IMF – Norges Bank pode vir a aumentar taxas de juro

Eur/Nok perto de quebrar limites do triângulo descendente; Eur/Usd corrige em alta a níveis acima dos $1,18; Crude quebra a linha de tendência descendente; Ouro com valorização semanal ligeira antes do G7 e da reunião da Fed.
Jornal de Negócios
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IMF - Informação de Mercados Financeiros 11 de junho de 2018 às 10:00

Eur/Nok perto de quebrar limites do triângulo descendente
Na Noruega, com o aumento do preço sazonalmente ajustado das casas em maio, aumentaram as expectativas de uma possível subida das taxas de juro por parte do banco central do país em setembro, ou até mesmo em agosto, de forma a reduzir a concessão de crédito. Os referidos preços recuperaram recentemente de uma correção em 2017 que foi causada por uma regulamentação mais restrita nas hipotecas, menor crescimento populacional e um "boom" na construção, que desde então foi perdendo fôlego.
Tecnicamente, caso o par quebre em baixa a base do triângulo descendente, este poderá chegar até valores próximos dos 8.90 Noks. A figura geométrica vai aos poucos ganhando cada vez mais relevância, atendendo ao número de vezes que o câmbio já ressaltou na referida base nos 9.46 Noks. A próxima resistência de referência fixa-se no nível de retração fibonacci dos 38.2% nos 9.53 Noks. Caso esta seja quebrada em alta, poderá ocorrer um teste ao limite superior do triângulo. Contudo, os principais indicadores não apresentam uma tendência bem definida para o curto prazo.


Eur/Usd corrige em alta a níveis acima dos $1,18
Na última semana, o mercado começou a acreditar numa subida das taxas de juro na Zona Euro em 2019, após a subida dos números da inflação e do ligeiro alívio na incerteza política no sul da Europa. A inflação na Zona Euro subiu mais que o previsto em maio, dando algum alívio ao BCE. As expectativas de que o final do programa de compras de ativos do BCE tem vindo a aumentar, devendo esta temática ser debatida na reunião da próxima semana. O crescimento na Zona Euro abrandou no primeiro trimestre deste ano, suportado pela diminuição da produção industrial na França e na Alemanha em abril.
Numa perspetiva técnica, o Eur/Usd recuperou para níveis acima dos $1.18, mas apresentou alguma fragilidade e acabou por cair novamente. Este movimento indica que a correção ainda poderá ir a níveis superiores, mas o par poderá retomar a continuidade da tendência negativa.

Crude quebra a linha de tendência descendente
O crude segue a recuperar dos mínimos atingidos no inicio da última semana, mas fatores como a produção norte-americana em novos recordes históricos, com a produção a atingir os 10.47 milhões bpd em abril, e a intenção da OPEP aumentar a produção continuam a pesar no preço. Por outro lado, na Venezuela, a empresa estatal está a considerar declarar motivos de força maior para cancelar alguns contratos de exportação, visto que a queda da produção não permite que todos os contratos sejam satisfeitos. O prémio do Brent face ao Crude, continua em máximos de 2015, o que tem levado a um crescimento das exportações de petróleo dos EUA. Os
Tecnicamente, o petróleo quebrou em baixa a linha de tendência ascendente, mas mantém-se próxima da mesma ao ressaltar nos $64. Caso este nível seja quebrado o par poderá vir a testar a zona dos $60-$61.80. A MACD continua a dar sinais bearish, indicando a continuidade da queda do par.

Ouro com valorização semanal ligeira antes do G7 e da reunião da Fed
O ouro manteve-se em alta ligeira na semana passada com o mercado a manter-se cauteloso, à medida que se aproximava a reunião do G7, onde um dos temas a ser debatido foi a imposição de tarifas aduaneiras por parte dos Estados Unidos. A reunião da FED, esta semana, e a cimeira entre os EUA e a Coreia do Norte também deixaram em alerta os investidores que esperam novos desenvolvimentos em ambas as situações. O metal precioso acabou por valorizar em torno de 0.50% na semana anterior.
A nível técnico, a cotação do ouro quebrou em alta o limite superior da cunha descendente iniciada em abril. O metal precioso encontrou alguma resistência na linha de retração fibonacci dos 50% nos $1300. No gráfico diário, quer o MACD, quer o Estocástico apontam para uma valorização da commodity, pelo que um novo teste ao nível referido anteriormente e à resistência dos $1307 deverá ocorrer em breve, podendo esta quebrar ambas as barreiras em alta.

As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.

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