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Samsung: "Dados são o novo petróleo, a inteligência artificial o motor"

O presidente da Samsung fechou o segundo dia de Web Summit certo de que a inteligência artificial vai ser o motor a impulsionar uma nova fase na economia mundial, embora esta tecnologia levante também algumas questões.

Ana Batalha Oliveira anabatalha@negocios.pt 06 de Novembro de 2018 às 19:03
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"Estamos num ponto de viragem", anunciou o presidente da Samsung, Young Sohn, partilhando a sua visão acerca da inteligência artificial na palestra que fechou este dia de Web Summit. Até agora, foram as petrolíferas a liderar a economia mundial; agora só uma mantém a relevância, e está rodeada de "empresas de dados", como a Apple ou a Microsoft. "Se os dados são o novo petróleo, a inteligência artificial é o motor", ilustrou.

Para Sohn, a inteligência artificial "está a moldar o futuro, e não só em centros de dados": os processos de produção, o sector da energia, pagamentos são só algumas das áreas que irão beneficiar da inteligência artificial. Como exemplo, falou ainda do sector automóvel, um dos que vai beneficiar da "ponte" entre o mundo físico e digital que são os sensores, os quais ajudam na condução autónoma. Se hoje os automóveis estão preparados para processar 500 gigabytes de dados, no futuro, e integrando esta tecnologia, deverão disparar até aos 50 terabytes, estima a Samsung.

E se esta evolução acontece, não é por acaso. "Estamos no meio da tempestade perfeita: muitos mais dados e processamento escalável e barato", explica. Para dar uma noção da quantidade de dados disponível actualmente, apresenta estatísticas da actividade de algumas das plataformas mais conhecidas dos utilizadores: em 60 segundos, todos os dias, são trocadas em média 38 milhões de mensagens no Whatsapp, as publicações de Instagram recebem 2,9 milhões de "gostos", o Google regista 3,7 milhões de pesquisas. E, segundo estimativas da Samsung, ainda estamos no início da curva do crescimento de dados: os 25 zetabytes produzidos hoje, comparam com os 12 zetabytes produzidos há três anos e passarão a 163 zetabytes em 2025.

Posto isto, na óptica do líder da Samsung, a discussão não está tanto na relevância que a inteligência artificial está a ganhar mas sim nas questões éticas que levanta. "Será que criará mais ou menos oportunidades de trabalho? Teremos o nível de educação certo para navegar esta onda? Que consequências terá em termos de diversidade?", são só alguns dos exemplos dados por Sohn.

As soluções para os dilemas da tecnologia só poderão ser partilhadas, defende o presidente, sem contudo se afastar da acção. "Os líderes da tecnologia são responsáveis. A responsabilidade é nossa, dos consumidores e dos governos", assumiu, para depois alertar: "É muito difícil e não vai haver uma resposta óbvia: e isso é algo com que nós teremos de ser capazes de lidar".

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