Análise Técnica IMF – Canadá regista excedente comercial pela primeira vez desde 2016

IMF – Canadá regista excedente comercial pela primeira vez desde 2016

Canadá regista excedente comercial pela primeira vez desde 2016; Eur/Usd regista pior desempenho das últimas três semanas; Preços do petróleo registaram a pior queda semanal das últimas cinco; Ouro não consegue quebrar dos $1430.
IMF – Canadá regista excedente comercial pela primeira vez desde 2016

Canadá regista excedente comercial pela primeira vez desde 2016

A economia canadiana recebeu um dos maiores impulsos em tempos recentes. Os resultados da balança comercial, divulgados pela Statistics Canada, mostram que o aumento das exportações de veículos motorizados, aviões e produtos energéticos ajudaram o Canadá a registar um excedente comercial surpreendente de C$762M em maio. Sendo este o primeiro superavit desde finais de 2016. Os analistas inquiridos pela Reuters previam um défice de C$1.5mM. Estes resultados positivos, com um forte aumento das exportações, fornecem apoio às expectativas do Banco do Canadá (BoC) de que o crescimento continuará firme a partir do segundo trimestre e que manterá as taxas de juro inalteradas, mesmo se a FED corte as taxas dos EUA.

Tecnicamente, o Eur/Cad prolongou o movimento de queda que vem a registar desde o final de junho. No início da última semana o par encontrava-se próximo do suporte dos C$1.49, contudo, acabou por recuar acentuadamente, tendo mesmo chegado a quebrar os C$1.475. O par negoceia com uma perspetiva cada vez mais bearish, sustentada pelo sinal de venda do MACD, existindo a possibilidade de recuar até à linha de tendência ascendente (a verde).

Eur/Usd regista pior desempenho das últimas três semanas

O Eur/Usd recuou para mínimos de duas semanas. O par foi pressionado pelo bom desempenho do dólar americano face a um conjunto de moedas, devido ao otimismo criado pela cimeira do G20, na qual os EUA e a China concordaram em retomar as negociações comerciais. As quedas dos juros da dívida pública de vários países da Zona Euro, que aumentaram as expectativas de mais uma flexibilização da política monetária por parte do Banco Central Europeu, também pressionaram o par. Na sexta-feira o par foi penalizado pela divulgação de fracas encomendas industriais alemãs, que recuaram muito mais do que o esperado em maio (-2.2 vs -0.1 m/m), tendo o ministro da economia alemão afirmado que este setor deverá continuar fraco nos próximos meses e pelos dados do emprego dos EUA (Nonfarm Payrolls) que saíram bastante acima do esperado em junho (224 mil vs 160 mil).

Tecnicamente, o Eur/Usd não conseguiu quebrar os $1.1393, 38.2% de retração de fibonacci, e acabou por corrigir em baixa, tendo mesmo quebrado o suporte e linha de tendência descendente em torno dos $1.124. O par negoceia com uma perspetiva cada vez mais bearish, sustentada pelo sinal de venda do MACD, existindo a possibilidade de continuar a recuar.

Preços do petróleo registaram a pior queda semanal das últimas cinco

Os preços do petróleo encerraram a semana com a maior queda das últimas cinco. Os fracos indicadores económicos provenientes dos EUA (com o défice da balança comercial norte-americana a subir de $51.2mM em abril para $55.5mM em maio) e a descida abaixo das expectativas dos inventários de crude norte-americanos que, de acordo com a EIA caíram 1.1 milhões de barris, enquanto que se esperava uma queda de 2.964 milhões de barris, ofuscaram o suporte criado pela extensão dos cortes da OPEP e dos seus aliados até ao próximo e as sanções norte-americanas ao Irão e Venezuela e as tensões geopolíticas no Médio Oriente.

Tecnicamente, após ter testado os $60 no início da semana, os preços do crude acabaram por corrigir em baixa, tendo mesmo quebrado os $57.34, 61.8% de retração de fibonacci, contudo, o ouro negro recuperou ligeiramente e negoceia agora em torno deste valor. Apesar de a perspetiva bearish a curto-prazo se manter, o MACD está próximo de inverter o sinal de venda, existindo assim a possibilidade de a matéria-prima quebrar novamente os $57.34 e tentar testar os $60.
Ouro não consegue quebrar dos $1430

Após ter alcançado máximos de seis anos em torno dos $1430/onça, o ouro acabou por corrigir no início desta semana devido à recuperação do dólar face a um conjunto de moedas e devido também ao ligeiro aumento do apetite pelo risco criado após a cimeira no G20. Na sexta-feira a matéria-prima sofreu uma pressão adicional após os fortes dados do emprego dos EUA terem diminuído as possibilidades de um corte das taxas de juro por parte da FED.

Tecnicamente, após ter recuado até ao suporte dos $1375 no início da semana o ouro voltou a subir para valores próximos da resistência dos $1430, contudo, acabou por corrigir em baixa, parecendo assim que existe a possibilidade de termos alcançado um topo, podendo o par continuar a corrigir, apesar do MACD se encontrar próximo de inverter o sinal de compra.

As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.




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