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CPR MANTÉM A-2, COM TENDÊNCIA ESTÁVEL, AO GRUPO VISABEIRA

- Apoio accionista relevante para a atribuição da notação de rating ao GRUPO VISABEIRA

Negócios negocios@negocios.pt 06 de Outubro de 2008 às 10:40
Emitentes1) Grupo Visabeira SGPS, S.A. (GRUPO VISABEIRA SGPS)
2) GRUPO VISABEIRA SGPS e algumas das suas participadas, existindo entre os emitentes compromisso de solidariedade.
Operações1) Compromissos financeiros de curto prazo.
2) Papel Comercial até 40,0 M€.
Notações1) A-2, com tendência estável
2) A-2, com tendência estável
Data das Notações 15 de Setembro de 2008
O pagamento atempado e na íntegra dos compromissos financeiros de curto prazo da GRUPO VISABEIRA SGPS sujeitos a follow-up depende não só da geração de fundos do Grupo mas também, no caso desta ser insuficiente para o efeito, do resultado das acções desenvolvidas pelos principais accionistas da GRUPO VISABEIRA SGPS (o Senhor Engenheiro Fernando Campos Nunes, a Caixa Capital - Sociedade de Capital de Risco, S.A. (CAIXA CAPITAL), por si e em representação do Fundo de Capital de Risco para Investidores Qualificados Grupo CGD - CAIXA CAPITAL, e a AICEP CAPITAL GLOBAL - Sociedade de Capital de Risco, S.A. (AICEP CAPITAL), em representação do Fundo de Capital de Risco para Investidores Qualificados AICEP Capital Global II e do Fundo de Capital de Risco para Investidores Qualificados AICEP Capital Global Grandes Projectos de Investimento) na sequência do compromisso firme que assumiram, solidariamente, em 28 de Maio de 2008, de desenvolver todos os esforços para que o Grupo cumpra, atempadamente, os seus compromissos financeiros de curto prazo, incluindo as emissões de papel comercial a realizar ao abrigo do referido programa contratado em 27 de Dezembro de 2005.

O referido compromisso configura a forma de uma carta de conforto com uma obrigação de meios, embora não de resultados, pelo que, na opinião da CPR, a capacidade da GRUPO VISABEIRA SGPS honrar, atempadamente e na íntegra, os seus compromissos financeiros de curto prazo sujeitos a follow-up é forte (A-2), com tendência estável. Na medida em que o referido compromisso firme é válido pelo prazo de um ano, de acordo com os termos em que foi prestado, as notações e as tendências atribuídas pela CPR são válidas apenas para os compromissos com vencimento até 27 de Maio de 2009.

A evolução recente do Grupo VISABEIRA foi marcada pela abertura do Palácio do Gelo Século XXI e pela redução do valor da carteira de acções do Grupo (entre o final de 2007 e o final de Julho de 2008 as acções da Portugal Telecom, S.G.P.S., S.A. (PORTUGAL TELECOM), da ZON MULTIMÉDIA – Serviços de Telecomunicações e Multimédia, SGPS, S.A. (ZON MULTIMÉDIA), da EDP - Energias de Portugal, S.A. (EDP) e do Banco Comercial Português, S.A. (BCP), principais componentes da carteira de participações do Grupo VISABEIRA, conheceram significativas desvalorizações).

Se, para efeitos de análise, considerarmos as contas consolidadas da GRUPO VISABEIRA SGPS de final de Maio de 2008 e tivermos em atenção o impacto da evolução da carteira de participações referida acima, desde essa data até 31 de Julho de 2008, e o proveito financeiro por reconhecer referente aos dividendos recebidos destas acções em Abril e Maio de 2008, tudo o resto constante, o rácio de autonomia financeira ascende a 13,8% (20,9% no final de 2007). Este rácio considera os espaços comerciais do Palácio do Gelo Século XXI pelo seu custo contabilístico (76 M€), pelo que, mantendo tudo o resto constante, a autonomia financeira aumenta cerca de 0,5 pontos percentuais por cada aumento de 10 M€ na valorização dos referidos espaços comerciais.

Na medida em que poderão influenciar a geração de fundos pela GRUPO VISABEIRA SGPS a CPR manterá sob observação os seguintes aspectos:

- a alienação dos espaços comerciais do Palácio do Gelo Século XXI e a respectiva mais valia, ou, caso a opção do Grupo passe pela manutenção destes espaços, a performance que estes venham a revelar;

- a concretização da intenção do Grupo de reduzir a sua significativa exposição a aplicações financeiras, nomeadamente a evolução da quantidade de acções detidas da PORTUGAL TELECOM, da ZON MULTIMÉDIA, da EDP e do BCP, bem como de quaisquer outras que o Grupo venha a adquirir, da cotação das mesmas e dos respectivos dividendos a receber e o impacto destes factores na situação económico-financeira do Grupo;

- a evolução do rácio de cobertura nos programas de papel comercial contratados para o financiamento das acções adquiridas e eventuais consequências do não cumprimento do mínimo estabelecido;

- a evolução da autonomia financeira consolidada da GRUPO VISABEIRA SGPS;

- a evolução das taxas de juro e da cobertura deste risco, tendo em consideração a elevada proporção da dívida que se encontra a taxa variável e as condições dos swaps de taxa de juro contratados;

- a eventual cobertura do risco cambial associado às participadas que o Grupo detém em Moçambique e Angola;

- a capacidade de geração de fundos pela actividade operacional do Grupo;

- a existência de condições para a concretização do Plano de Investimento 2008 - 2012 conforme previsto, atendendo às actuais condições da economia nacional, sobretudo no que diz respeito aos mercados financeiro e imobiliário;

- a realização de investimentos não previstos no Plano de Investimento 2008 – 2012;

- a capacidade dos investimentos recentes e dos que, no âmbito das duas alíneas anteriores, vierem a ser efectivamente concretizados gerarem resultados nos timings e nos montantes previstos;

- o impacto na situação económico-financeira do Grupo da opção pela entrada no mercado de arrendamento em complemento à venda dos projectos imobiliários.

Nota: Os ratings da CPR não constituem recomendações para comprar ou vender. Esta nota não dispensa a leitura do relatório.

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