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IMF – Economia da ZE praticamente estagnou em setembro

Reino Unido anuncia novos apoios ao mercado laboral; Economia da ZE praticamente estagnou em setembro; Ressurgimento de Covid-19 afeta perspetivas da procura do petróleo; Ouro regista queda semanal expressiva, atingindo mínimos de 2 meses.

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Reino Unido anuncia novos apoios ao mercado laboral

O Ministro das Finanças britânico, Rishi Sunak, anunciou um novo plano para suportar o mercado laboral do país, à medida que a pandemia do Covid-19 continua a pressionar a economia. Este assenta em três pontos fundamentais: (1) Um novo programa de "Apoio ao Trabalho" de seis meses no qual o Governo irá pagar 22% do salário a trabalhadores afetados pela pandemia, desde que estes cumpram 33% do seu horário e que será implementado após a expiração do atual programa de lay-off, com término a 31 de outubro; (2) Mais tempo e flexibilidade para pagar de volta empréstimos dados a empresas de acordo com as receitas; (3) Uma redução para 5% do IVA no setor de hotelaria e turismo. Sunak apresentou uma perspetiva sombria do impacto da Covid-19, dizendo que a doença e as restrições deverão durar pelo menos os próximos seis meses. Numa nota adicional, o endividamento público do Reino Unido aumentou novamente em agosto, para um novo máximo histórico, impulsionado por elevadas despesas para combater a pandemia do Covid-19.

Londres já recebeu créditos na ordem de £173,3 mil milhões nos cinco meses desde o início do ano financeiro em abril, superando o recorde anterior de £157,7 mM estabelecidos na totalidade de 2010, no pico da crise do subprime. Os analistas do orçamento do governo alertaram que o défice pode atingir £372 mM até o final do ano fiscal, elevando o endividamento como parcela do PIB para 18,9%, um nível não visto desde a Segunda Guerra Mundial - e muito acima das taxas sustentáveis de longo prazo. A dívida pública total atingiu em agosto os 2,024 biliões de libras, ou seja, 101,9% do PIB, um rácio já não visto desde o ano financeiro 1960-61.

Tecnicamente, após os fortes ganhos da semana anterior, o Eur/Gbp "recuperou o fôlego". As subidas do par terminaram (até ao momento) nos £0,93 levando este a transacionar agora abaixo de estes níveis nas últimas sessões. A perspetiva bullish mantém-se, com o suporte dos £0,915 a limitar correções expressivas. Os indicadores técnicos continuam a apresentar uma perspetiva bullish para o par, sinalizando uma quebra ao nível dos £0,93 no curto-prazo.


Economia da ZE praticamente estagnou em setembro

A recuperação económica da ZE foi colocada em pausa este mês. O PMI Compósito da IHS Markit terá caído assim de 51,9 pontos em agosto para 50,1. O setor industrial ainda demonstrou sinais encorajadores, subindo de 55,6 para 56,8. Não obstante, uma forte quebra no setor terciário ofuscou estes ganhos. Os números dos serviços recuaram de 50,5 para 47,6 pontos, ingressando novamente em contração. O relatório relacionou o declínio na atividade com um ressurgimento de infeções em toda a Europa nas últimas semanas, que atingiu particularmente o setor turístico e restauração. O impacto distorcido do vírus significa que a Europa está a ter uma recuperação a dois ritmos. Os relatórios de Markit sobre a Alemanha e a França mostraram um quadro semelhante. Os números dos serviços podem ficar ainda piores à medida que as restrições são impostas novamente e os eventos são cancelados. Numa nota mais positiva, o sentimento empresarial na Alemanha e França melhoraram, para 93,4 e 92 pontos respetivamente, graças a um desempenho robusto da indústria. No entanto, o setor terciário apresentou perdas consideráveis, sendo que na maior economia da ZE caiu pela primeira vez em cinco meses, à medida que a moral no turismo e hospitalidade se deteriorou devido ao aumento das infeções nas últimas semanas. Voltando agora as atenções para os EUA, o Vice-Presidente da Fed, Richard Clarida, revelou que o Banco não irá sequer começar a pensar em aumentar as taxas de juro até que a inflação atinja os 2%. Clarida indicou ainda que isto é "o mínimo", sendo possível que as taxas permaneçam nos níveis atuais (próximo de 0%), visto que a inflação não é o único fator determinante, tendo enfatizando várias vezes que as taxas não vão aumentar até que o mercado laboral recupere totalmente e os preços atinjam a meta da Reserva Federal.

Tecnicamente, o Eur/Usd apresentava uma clara perspetiva bullish desde meados de março, registando ganhos progressivos à medida que transacionava dentro do canal de tendência ascendente (vermelho tracejado). No entanto, o nível dos $1,20 acabou por fornecer forte resistência, levando o par a corrigir em baixa, procedendo a uma lateralização entre este nível e o suporte dos $1,17. Ao descrever este movimento o par acaba por quebrar em baixa o limite inferior do canal ascendente e testa já níveis abaixo do referido suporte. Assim, as perspetivas começam a ser bearish para o curto-prazo, sendo que, a continuar a descida, o próximo suporte situa-se nos $1,15.


Ressurgimento de Covid-19 afeta perspetivas da procura do petróleo

Os preços do crude voltam a registar uma variação semanal negativa, após os ganhos expressivos da semana anterior. A matéria-prima foi pressionada, sobretudo pelas perspetivas negativas da procura do combustível, com muitas refinarias a reduzir a sua produção, visto que o consumo face ao impacto do Covid-19 estagnou. Adicionalmente, o desenvolvimento da pandemia de Covid-19, com muitos países a apresentar novas restrições, também contribui para as perspetivas negativas na procura. Após a redução de quase 90% na produção do crude desde janeiro, a Líbia irá retomar os níveis de produção, pressionando também os preços. A apresentar algum suporte, os inventários de petróleo nos EUA recuaram 1,6 milhões de barris, contra a expectativa de mercado de um aumento de 2,3 milhões, sendo a segunda semana consecutiva de quedas.

A nível técnico, o crude ressaltou no suporte dos $36/barril. A matéria-prima segue agora a consolidar em torno dos $40. O ouro negro não apresenta uma perspetiva clara para o futuro, estando todos os fatores a indicar que este permaneça a lateralizar entre os $36 e $44 no curto-prazo.


Ouro regista queda semanal expressiva, atingindo mínimos de 2 meses

Após várias semanas a consolidar entre os $1900 e $2000, o ouro fechou a semana com quedas de mais de 4%, renovando mínimos de 2 meses. O metal-precioso foi pressionado essencialmente pela valorização do dólar esta semana, visto que a moeda também é considerada um ativo de refúgio, retirando a procura pelo ouro. O movimento de sell-off nos mercados acionistas no início da semana, causado pela incerteza quanto aos estímulos fiscais nos EUA, também contribuiu para a depreciação do ouro.

Tecnicamente, após ter lateralizado entre os $1900 e $2000 desde meados de agosto, a meio da semana, o metal precioso quebrou em baixa este intervalo. Os indicadores técnicos apresentam uma ligeira tendência de queda para o ouro, com o próximo suporte a localizar-se nos $1800.


As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.
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