Análises Deco Onde investir em 2016: As melhores ações para a sua carteira

Onde investir em 2016: As melhores ações para a sua carteira

Estas são as melhores empresas para constituir uma carteira de títulos. Em apenas 11 meses, as escolhas da PROTESTE INVESTE em 2015 renderam mais de 23%.
Onde investir em 2016: As melhores ações para a sua carteira
Deco Proteste 05 de janeiro de 2016 às 11:40
Quem seguiu as recomendações da PROTESTE INVESTE para investir em ações em 2015 está certamente muito satisfeito. De facto, em apenas 11 meses, as 11 eleitas para 2015 renderam 23,2% (variações em euros, excluindo custos de bolsa e pressupondo o reinvestimento dos dividendos recebidos). Este valor supera largamente a evolução das bolsas. Neste período, o índice de ações mundial MSCI World medido em euros subiu apenas 13,6%, as bolsas europeias ganharam em média 12,5% e a praça lisboeta valorizou apenas 11,5% .

Apesar do abrandamento económico na China, do fraco crescimento na Europa e da perspetiva de uma alteração da política monetária nos Estados Unidos, 2015 foi um ano positivo para as bolsas devido sobretudo à conjuntura de baixas taxas de juro e às políticas de estímulo económico dos principais bancos centrais. Além disso, a desvalorização da moeda única beneficiou a aposta da PROTESTE INVESTE em mercados fora da Zona Euro, como os Estados Unidos e o Reino Unido.

Conjuntura económica desafiante
Em 2016, a conjuntura económica não se deverá alterar significativamente, apesar do Fundo Monetário Internacional prever uma ligeira aceleração do crescimento mundial (previsão de 3,1% em 2015 e de 3,6% em 2016 face aos 3,4% registados em 2014). O crescimento económico na Europa deverá continuar fraco, o abrandamento chinês continuará a penalizar não só o país, mas também a maioria das economias emergentes e o preço das matérias-primas. Nos Estado Unidos, é muito provável que assistamos a uma subida das taxas de juro que, no entanto, deverá ser gradual e pouco acentuada.

Apesar desta alteração nos Estados Unidos, o clima generalizado de baixas taxas de juro continuará a favorecer o investimento em ações em detrimento de outros ativos. Ainda assim, a maioria das bolsas, com algumas exceções (Londres, Estocolmo), não estão baratas.

Por outro lado, a debilidade da moeda única deverá continuar a beneficiar o investimento em ativos denominados noutras divisas.

Diversifique e invista a longo prazo
Apesar dos bons resultados obtidos no curto prazo, o horizonte temporal da PROTESTE INVESTE no que diz respeito ao investimento em ações é sempre o longo prazo (no mínimo cinco anos). A curto prazo, a evolução dos mercados é uma incógnita, ao passo que no longo prazo as flutuações de curto prazo tendem a diluir-se. Além disso, é provável que subsistam alguns períodos de elevada volatilidade como a que aconteceu, por exemplo, em agosto e setembro deste ano. Logo, apenas deve investir em ações o dinheiro que tem a certeza de que não irá necessitar em breve.

Para diminuir o risco de investir em ações que, como se sabe, é elevado, além de um horizonte temporal de longo prazo, é essencial assegurar uma boa diversificação. Certamente já ouviu a velha máxima "não coloque todos os ovos no mesmo cesto". O ideal é constituir uma carteira com dez a 15 títulos diferentes, já que nem todos os países e setores são afetados da mesma forma pela conjuntura económica. Assim, eventuais perdas em algumas ações poderão ser compensadas por ganhos noutras.

As 11 eleitas
Das cerca de 200 ações que a PROTESTE INVESTE acompanha, 25% têm conselho de compra. Destas, selecionámos 11 para quem quiser criar agora uma carteira de títulos e que constituem na íntegra a carteira de ações PROTESTE INVESTE, a qual pode ser acompanhada em deco.proteste. pt/investe/carteira-acoes.

Todas estão baratas. Apenas uma, a chinesa JinkoSolar, tem um risco superior a 3, numa escala de 1 a 5, mas que se justifica por haver representatividade dos mercados emergentes. As escolhas são feitas para um horizonte temporal de longo prazo e não apenas para 2016 e a diversificação por vários mercados e setores de atividade é indispensável. As bolsas americanas e britânica são as mais representadas, mas as escolhas abrangem seis mercados diferentes, embora a chinesa JinkoSolar seja acompanhada na bolsa de Nova Iorque, por ser mais fácil do que no seu mercado de origem. A nível setorial, também estão representados sete setores de atividade, desde os mais defensivos, como a distribuição (Sainsbury), as telecomunicações (AT&T e Vodafone) e a energia (REN e National Grid), aos que têm maior volatilidade, mas também maior potencial de valorização, como as tecnológicas (Intel e Ericsson), petrolíferas (Chevron), financeiras (Axa) e a chinesa JinkoSolar (energias renováveis). Incluímos também a General Electric, que opera em vários setores de atividade.

Outro aspeto que caracteriza as empresas escolhidas é a distribuição de bons dividendos (lucros da empresa distribuídos aos acionistas), que podem ser um fator importante na rentabilidade global da carteira, sobretudo em períodos bolsistas mais conturbados. 



Este artigo foi redigido ao abrigo do novo acordo ortográfico.




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