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IMF – Ações da Jerónimo Martins atingem máximos de 2 anos após aumento das vendas

Ações da Jerónimo Martins atingem máximos de dois anos após aumento de 7.5% nas vendas; Eur/Usd consolida em torno dos $1.1100; Crude encerra semana com variação mínima; Ouro consolida em torno dos $1550

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Ações da Jerónimo Martins atingem máximos de dois anos após aumento de 7.5% nas vendas

A Jerónimo Martins reportou um aumento de 7.5% nas vendas em 2019, atingindo a marca de €18.6 mM. O crescimento resultou, em grande parte, do seu negócio na Polónia. A Biedronka, a maior cadeia de supermercados polaca e detida pela cotada portuguesa, registou um aumento de faturação de 7.9%, de €11.691 mM em 2018 para €12.6 mM em 2019. É importante notar ainda que a Biedronka encerrou 2019 com uma rede de 3,002 lojas, mais 102 do que em 2018. Já em Portugal, o crescimento foi consideravelmente mais moderado, de 2.9% para €3.9 mil milhões, acabando por confirmar os sinais de maturação e de elevada concorrência. Os títulos da Jerónimo Martins reagiram em alta a estes números, tendo renovado máximos de dois anos, acima dos €16.

Tecnicamente, os títulos da Jerónimo Martins apresentam uma tendência de alta, após terem ressaltado nos 61.8% de retração de fibonacci (€14.7). A ação chegou mesmo a testar níveis acima da resistência dos €16 (máximos de quase dois anos)., contudo, ainda não obteve sucesso, tendo corrigido ligeiramente em baixa. Tendo isto em conta, e apesar do sinal de compra do MACD, a ação poderá continuar a recuar, tendo os €15.5 como próximo suporte.


Eur/Usd consolida em torno dos $1.1100

O Eur/Usd registou pouca volatilidade ao longo da semana, consolidando em torno dos $1.1100. A assinatura da "fase 1" do acordo comercial entre os EUA e a China foi o destaque da semana. O principal ponto deste acordo passa pela promessa de Pequim de adquirir pelo menos $200 mM em produtos agrícolas e outros bens e serviços dos EUA ao longo de dois anos. Os compromissos incluem $54 mM em compras adicionais de energia, $78 mM em compras adicionais de produtos industriais, $32 mM a mais em produtos agrícolas e $38 mM em serviços. Por sua vez, os EUA irão reduzir para metade a tarifa de 15% que incide sobre bens chineses avaliados em $110 mM, sendo que, segundo Trump, na segunda fase do acordo poderá existir espaço para mais reduções de tarifas. Contudo, alguns dos principais assuntos continuam por resolver. O acordo não cobre as questões económicas estruturais que levaram ao conflito comercial, não elimina completamente as tarifas que desaceleraram a economia global e estabelece metas de compras difíceis de alcançar. Destacam-se ainda os dados robustos da economia dos EUA, tendo as vendas a retalho aumentado pelo 3º mês consecutivo em dezembro, sugerindo que a economia manteve um ritmo de crescimento moderado no final de 2019.

Tecnicamente, O Eur/Usd ressaltou no suporte dos 38.2% de retração de fibonacci ($1.1080) e testou o os 50% de retração ($1.1150). Contudo, falhou este teste e corrigiu em baixa ligeira. O MACD apresenta sinal de venda, contudo, dado o suporte dos 38.2% de retração e a linha de tendência ascendente (verde tracejado) as perdas poderão ser temporárias, devendo o par dar seguimento aos ganhos no curto-prazo. Na eventualidade de uma quebra em baixa à referida linha e 38.2% de retração, o próximo suporte situa-se nos 23.6% de retração ($1.1000).

Crude encerra semana com variação mínima

Os preços do petróleo deram seguimento ao movimento de queda no início da semana, acabando por atingir mínimos de seis semanas na quarta-feira. Os inventários de crude dos EUA registaram uma queda superior ao esperado (-2.5 milhões de barris vs -0.47 milhões de barris), contudo, os inventários de produtos refinados subiram de forma considerável e a produção voltou a atingir níveis recorde. Adicionalmente, a EIA informou que em 2020 a oferta por parte da OPEP deverá ultrapassar a procura, colocando também pressão nos preços. Por outro lado, a assinatura da "fase 1" do acordo comercial EUA-China acabou por oferecer algum suporte à matéria-prima, tendo esta encerrado a semana com uma variação praticamente nula.

Tecnicamente, o crude intensificou a perspetiva bearish ao quebrar em baixa o limite inferior do canal ascendente no qual transacionava desde outubro. Adicionalmente, os indicadores MACD e RSI aumentaram ainda mais os seus sinais de venda. No entanto, o ouro negro encontrou suporte nos 50% de retração de fibonacci ($57), de onde acabou por ressaltar, existindo assim a possibilidade de consolidar em torno deste nível e dos 61.8% de retração ($58.7) no curto-prazo. No caso de quebrar em baixa os 50% ficaria com caminho livre até aos 38.2% ($55.6).

Ouro consolida em torno dos $1550

O preço do ouro, à semelhança do petróleo, encerrou a semana com pouca variação, mas mesmo assim, registou a maior perda semanal em dois meses. O metal precioso foi pressionado, em grande parte, pelo aumento do apetite pelo risco resultante da assinatura da "fase 1" do acordo comercial entre os EUA e a China que, apesar de não cobrir todas as temáticas nas quais existem problemas, diminuiu de forma considerável as tensões entre as duas nações, o que acabou por levar os investidores a abandonar os ativos de refúgio. No entanto, o crescimento económico da China em 2019 foi o mais baixo em 29 anos, o que acabou por limitar as perdas do ouro.

Tecnicamente, a perspetiva bullish do ouro deteriorou-se por completo. Os indicadores técnicos apresentam agora uma tendência muito pouco definida, podendo indicar que o metal precioso poderá consolidar em torno dos níveis atuais no curto-prazo. Não obstante, na eventualidade de uma correção em baixa, o próximo suporte situa-se nos $1500.

As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.

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