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IMF – BCE mantém política monetária; Eur/Usd atinge mínimos de sete semanas

Banco do Canadá mantém taxas de juro, Alerta para fraco crescimento; BCE mantém política monetária; Eur/Usd atinge mínimos de sete semanas; Crude regista maior número de quedas consecutivas desde maio; Ouro permanece a consolidar em torno dos $1550

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Banco do Canadá mantém taxas de juro; Alerta para fraco crescimento

O Banco do Canadá (BoC) manteve as taxas de juro em 1.75%. Contudo, mostrou-se pessimista após um fraco crescimento económico registado no 4º trimestre de 2019 (estimativa), caso este se alastre para o início de 2020. O BoC reviu em baixa a estimativa para o crescimento do PIB no 4º trimestre de 2019 de 1.3% y/y para 0.3% y/y e do 1º trimestre de 2020 de 1.7%y/y para 1.3%y/y. Com estes cortes e com as indicações de que os recentes dados têm sido "inesperadamente fracos" o BoC aparenta estar a abrir a porta a um corte das taxas no futuro se a fraqueza persistir, afirmando que "ao determinar o futuro para as taxas de juro, o conselho do governo irá observar atentamente para verificar se a recente desaceleração do crescimento é mais persistente do que o previsto".

Tecnicamente, o Eur/Cad tem vindo a lateralizar entre os 0% e os 23.6% de retração de fibonacci (C$1.44 e C$1.47 respetivamente). No entanto, nas últimas semanas o par tem vindo a ser comprimido pelos 0% de retração e pela linha de tendência descendente, o que poderá indicar uma quebra em baixa dos C$1.44 no curto-prazo.


BCE mantém política monetária; Eur/Usd atinge mínimos de sete semanas

O Eur/Usd iniciou a semana sem uma tendência definida, transacionando num intervalo curto entre os $1.1070 e $1.11, à medida que o mercado aguardava pela primeira reunião do Banco Central Europeu de 2020, realizada na passada quinta-feira. A instituição liderada por Christine Lagarde não alterou a sua política monetária, mantiveram as taxas de juro e reiteraram o ritmo de compras de ativos de €20mM até que a inflação se aproxime da meta do Banco, próximo de 2%. Lagarde indicou que espera um aumento moderado da inflação no médio-prazo e que, apesar de os riscos permanecerem "apontados" para baixo, estes estão menos pronunciados. Adicionalmente, o BCE lançou a revisão da estratégia de política monetária. O principal objetivo passa pela avaliação da meta de inflação, juntamente com o conjunto de ferramentas a ser utilizado. É de notar que apesar de terem existido medidas de estímulo agressivas durante a presidência de Draghi, a inflação ficou sempre aquém da meta. Para além da inflação, o BCE também irá analisar como pode incorporar o impacto económico das alterações climáticas na sua política. Esta é uma questão divergente dentro do Banco. As objeções incluem que um objetivo de mudança climática possa interferir no objetivo do BCE de manter a estabilidade de preços ou diminua a pressão sobre os governos para fazerem a sua parte.

Após estes desenvolvimentos, o Eur/Usd acabou por quebrar em baixa o suporte dos $1.1070 e recuou para mínimos de sete semanas, abaixo dos $1.1040.

Tecnicamente, o Eur/Usd apresenta uma tendência de queda, tendo quebrado os 38.2% de retração de fibonacci ($1.1080) e o limite inferior do canal ascendente (verde tracejado). O MACD intensificou o sinal de compra, indicando que o par poderá recuar até ao próximo suporte, em torno dos 23.6% de retração (em torno dos $1.10) no curto-prazo.


Crude regista maior número de quedas consecutivas desde maio

Os preços do petróleo registaram quedas acentuadas ao longo da semana, acabando por atingir mínimos de oito semanas. A queda resultou dos receios de que o surto da gripe da China venha a prejudicar a procura da matéria-prima. Não obstante, a descida acabou por ser limitada pelos inventários de crude dos EUA que registaram uma queda de 405 mil barris, contrastando com o aumento de 1.57 milhões esperados pelos analistas do Instituto de Petróleo Americano. Adicionalmente, a decisão por parte da Organização Mundial de Saúde de não declarar o vírus da gripe uma emergência internacional também terá oferecido algum suporte.

Tecnicamente, o crude apresenta agora uma tendência de queda, após ter quebrado em baixa o limite inferior do canal ascendente e os 50% de retração de fibonacci ($57) e chegado mesmo a testar os 38.2% de retração ($55.6). O MACD intensificou o sinal de venda, podendo indicar que irá recuar até ao próximo suporte, em torno dos 23.6% de retração no curto-prazo.


Ouro permanece a consolidar em torno dos $1550

O preço do ouro voltou a encerrar a semana praticamente inalterado, permanecendo a transacionar em torno dos $1550-60/onça. No entanto, o metal precioso beneficiou ligeiramente do aumento da aversão ao risco, resultante dos receios em torno do vírus da gripe da China, registando ganhos ligeiros no final da semana.

Tecnicamente, não existem muitas novidades a reportar. O ouro continua a apresentar uma tendência muito pouco definida. Os indicadores técnicos apresentam sinais praticamente nulos, indicando que o metal precioso deverá permanecer a cotar em torno dos níveis atuais (próximo dos 0% de retração de fibonnacci ($1.550)). Não obstante, na eventualidade de uma correção em baixa, o próximo suporte situa-se nos $1500.


As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.

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