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A 5 de Julho de 2011 a agência de notação financeira Moody's "atirou" Portugal para o lixo, provocando uma onda de indignação por todo o País. As agências de "rating" saltaram dos meios especializados para as ruas e para as redes sociais. Foram alvo de críticas e de piadas. "Apareceram t-shirts estampadas com gritos contra a Moody's. Vídeos de celebração de Portugal. Uma histeria pela dignidade nacional, a união de um País contra um inimigo externo."

Quase dez meses passados - e depois da S&P e da Fitch também terem cortado o rating de Portugal para lixo, importa saber "o que é, afinal, esse território de lixo? Que rating é esse? Antes de mais, o que são ratings? Quem os atribui e como? De que modo podem influenciar a economia de um país?".

É desta forma que a jornalista do Negócios Carla Pedro (na foto ao centro) introduz o seu livro "Quem atirou Portugal para o lixo?", apresentado ontem na Livraria Almedina em Lisboa, perante uma audiência de mais de 50 pessoas. Um livro "completo", que explica, não só, o que são as agências de rating, mas que consegue também "captar" os efeitos sociais das decisões tomadas pelas "três irmãs", como são conhecidas a Fitch, a S&P e a Moody's.

"Este livro serve para explicar de forma simples o que são as agências de rating", afirmou Carla Pedro durante a apresentação do seu livro, prefaciado pelo director do Negócios, Pedro Santos Guerreiro. A propósito das agências de notação de dívida, o director do Negócios escreve no seu prefácio, que estas "falham na prosperidade e são inimputáveis na recessão. Fazem parte de um sistema que aprisionou os endividados. E tornaram-se inexpugnáveis à política. Mas não às críticas, às dúvidas, às inquietações - e a trabalhos como este da Carla Pedro, num livro onde se percebe que não há justiça nos mercados, mas há moral nas pessoas que lá andam".