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Carro do futuro é um veículo leve, pequeno, citadino e mais eficiente

Director da GM defende construção de veículos de acordo com a sua utilização

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Quando se fala em veículos eléctricos e na sua integração "no ambiente urbano actual, não é suficiente resolver problemas relacionados com a energia e o ambiente." A frase é de Christopher Borroni-Bird e define a preocupação da General Motors (GM) na concepção e criação de soluções de mobilidade eléctrica que respondam às efectivas necessidades dos condutores actuais. "Também temos de pensar no estacionamento e no trânsito congestionado", esclareceu o director da GM para a área das tecnologias avançadas e novos conceitos de veículos que ontem foi um dos oradores da conferência "Generation.Mobi.E".

"Nas cidades, especificamente, nós temos que pensar num tipo de carro diferente daquele a que estamos habituados", refere Borroni-Bird.

O carro, tal como está actualmente concebido é um veículo "multiusos" na medida em que oferece todas as soluções possíveis aos seus utilizadores: grandes e pequenas distâncias a baixas ou altas velocidades. Por outras palavras, o condutor tem o veículo que quiser, consoante a utilização que lhe der. Com a introdução da solução eléctrica de mobilidade nas cidades, a GM defende a criação de um veículo eminentemente citadino e, como tal, concebido exclusivamente com o propósito de circular na cidade.


Nas cidades, especificamente, nós temos que pensar num tipo de veículo diferente daquele a que estamos habituados.

Os carros tradicionais podem ter outras utilizações que não a citadina. Essa capacidade extra faz com que sejam muito mais pesados e menos eficientes.

Christopher Borroni-Bird
Director da General Motors para a área das tecnologias avançadas e novos conceitos de veículos


A discussão em torno do veículo eléctrico resume-se muitas vezes a uma questão: a autonomia. A distância que os veículos eléctricos conseguem percorrer com a carga no máximo (entre 140 e 180 quilómetros) leva a que muitas pessoas "torçam o nariz" quando são confrontadas com a hipótese de adquirir um exemplar. De acordo com o responsável da GM isto deve-se ao facto de as pessoas aplicarem ao veículo eléctrico uma concepção "tradicional".

"Pense num automóvel realmente pequeno - uma vez que na cidade há problemas de estacionamento e de tráfego -, num automóvel que não atinja velocidades elevadas - porque nas cidades há limite de velocidade - e num automóvel que percorra diariamente 40 a 50 quilómetros". É a pensar nestas condições, nas condições da esmagadora maioria das pessoas que vivem e trabalham nos centros urbanos, que a GM está a conceber os seus veículos "do futuro".

"Tratam-se de veículos que só podem ser utilizados nas cidades, ao passo que os carros citadinos tradicionais podem ter outras utilizações que não a citadina", explica Borroni-Bird. Mesmo os actuais veículos eléctricos ou híbridos são concebidos a pensar, não numa utilização, mas em vários tipos de uso. "Por causa dessa capacidade extra, os veículos são muito mais pesados e menos eficientes", explica o responsável norte-americano.

O futuro, para a GM, passa, assim por construir carros propositadamente para a utilização citadino. Enquanto esse futuro não chega, a gigante mundial prepara-se para apresentar Portugal ao Chevrolet "Volt" e ao Opel "Ampera" (que chegam no final deste ano).
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