há ferramentas que se podem tornar armas.

 

Há vários avanços na próxima década a ter em conta: a integração da computação clássica com a quântica; o 5G tornar-se no 6G e estar em todo o lado como eletricidade, sem que tenhamos noção; a inteligência artificial tornar-se inteligência artificial geral. O que encerra, diz, "oportunidades e desafios".

 

Para Brad Smith não há dúvidas. "Vivemos na era ansiedade", pelo que é preciso fazer avançar a tecnologia para "preservar valores como direitos humanos e ter a noção dos problemas. A tecnologia é um ativo essencial para o mundo mas também se pode tornar uma arma". E "quanto mais poderosa a ferramenta mais eficaz", concluiu. 

 

O responsável da Microsoft compara o papel da inteligência artificial ao motor de combustão que mudou toda a economia há três décadas. "Cabe-nos a nós pensar o que isto significa e no impacto na sociedade e refletir num facto fundamental, as questões são tão velhas como a tecnologia".

 

Lembrou vários filmes em que as Máquinas tomam decisões por si. "E o público começou a pensar que isso era a inteligência artificial. Mas a questão não é perguntar o que as máquinas podem fazer, mas o que deviam fazer". Os erros serão pagos pelas gerações futuras. Por isso clama por uma inteligência artificial ética e responsável. É preciso, diz, uma nova abordagem para endereçar o que tecnologia está a criar para a sociedade. "Temos de subir a fasquia para proteger contra abusos e trabalhar com os governos e pressioná-los para que se movam mais rapidamente".

 

Para o responsável, a tecnologia servirá melhor se puser o interesse público à frente. E se isso acontecer o lucro chegará, acredita, dizendo que a privacidade é um direito fundamental numa era em que tudo é digital, assim como o acesso universal à tecnologia. "Não podemos deixar as pessoas para trás", rematou.




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