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Privatizações avançam

- Rating da PARPÚBLICA mantém-se baseado no risco da República Portuguesa - Forte investimento em participações reduz autonomia financeira da Empresa

Negócios negocios@negocios.pt 03 de Outubro de 2006 às 13:50
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Emitente

PARPÚBLICA – Participações Públicas, S.G.P.S., S.A.

Operações

Papel Comercial – Até 2 200,0 M€, ao abrigo de dois programas nas condições descritas no relatório

Notações

A-1+, com tendência estável, para cada programa, válidas até às datas estabelecidas no relatório, sendo necessário proceder a um follow-up até 21 de Março de 2007.

Data das Notações

21 de Setembro de 2006

Período Analisado

2001 a Agosto de 2006.

A evolução recente da PARPÚBLICA - Participações Públicas, S.G.P.S., S.A. (PARPÚBLICA) e as perspectivas que se colocam à Empresa reflectem a manutenção da profunda dependência desta relativamente ao seu accionista único, o Estado Português, e a sua crescente importância estratégica para este. As principais agências de rating mundiais mantém a notação A-1+ a curto prazo em moeda local / euro à República Portuguesa. Assim, a Companhia Portuguesa de Rating, S.A. é da opinião que a PARPÚBLICA continua a manter uma extraordinária capacidade de cumprimento das obrigações decorrentes das emissões ao abrigo dos programas de papel comercial sujeitos a follow-up, pelo que lhes mantém a notação A-1+, com tendência estável.

Dividendos recebidos continuam a subir

A PARPÚBLICA registou 98,8 M€ de resultado líquido em 2005, face a 151,3 M€ em 2004. Esta quebra reflecte o aumento dos custos financeiros associado sobretudo ao incremento do endividamento financeiro médio para aquisição de participações, ao forte acréscimo da amortização de trespasses associados às participações (de 10,3 M€ em 2004 para 46,1 M€ em 2005, devido às aquisições realizadas) e ao aumento das perdas em empresas do Grupo e associadas (de 2,4 M€ para 12,1 M€). Os dividendos recebidos pela Empresa em 2005 conheceram um forte aumento, ascendendo a 89,7 M€ face aos 56,9 M€ de 2004 (continuando claramente superiores aos custos da actividade operacional e dos juros da dívida da Empresa). Esta tendência de aumento dos dividendos vai-se manter em 2006, ano em que a Empresa estima receber cerca de 136 M€ de dividendos.

Activo cresce mais de 20%

A PARPÚBLICA realizou aquisições significativas em 2005, onde se destacam a aquisição de cerca de 4,9% do capital social da EDP - Energias de Portugal, S.A., por 409,0 M€, e a aquisição de 8,1% do capital da Galp Energia, S.G.P.S., S.A., por 403,2 M€, que foram o motivo principal para o aumento de 22,2% no valor do seu activo (para 4 888,4 M€). O aumento da dívida financeira (com privilégio por prazos longos e taxa fixa), de 1 236,7 M€ para 2 068,1 M€ no final de 2005, foi a principal fonte de financiamento deste crescimento, reflectindo-se numa quebra da autonomia financeira de 12,4 pp entre o final de 2004 e o final de 2005, para 55,3%.

2005 foi ainda marcado pela fusão por incorporação na PARPÚBLICA da globalidade do património da Portucel SGPS, empresa que era por si detida a 100,0%, pelo que a carteira de participações directas da PARPÚBLICA passou a incorporar a anterior carteira de participações directas daquela empresa (na qual se destacam 25,73% do capital social da Portucel - Empresa de Pasta e Papel, S.A. e 29,71% do capital social da Inapa - Investimentos, Participações e Gestão, S.A.), e pela realização da sexta fase de reprivatização da EDP (através de uma emissão obrigacionista de 572,8 M€).

Privatizações ainda em 2006

Para os últimos meses de 2006 estão previstas três grandes operações de privatização. A primeira operação deverá ser a alienação dos 25,7% da Portucel - Empresa de Pasta e Papel, S.A. detidos pela PARPÚBLICA (última parte do capital desta empresa ainda por reprivatizar), que aos actuais valores de cotação, valem mais de 400 M€. Da Galp Energia está prevista a alienação de uma posição de pelo menos 20,0%. Para se concretizar a alienação duma participação desta dimensão terá que ser vendida parte da participação detida pela PARPÚBLICA, dado que a Direcção Geral do Tesouro detém apenas 17,7% do capital da Galp Energia. Também anunciada para 2006 está a privatização da REN - Rede Eléctrica Nacional, S.A., operação cujo grau de definição é ainda muito diminuto.

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