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IMF – Economia britânica desacelera. Inicia-se semana crucial para acordo do Brexit.

Economia britânica desacelera. Inicia-se semana crucial para acordo do Brexit; Euro realiza novo teste aos $1,18 Furacão Delta e greves na Noruega levam a ganhos semanais de 10% do crude; Ouro recupera terreno, beneficiando da leve depreciação do dólar

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| Economia britânica desacelera. Inicia-se semana crucial para acordo do Brexit.

A recuperação da economia do Reino Unido sofreu uma forte desaceleração em agosto, colocando em dúvida a robustez da recuperação do país, à medida que o número de infeções de Covid-19 aumenta. O PIB cresceu 2,1% em cadeia, um ritmo bastante inferior ao crescimento de 6,6% de junho e do incremento de 4,6% que era esperado. Numa nota ainda mais preocupante, grande parte do crescimento verificado no oitavo mês do ano ocorreu devido a um programa governamental único de subsídios à restauração. Em outro sinal de que o país corre o risco de "ficar para trás" face aos congéneres europeus, o produto está agora quase 10% abaixo dos níveis pré-pandémicos, em comparação com cerca de 5% na França. O Reino Unido teve a maior contração entre as principais economias europeias no segundo trimestre, bem como uma das piores taxas de mortalidade do mundo pelo vírus. Os números causam ainda preocupações, visto que agosto foi quando as restrições na atividade foram as mais baixas e o apoio do governo para a indústria de hospitalidade atingiu o pico. Espera-se que o ministro das finanças britânico, Rishi Sunak, anuncie mais estímulos para apoiar o mercado laboral. Esta semana merece especial atenção, sendo crucial para o futuro comercial entre o RU e EU. Os próximos dias de negociação serão os últimos antes do Conselho Europeu de quinta e sexta-feira, considerado uma data-limite para conseguir completar e ratificar o documento antes de 2001. Ainda existe bastante incerteza. Por um lado, a realização de cedências tem-se provado difícil, tendo mesmo Boris Johnson ameaçado abandonar as negociações se não for atingido um acordo. Por outro, existem relatos internos de ambos os lados que mostram o desejo por um acordo.

Tecnicamente, o Eur/Gbp continua a transacionar dentro do canal de tendência ascendente (vermelho tracejado) no médio-prazo. Já no curto prazo, o par permanece a lateralizar entre os £0,905 e £0,915, sendo esperado que esta tendência continue.


| Euro realiza novo teste aos $1,18

A última semana foi relativamente calma para a moeda única, lateralizando entre os 1,17 e 1,18, face ao dólar. Grande parte das atenções voltou-se para território norte-americano. Donald Trump contraiu Covid-19, chegando mesmo a ser hospitalizado (recebendo alta dias depois), resultando alguma incerteza nos mercados, com os investidores a tentar determinar como este desenvolvimento afetaria a campanha eleitoral, a menos de um mês das presidências. A última semana não foi claramente a melhor para o líder Republicano, com as mais recentes sondagens a apresentarem gradualmente maior vantagem a Biden, resultante também do debate entre Mike Pence e Kamala Harris, com o consenso a ir a favor da candidata a Vice-Presidente Democrata. Ainda nos EUA, o número de cidadãos a solicitar subsídio de desemprego caiu em apenas 9 mil na última semana, para 840 mil, permanecendo assim bastante elevado, com o mercado laboral a realizar poucos progressos, enquanto enfrenta a ausência de estímulos federais adicionais. Passando agora as atenções para território europeu, é atribuída uma probabilidade cada vez mais elevada de o BCE ampliar o seu programa de compras de emergência (PEPP na sigla em inglês) ainda este ano para €1,35 biliões. Isto no rescaldo das minutas da última reunião do BCE, que mostraram uma clara preocupação do Comité sobre a robustez do euro, com a valorização a mitigar o impacto dos estímulos monetários implementados e a pesar sobre as perspetivas dos preços. Frankfurt defende que a melhor estratégia a adotar é de manter o controlo da política monetária, tendo, ao mesmo tempo, sido feito o caso para manter uma "mão livre" (i.e., adotar uma postura aberta/flexível) para amenizar o impacto económico.

Tecnicamente, o Eur/Usd permanece a lateralizar à volta dos $1,17-$1,18. Para o curto-prazo o par tem vindo a transacionar dentro do canal de tendência descendente, sendo que se falhar o atual teste ao limite superior, poderá continuar a recuar no curto-prazo. Pelo contrário, um fecho semanal acima de $1.18 sinaliza a retoma da tendência de alta.


| Furacão Delta e greves na Noruega levam a ganhos semanais de 10% do crude

Os preços do petróleo registaram os maiores ganhos semanais desde junho, apresentando uma subida de cerca de 10%. O "ouro negro" foi impulsionado sobretudo pelo furacão Delta no Golfo do México, que forçou os produtores a interromper cerca de 92% da produção da matéria-prima na região. As greves realizadas na Noruega, que afetaram a produção em cerca de 75%, também contribuíram para a subida dos preços. A limitar ganhos ainda mais expressivos, os inventários de crude nos Estados Unidos da América voltaram a aumentar, agora em cerca de 501.000 barris na semana passada.

A nível técnico, o crude obteve sucesso no teste ao nível dos $40. Não obstante, a robustez da matéria-prima continua a ser limitada, podendo sinalizar que os ganhos poderão ser apenas suaves, existindo a possibilidade de uma lateralização entre os $40 e $41 no curto-prazo.


| Ouro recupera terreno, beneficiando da depreciação do dólar

Após ter recuado para níveis em torno dos $1850 há duas semanas, o ouro volta a registar ganhos semanais, acabando por cotar na sexta-feira acima dos $1900/onça. O metal precioso beneficiou do seu estatuto de "ativo de refúgio", numa altura em que a aversão ao risco aumentou, como resultado da evolução global do Covid-19, o clima de incerteza em torno das eleições presidenciais norte-americanas de 3 de novembro e, sobretudo, a ligeira depreciação do dólar na sexta-feira. A perspetiva de que os novos estímulos à economia dos EUA acabem por acelerar a inflação está também a impulsionar a procura pelo metal precioso.

Tecnicamente, apesar de permanecer a transacionar dentro de um canal de tendência descendente, o ouro começa a apresentar uma perspetiva bullish para o curto-prazo, à medida que testa o limite superior de este. Poderá ser assim esperada uma subida até aos $2000.


As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.
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