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IMF – BCE sinaliza mais estímulos em dezembro

Apple: Vendas de iPhones caíram 20,7% no último trimestre; BCE em modo de “aguardar para ver”, mas sinaliza estímulos para dezembro; Aumento das restrições Covid-19 levam crude a pior mês desde março; Ouro fecha perto dos níveis de há um mês.

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Apple: Vendas de iPhones caíram 20,7% no último trimestre

A Apple superou a maioria das expectativas de vendas este ano e lançou uma série de novos produtos e serviços que os seus clientes receberam com agrado. As receitas para o quarto trimestre fiscal terminado a 26 de setembro foram de $64,7 mil milhões e $12.67 mM de lucro. Contudo, nem tudo foi positivo. Desde 2013, a Apple tem lançado novos modelos do iPhone em setembro. Não obstante, os atrasos induzidos pela pandemia de Covid-19 atrasaram o anúncio do novo modelo 5G deste ano em mais de um mês, sendo que de momento, alguns dispositivos ainda permanecem por entregar. Isto levou os clientes a aguardarem para adquirir novos equipamentos. Então qual foi o impacto de este atraso nos resultados da empresa? No terceiro trimestre do ano, mesmo com o crescimento das vendas de Macs e AirPods a aumentar as receitas e lucros globais da empresa de Cupertino, as vendas de iPhones caíram para 20,7%, com as receitas de este produto a fixarem-se em $26,4 mil milhões. Os investidores já antecipavam vendas mais baixas do produto mais vendido da empresa, mas o atraso foi pior do que o esperado, especialmente na China, onde mais consumidores têm acesso a uma maior utilização de 5G do que nos Estados Unidos ou na Europa.

Tecnicamente, os títulos da Apple transacionam numa clara tendência de alta desde o início do ano, valorizando quase 90% em 2020. Já no curto-prazo, a ação encontrou resistência em torno dos $138, acabando realizar uma ligeira correção em baixa. Não obstante, a linha de tendência ascendente mantém-se, sendo esperado que a cotada dê seguimento aos ganhos no curto/médio-prazo.


BCE sinaliza mais estímulos para dezembro

A última semana ficou marcada pela reunião de política monetária do Banco Central Europeu. Não existiram grandes surpresas. O BCE manteve todos os instrumentos/medidas inalterados, permanecendo a taxa de juros de depósitos em -0,5% e o programa de compras de emergência pandémica (PEPP) em €1,35 biliões, reiterando que este será executado pelo menos até junho de 2021 e não será interrompido até que a "fase de crise" da pandemia tenha passado. O grande destaque passou mesmo, como já era amplamente aguardado, pela indicação de que poderão ser apresentados mais estímulos em dezembro, quando o BCE atualizar as suas projeções económicas. O mercado aguarda um incremento para o PEPP em dezembro para €2 biliões. Na conferência de imprensa, Christine Lagarde salientou que os riscos permanecem apontados para "baixo" e que, apesar de a recuperação económica ter sido expressiva no 3º trimestre, deverá abrandar consideravelmente no atual e a inflação deverá permanecer negativa até 2021. Ainda na Zona Euro, a semana terminou com um sentimento algo amargo. Por um lado, dados preliminares apontam para que o PIB da região tenha realizado um ressalto de 12,7% q/q no terceiro trimestre, consideravelmente acima da expansão de 9,4% prevista. Por outro, cada vez mais países começam a apresentar novas medidas de forte confinamento para combater a segunda vaga da pandemia, podendo sinalizar uma nova contração económica nos último três meses do ano. Para além de isto, a inflação permaneceu em -0,3%, gerando preocupações. Nos EUA a tendência é algo semelhante, o PIB registou um crescimento recorde, tendo este recuperado a uma taxa anualizada de 33,1%, no 3º trimestre. As atenções dos mercados a nível mundial estão voltadas para as eleições presidenciais de amanhã. As mais recentes sondagens apontam para uma vantagem de cerca de 8% para Biden, mas se as eleições de 2016 são prova de algo, é de que este cenário estará longe de ser 100% garantido.

O Eur/Usd voltou a recuar para níveis abaixo dos $1,17. No entanto, tendo em conta o robusto suporte dos $1,16 ainda será cedo para afirmar que o par poderá ingressar numa descida a curto-prazo. Tendo em conta o cenário presente no momento de análise, os sinais não são muito claros, tanto mais que estamos em vésperas das eleições nos EUA.


Aumento das restrições Covid-19 levam crude a pior mês desde março

Após duas semanas a lateralizar em torno dos $40/barril, os preços do petróleo encerram a semana com quedas de cerca de 9%, acabando mesmo por registar o pior desempenho mensal desde março. O aumento de novas infeções de Covid-19 um pouco por todo o mundo, assim como o aumento de restrições de circulação por toda a Europa, começam a preocupar cada vez mais o mercado, que vai descontando que o impacto da pandemia seja ainda maior do que o inicialmente previsto na procura pela matéria-prima. Segundo a Bloomberg, estas restrições já estão a mostrar sinais de redução no consumo de combustíveis rodoviários. Os inventários de crude nos EUA aumentaram em cerca de 4,32 milhões de barris na semana passada, o maior incremento desde julho, contribuindo também para o pessimismo dos investidores.

Tecnicamente, após várias semanas de lateralização, o crude começa a apresentar uma perspetiva bearish para o curto-prazo, à medida que testa níveis abaixo do suporte dos $36. O MACD apresenta agora um forte sinal de venda, o que poderá sinalizar uma descida até aos $34 no curto-prazo.


Ouro regista mês com pouca variação mensal

O ouro registou alguma volatilidade em outubro, mas encerrou o mês próximo dos valores de setembro. Esta estabilidade tem algo de surpreendente, visto este ser considerado como um dos principais ativos de refúgio e a aversão ao risco ter aumentado consideravelmente nos últimos dias. A justificar o fraco desempenho do ouro estará a ausência de um pacote de estímulos nos EUA, assim como a recente forte valorização do dólar.

Tecnicamente, desde agosto que o ouro continua a transacionar dentro do canal de tendência descendente, recentemente o metal precioso quebrou em baixa o suporte dos $1900, reforçando uma perspetiva bearish para o curto-prazo. Poderá ser assim esperada que as quedas continuem até ao suporte dos $1850.


As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.
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