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IMF – BCE aumenta estímulos; Euro segue em alta

Facebook poderá ter de vender WhatsApp e Instagram; Google e Amazon multadas na França; BCE amplia estímulos; Euro segue em alta; Otimismo em relação às vacinas Covid-19 impulsionam preços do petróleo; Ouro com semana mais calma

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| Facebook poderá ter de vender WhatsApp e Instagram; Google e Amazon multadas na França

Os últimos dias têm sido bastante complicados para algumas das principais "Big Tech" norte-americanas. O principal destaque passa pelo Facebook, que poderá ser forçado a vender o WhatsApp e Instagram, na sequência de processos judicias impostos pela Comissão Federal de Comércio dos EUA e quase todos os Estados dos EUA contra a empresa, argumentando que utilizou uma estratégia de "comprar ou matar" para eliminar rivais e manter os concorrentes mais pequenos à distância. Com a apresentação dos processos, o Facebook torna-se a segunda grande empresa de tecnologia a enfrentar um grande desafio jurídico este ano após o Departamento de Justiça dos EUA ter processado a Google em outubro, acusando a empresa de usar o seu poder de mercado para se defender dos rivais. Os processos judiciais destacam o crescente consenso bipartidário para responsabilizar as "Big Tech" pelas suas práticas e marcam um raro momento de acordo entre a administração Trump e os Democratas, alguns dos quais têm defendido o desmembramento tanto do Google como do Facebook. As queixas acusam o Facebook de comprar rivais, concentrando-se especificamente nas suas anteriores aquisições do Instagram por mil milhões de dólares em 2012 e de aplicação de mensagens WhatsApp por 19 mil milhões de dólares em 2014. Os reguladores federais e estatais disseram que as aquisições deveriam ser revertidas - uma medida que provavelmente desencadeará um longo desafio legal, uma vez que os negócios foram autorizados anos antes pela FTC. Numa outra nota, a França multou a Amazon e Google em €35 e €100 milhões, respetivamente por violarem as regras da publicidade online.

Tecnicamente, os títulos do Facebook apresentam uma tendência de alta para o longo-prazo, suportados pela linha de tendências ascendente (azul). De momento, tudo indica que os ganhos podem continuar, eventualmente com um novo teste aos máximos históricos ligeiramente acima dos $300 nos próximos meses.


| BCE aumenta estímulos; Euro segue em alta

Como já era amplamente aguardado, o BCE aumentou os estímulos para ajudar a economia da ZE a "navegar" a 2ª vaga da pandemia. As taxas de juro permaneceram sem alterações, devendo continuar nos níveis atuais até que a inflação atinja a sua meta. A instituição liderada por Christine Lagarde aumentou o programa de compras de emergência pandémicas (PEPP) em €500 mM, elevando o total para €1,85 biliões, tendo também alargado a extensão deste até ao final de março de 2022, enquanto que a fase de reinvestimento do PEPP vai prolongar-se, pelo menos, até ao final de 2023. As operações de refinanciamento de longo-prazo (TLTRO III) foram prolongadas em 12 meses até junho de 2022 e o montante que bancos podem obter do BCE foi aumentado de 50% para 55% do inventário elegível do empréstimo. Para além disto, o programa de QE "tradicional", destinado a trazer a inflação de volta à meta, continua ativo a um ritmo de compra de €20 mM por mês, com prazo indeterminado. Na conferência de imprensa, Christine Lagarde revelou que a instituição irá monitorizar a taxa de câmbio do Euro, tendo em conta a recente valorização. Para além disto, o BCE prevê uma recessão de 2,2% no trimestre atual. Os riscos para as perspetivas económicas permanecem apontados para baixo, mas tornaram-se menos pronunciados. Na temática da inflação, espera-se que esta permaneça negativa até ao início de 2021. Nos EUA, o impacto da segunda vaga da pandemia é cada vez mais evidente, com o mercado laboral a sofrer particularmente. Na última semana foi novamente registado um aumento do número de pedidos de subsídio de desemprego (853 mil, face aos 716 mil dos sete dias anteriores). Ainda em território norte-americano, a inflação subiu ligeiramente para os 0,2% m/m em novembro, depois de ter permanecida inalterada em outubro.

A nível técnico, após ter quebrado a resistência dos $1,20 em inícios de dezembro, o Eur/Usd reforçou a perspetiva bullish que vem a apresentar desde inícios de novembro. O MACD apresenta sinal de compra, podendo indicar que o par deverá reverter as perdas das últimas sessões, podendo realizar um teste aos $1,25 no médio-prazo.


| Otimismo em relação às vacinas Covid-19 impulsionam preços do petróleo

Pela quinta semana consecutiva, os preços do petróleo registaram uma variação positiva, tendo atingido máximos de inícios de março. O crude continua impulsionado pelas expectativas de um aumento da procura da matéria-prima, que deverá ser acelerado pela vacinação generalizada contra a Covid-19 no próximo ano. Destaque para o Reino Unido que iniciou as inoculações na semana passada e os EUA irão iniciar as vacinações esta semana. O Canadá conseguiu a aprovação na quarta-feira passada e irá começar a vacinação a partir desta semana. Num ponto mais negativo, e a limitar os ganhos do "ouro negro", os inventários de crude norte-americanos registaram um aumento histórico de 15,2 milhões de barris na primeira semana de dezembro.

Tecnicamente, o crude deu seguimento aos ganhos, após ter quebrado a importante resistência dos $44/barril. O MACD apresenta agora um forte sinal de compra, sugerindo que a matéria-prima se poderá deslocar até aos $50 no curto-prazo, com o resultado do teste a este nível a ditar o futuro do ouro negro para o médio/longo-prazo.


| Ouro com semana mais calma

Após ter desvalorizado 3% na semana passada, o ouro registou uma semana mais calma. Por um lado, o otimismo em relação às vacinas contra a Covid-19, que se espera que venham a ser um impulso à retoma económica global pressionaram os preços do metal precioso. Por outro lado, as incertezas quanto ao acordo comercial pós-Brexit entre o Reino Unido e a UE, assim como a falta de estímulos para a economia norte-americana contribuíram para os ganhos do metal precioso.

Tecnicamente, nos finais de novembro, o ouro ressaltou perto dos $1750, tendo lateralizado entre os $1800 e os $1900 desde então. O MACD apresenta um sinal praticamente nulo, podendo indicar que o metal precioso continue a consolidar em torno dos níveis atuais.


As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.
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