IMF – Iene valorizou mais de 3% em 10 dias face ao euro

Eur/Jpy recupera após atingir mínimos de seis semanas; Eur/Usd renova mínimos ($1.1821), mas perde o momentum; Crude renova máximo com saída dos EUA do acordo nuclear; Cotação do ouro pouco influenciada pelas tensões geopolíticas.
Jornal de Negócios
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IMF - Informação de Mercados Financeiros 14 de maio de 2018 às 11:03

Eur/Jpy recupera após atingir mínimos de seis semanas
O Iene segue em alta ligeira e recupera da sua recente queda face ao euro, depois de ter recuado para mínimos de seis semanas nos 129.22 ienes, tendo desvalorizado cerca de 3.25% em apenas dez dias. Segundo uma sondagem da Reuters, é expectável que a economia japonesa tenha contraído pela primeira vez em dois anos no primeiro trimestre devido ao fraco consumo privado e a uma procura por exportações nipónicas mais suave. Contudo, os analistas indicam que este cenário deverá ser temporário. O governador do banco central do Japão, Haruhiko Kuroda, afirmou que a instituição poderá debater as condições da saída do seu programa de política monetária ultra-flexível, caso as perspetivas de se atingir o objetivo dos 2% de inflação melhorem, relembrando o mercado de que o referido programa não durará para sempre.
A nível técnico, o Eur/Jpy testou a barreira suporte dos 129.50 ienes, tendo ressaltado em alta no referido valor. O par acabou por quebrar o canal de tendência descendente que teve início em fins de abril. O MACD, apesar de seguir em baixa, apresentou uma convergência das médias móveis, no gráfico diário, tendo esse sinal sido confirmado pelo movimento ascendente do Estocástico. Caso o movimento de alta continue, poderemos vir a observar um teste à resistência dos 133 ienes, isto caso o nível de retração fibonacci dos 35.2% nos 132.20 seja derrubado.


Eur/Usd renova mínimos ($1.1821), mas perde o momentum
Nos EUA a taxa de desemprego encontra-se nos 3.9% o nível mais baixo nos últimos 17 anos e meio. Na última semana, Powell afirmou que a subida de taxas de juro por parte da Reserva Federal não deverá representar um grande risco para os mercados financeiros globais e para as economias emergentes. A inflação nos EUA subiu abaixo do esperado, mas mantém a FED para uma subida gradual das taxas de juro. O euro foi prejudicado por alguma instabilidade política no inicio da última semana, depois dos dois maiores partidos italianos recusarem a direção sobre um governo neutro.
Numa perspetiva técnica, o Eur/Usd após ter quebrado a média móvel de 200 dias, permaneceu em queda até encontrar algum suporte na zona dos $1.1800-$1.1820, libertando assim alguma pressão bearish e retirando o Eur/Usd da zona oversold. A correção registada deverá permanecer, podendo o par testar a zona dos $1.2000 em breve.

Crude renova máximo com saída dos EUA do acordo nuclear
Nesta semana, o preço do petróleo disparou depois de Donald Trump ter retirado os EUA do acordo nuclear com o Irão, aplicando uma série de sanções económicas, o que restringe a oferta de petróleo. A produção nos Estados Unidos atingiu um novo máximo de 10.7 milhões de bpd. Contudo, o petróleo recuou ligeiramente com a expectativa de que a queda das exportações do Irão, devido às sanções, será compensada pelo aumento de produção de uma série de outros países.
Tecnicamente, o petróleo finalmente superou a resistência dos 70$, batendo assim máximos de novembro de 2014. As tendências de curto e médio prazo apontam claramente para cima. O suporte está definido pela linha de tendência que vai unindo mínimos e que nesta fase atravessa valores perto dos $63.

Cotação do ouro pouco influenciada pelas tensões geopolíticas
A cotação do ouro atingiu mínimos de 11 dias, próximo dos $1324. As preocupações geopolíticas relacionadas com os recentes ataques na Síria, após as forças Iranianas terem disparado mísseis contra território controlado por tropas israelitas, não tem afetado de forma significativa o referido mercado, uma vez que a sua cotação sofreu apenas uma ligeira valorização. O facto de o dólar ter recuado nos últimos dias face ao euro, poderá também estar na origem de uma maior procura por parte dos investidores do velho continente.
A nível técnico, o ouro permanece em alta, após ter ressaltado no nível de retração fibonacci dos 50% na semana passada. No gráfico diário, o MACD aponta para uma continuação da valorização da commodity, através da interseção das médias móveis, sendo que o Estocástico confirma esse sinal através do seu movimento ascendente. A cotação do metal poderá agora atingir e testar a resistência dos $1344, no curto prazo, caso o movimento de alta se mantenha.

As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.

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