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IMF – Eleições nos EUA permitem arranque do Eur/Usd

Reino Unido: BoE amplia QE e Sunak estende apoios ao mercado laboral; Eleições nos EUA permitem arranque do Eur/Usd; Preços do petróleo registam ganhos em semana muito volátil; Eleições levam ouro para máximos de mais de 1 mês

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| Reino Unido: BoE amplia QE e Sunak estende apoios ao mercado laboral

Numa semana em que vários Bancos Centrais das maiores economias do mundo tiveram reunião (ver texto abaixo relativo à FED), o Banco de Inglaterra (BoE) foi o único que apresentou novas medidas. A instituição liderada por Andrew Bailey disponibilizou mais £150 mM (€166 mM) para o programa de Quantitative Easing, elevando-o para £895 mM (€993 mM). Com esta decisão, o BoE acredita que terá capacidade para prolongar a compra de títulos até ao final de 2021. A temática das taxas de juro era a mais aguardada pelos mercados, que equacionavam se seria possível um corte para terreno negativo. Tal não aconteceu nesta reunião, permanecendo a taxa diretora em 0,1% e não foi feita qualquer menção sobre a possibilidade de tal acontecer no futuro. Manter as taxas em níveis baixos dá alguma margem de manobra ao Governo para aumentar os gastos sem se preocupar sobre uma espiral sem controlo de custos de dívida e foi exatamente isso que fez. O Ministro das Finanças britânico, Rishi Sunak, anunciou uma extensão do programa de suporte ao mercado laboral até março, sendo que os funcionários irão receber 80% do seu salário pelas horas não trabalhadas, em até £2500 por mês.

Tecnicamente, as perspetivas para a libra deterioraram-se nas últimas sessões, depois de o par ter ressaltado após um teste ao limite inferior do canal de tendência ascendente. O Eur/Gbp tem agora resistência a £0,9050, mas mantém uma tendência de alta de médio prazo.


| Eleições nos EUA permitem arranque do Eur/Usd

A última semana foi bastante preenchida, com o principal destaque a residir nas eleições presidenciais norte-americanas. A disputa prometia ser renhida e assim foi. Ao momento de escrita de esta análise (tarde de sexta-feira) ainda não existe um vencedor certo, embora seja muitíssimo provável que Joe Biden seja o próximo Presidente dos EUA. Os primeiros resultados divulgados logo após as eleições, davam ligeira vantagem a Trump no Colégio Eleitoral, principalmente em vários Swing States (Estados que são conhecidos por serem indefinidos na intenção de voto). Não obstante, principalmente como resultado da pandemia, muito cidadãos decidiram votar pelo correio. Este método de votação tem a particularidade de poder chegar às estações de voto depois do encerramento das urnas, mas serem válidos visto que foram enviados antes, e também tendem a demorar mais tempo a contabilizar dadas as verificações que são necessárias realizar para garantir que podem ser validados. Os votos por correio mostram uma clara vantagem para Biden, levando Trump a gradualmente perder terreno em Estados que previamente estava à frente. Isto levou o atual Presidente a argumentar que tinha sido realizada fraude, tendo mesmo ameaçado ao Supremo Tribunal para interromper a contagem de votos. O dólar esteve volátil, oscilando ao sabor dos resultados que iam sendo conhecidos, mas à medida que a probabilidade de Biden vencer aumentava, a moeda norte-americana foi perdendo terreno, fechando a semana bem acima de $1,18.

A Fed reuniu na semana passada, mas nesta vertente há muito menos a reportar, não tendo sido feita qualquer alteração na política monetária. A taxa de juro diretora permanece no intervalo de 0% a 0,25% e a compra de ativos em $120 mM por mês. A instituição liderada por Jerome Powell reiterou a promessa de fazer tudo o que for necessário nos próximos meses para apoiar a recuperação da maior economia mundial, ameaçada pelo aumento do número de infeções de Covid-19 que, para o presidente da FED, coloca em causa as perspetivas para o curto/médio-prazo na atividade económica, no emprego e na inflação. Ainda nos EUA, o mercado laboral surpreendeu pela positiva, tendo sido criados 638 mil postos de trabalho em (Nonfarm Payrolls) e a taxa de desemprego caído de 7,9% para 6,9%.

A nível técnico, confirmou-se que o suporte dos $1,16 foi suficiente para evitar que o par ingressasse numa descida a curto-prazo. Assim, o Eur/Usd ressaltou neste nível, dando seguimento à consolidação entre os $1,17 e $1,20 que vem a descrever desde julho, apesar de nas últimas semanas ter permanecido, genericamente próximo do limite inferior. Começa a ser perspetivado um novo teste aos $1,20 no curtíssimo-prazo. No entanto, os indicadores técnicos não sinalizam a robustez para o quebrar, sendo, até ao momento, esperado que a tendência de lateralização continue.


| Preços do petróleo registam ganhos em semana muito volátil

Após as quedas extensas da última semana, os preços do petróleo voltaram a ganhar terreno, mesmo depois de recuarem mais de 4% na sexta-feira. Os preços foram impulsionados sobretudo pelas expectativas de que a OPEP e os seus aliados adiem os seus planos de aumentar a produção, após os cortes dos últimos meses. Esta questão será abordada na reunião da OPEP+ em finais de novembro, onde se irá manter ou adiar o plano de cortar a produção de 7,7 milhões de barris por dia para cerca de 5,8 milhões no início de 2021. Os inventários de crude nos EUA recuaram em 7,998 milhões de barris na semana terminada no dia 30 de outubro, contribuindo também para os ganhos da matéria-prima. Contudo, o aumento de novas infeções de Covid-19 um pouco por todo o mundo, assim como o aumento de restrições de circulação por toda a Europa, continuam a pesar nas perspetivas da procura, limitando ganhos mais expressivos. Por outro lado, a provável vitória de Biden poderá levar a uma inflexão nas políticas energéticas nos EUA, privilegiando alternativas mais "verdes".

Tecnicamente, o crude recuperou das perdas da semana anterior, ressaltando no suporte dos $36. Não obstante, a matéria-prima está longe de apresentar uma perspetiva bullish, sendo que todos os indicadores apontam para que permaneça a lateralizar entre os $36 e $40 no curto-prazo.


| Eleições levam ouro para máximos de mais de 1 mês

Após um mês de outubro a relativamente calmo, o ouro iniciou novembro em alta, renovando máximos de mais de um mês, e fechando a semana a valorizar mais de 4%. Esta foi marcada pelas incertezas acerca do resultado das eleições presidenciais dos EUA, levando os investidores a investir em ativos de refúgio. O metal precioso também foi impulsionado pela desvalorização do dólar.

Tecnicamente, a meados da semana, o ouro quebrou em alta o limite superior do canal descendente de que vinha a transacionar desde agosto, atingindo máximos de mais de um mês em torno dos $1950. Os indicadores apresentam uma perspetiva mais bullish para o metal precioso, sendo agora esperado que os ganhos continuem, com a próxima resistência a situar-se nos $2000.


As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.

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