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Prudência continua a ser o ponto estratégico fundamental do Banco Mais

Valor dos contratos a realizar pelo Grupo Banco Mais deverá continuar a diminuir significativamente em 2009, dada a incerteza da evolução económica

Prudência continua a ser o ponto estratégico fundamental do Banco Mais
Negócios negocios@negocios.pt 18 de Junho de 2009 às 17:20
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(Actualiza notação de "rating" já publicada)
Emitente

Banco Mais, S.A. (Banco Mais).
OperaçãoCapacidade de cumprimento dos compromissos financeiros de curto prazo.
NotaçãoA-1, com tendência estável.
Data da Notação14 de Maio de 2009


Valor dos contratos a realizar pelo Grupo Banco Mais deverá continuar a diminuir significativamente em 2009, dada a incerteza da evolução económica
O significativo agravamento da crise financeira mundial iniciada no segundo semestre de 2007 provocou a pior recessão económica desde a Segunda Guerra Mundial, com impactos significativos nos principais mercados em que o Grupo Banco Mais actua. Neste contexto de forte degradação económica e incerteza o Grupo Banco Mais adoptou uma estratégia de prudência e privilégio da rentabilidade face ao volume, que permite que o Banco Mais mantenha uma capacidade muito forte de honrar atempadamente os compromissos financeiros de curto prazo, traduzida na manutenção da notação A-1, com tendência estável.

De acordo com o World Economic Outlook do Fundo Monetário Internacional (FMI), datado de Abril de 2009, o PIB mundial deverá registar um decréscimo de 1,3% em 2009, o que representaria a pior recessão desde a Segunda Guerra Mundial. Para 2010 o FMI prevê o retorno ao crescimento, mas a um passo, 1,9%, claramente inferior ao de outras retomas económicas. Para Portugal o FMI prevê uma quebra de 4,1% no PIB português em 2009 e de 0,5% em 2010 e para a Hungria reduções de 3,3% em 2009 e de 0,4% em 2010. Note-se que este país foi particulamente atingido pela crise, tendo recorrido a uma intervenção do FMI para estabilizar o seu sistema financeiro e a sua economia. Apesar disso, o forint sofreu uma desvalorização significativa nos últimos meses, salientando-se que o Banco Mais não tem coberto o risco cambial associado à participação que detém no capital social do Bank Plus (participada com que o Grupo opera na Hungria) na medida em que este investimento é de longo prazo.

A estratégia do Grupo Banco Mais para 2008 levou-o a ser percursor na imposição de maior restritividade na concessão de crédito e na adaptação das suas práticas comerciais à nova realidade, o que, aliado à deterioração da situação económico-financeira portuguesa e espanhola e à quebra das vendas de veículos ligeiros usados em Portugal e em Espanha, traduziu-se numa redução de 29,6%, para 314,0 M€, no valor de contratos realizados pelo Grupo Banco Mais em 2008. Esta quebra de actividade deveu-se às performances negativas nos seus três mercados principais – Portugal (-30,4%, para 231,4 M€), Hungria (23,4%, para 50,6 M€) e Espanha (51,4%, para 19,9 M€). Note-se que, para além da recessão económica, com fortíssimo impacto nas vendas de automóveis, cujo financiamento constitui o principal segmento de negócio do Grupo Banco Mais, o Grupo enfrenta também a alteração do quadro regulamentar em que actua, com destaque para a transposição da Directiva sobre o Crédito ao Consumo nos vários mercados em que actua (esta directiva altera alguns aspectos significativos da actividade de crédito ao consumo e a publicação da sua transposição para Portugal deverá ocorrer a muito curto prazo).

A Tecnicrédito SGPS, S.A. continua a deter a totalidade do capital social do Banco Mais, o que a torna solidariamente responsável pelas obrigações do Banco Mais. Para além disso, a maior parte das restantes participadas do Grupo Tecnicrédito tem uma forte interdependência com o Banco Mais.

O resultado líquido do Grupo Tecnicrédito diminuiu 16,2%, para 30,3 M€, em 2008, devido ao aumento de mais de 60% do reconhecimento de perdas por imparidades no crédito, para 30,3 M€. O activo líquido do Grupo Tecnicrédito diminuiu 2,0% entre o final de 2007 e o final de 2008, ascendendo a 1 115,6 M€ nesta última data. Este decréscimo deveu-se fundamentalmente à redução do crédito a clientes (líquido de imparidade), que se situou em 1,7%, para 967,1 M€. O rácio de solvabilidade consolidado da Tecnicrédito SGPS no final de 2008, de acordo com o regime prudencial em vigor (Basileia II), ascendia a 23,6% (16,2% no final de 2007, de acordo com o regime prudencial em vigor nesta data (Basileia I)). É de referir, ainda, que os fundos próprios da Tecnicrédito SGPS e do Banco Mais reportados ao final de 2008 eram constituídos, na sua quase totalidade, por fundos próprios de base.

O Grupo Tecnicrédito continuou a ter no programa de titularização que contratou no final de 2007 a sua principal fonte de financiamento, não tendo encontrado dificuldades de colocação. No final de 2008 este programa tinha 80 M€ ainda por utilizar e o Grupo tinha também quase 160 M€ de financiamentos negociados e não utilizados.

Dado o momento de extrema incerteza que se vive em termos económico-financeiros, o ponto chave para o Grupo Tecnicrédito em 2009 é a gestão do risco a que se expõe, preferindo realizar menos actividade do que assumir riscos que considera excessivos no actual contexto. Esta perspectiva traduz-se em previsões de forte redução do montante de contratos a realizar em 2009, mas que, fruto da existência de uma carteira de crédito significativa e da tomada de medidas de contenção de custos deverá ainda permitir que a redução no resultado líquido seja inferior a 10%. Neste contexto, o Grupo continuará a monitorizar a evolução das economias em que opera de forma a ajustar a sua estratégia à evolução destas. Acresce ainda que a forte redução na actividade traduz‑se numa significativa folga de tesouraria para o Grupo, o que lhe poderá permitir não ter que refinanciar os empréstimos de 155 M€ que se vencem em Outubro.



PRINCIPAIS INDICADORES DO GRUPO TECNICRÉDITO
200620072008
Em mil euros
Crédito Líquido a Clientes856.998 984.082 967.085
Activo Líquido959.940 1.138.343 1.115.646
Passivos Financeiros (excluindo derivados)720.485 870.731 839.047
Valor dos Contratos Realizados no Período407.529 446.232 313.955
Rendibilidade do Capital Próprio e Equiparado (%) (1)22,74 21,26 15,97
Notas: Demonstrações financeiras sujeitas a ajustamentos para efeitos de análise por parte da CPR.
Fonte: Tecnicrédito SGPS.
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