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IMF – EUA: Pedidos de subsídio de desemprego abaixo de 1 milhão pela 1ª vez desde a pandemia

Reino Unido registou contração de 20,4% no 2º trimestre – a mais acentuada da Europa; EUA: Pedidos de subsídio de desemprego abaixo de 1 milhão pela 1ª vez desde a pandemia; Queda nos inventários de petróleo leva crude a fechar a semana com variação positiva; Maior perda diária leva ouro a registar primeira queda semanal em mais de 2 meses

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Reino Unido registou contração de 20,4% no 2º Trim. – a mais acentuada da Europa

A economia do Reino Unido foi a mais afetada da Europa pela crise do Covid-19, tendo registado uma contração recorde de 20,4% q/q no 2º trimestre, com uma onda de perda de empregos a ser esperada de ocorrer no final do ano. Esta foi a maior queda desde que os registos começaram em 1955 e empurrou oficialmente o Reino Unido para a sua primeira recessão desde 2009. Enquanto uma recuperação está em andamento à medida que as restrições são atenuadas - a produção no Reino Unido aumentou um recorde de 8,7% em junho - os dados de alta frequência, como gastos com cartão de crédito e uso de eletricidade, ainda estão consideravelmente abaixo dos níveis pré-pandémicos. A queda do PIB no 2º trimestre foi praticamente em linha com o esperado (20,5%) e foi bastante superior à queda de 12,1% na ZE e de 9,5% nos EUA. O nível de produção em junho ficou 16,8% abaixo do nível do ano anterior, em comparação com uma queda de 23,3% em maio.

Tecnicamente, o Eur/Gbp permanece a consolidar entre os 61,8% de retração de fibonacci (£0,8950) e os £0,9150. Os indicadores técnicos, nomeadamente o MACD, apresentam sinais praticamente nulos, sugerindo que o par deverá permanecer a lateralizar no intervalo atual no curtíssimo-prazo.


EUA: Pedidos de subsídio de desemprego abaixo de 1 milhão pela 1ª vez desde a pandemia

O número de norte-americanos a requisitarem subsídio de desemprego caiu para menos de 1 milhão (963 mil) na semana passada, pela primeira vez desde o início da pandemia de Covid-19, sugerindo que a recuperação económica está a ganhar ímpeto a meio a uma desaceleração nas infeções de coronavírus. Os pedidos foram ainda inferiores aos 1,12 milhões esperados. No entanto, é importante salientar que existe uma possibilidade de os números terem sido inflacionados pelo suplemento de desemprego de $600 que se encontrava em vigor até 31 de julho, pelo que os números reais poderão ser mais elevados. É de notar ainda que o presidente Donald Trump autorizou um pagamento de $300 por semana em ajuda federal a americanos desempregados, menos do que o benefício de $600 que expirou em julho. Ainda nos EUA, as vendas a retalho aumentaram menos do que o esperado em julho (1,2% vs 1,9% m/m), acabando por abrandar consideravelmente face ao acréscimo de 8,4% verificado no mês anterior. Já em território europeu, a produção industrial da ZE aumentou em junho, mas a recuperação após as quedas recorde de março e abril ficou abaixo das expetativas pelo segundo mês consecutivo e desacelerou em relação a maio. A produção industrial no bloco monetário de 19 países aumentou 9,1% m/m em junho, abaixo do aumento de 12,3% em maio.

Tecnicamente, a perspetiva bullish do Eur/Usd começa a dissipar-se, com o par a não conseguir, até ao momento, quebrar a barreira dos $1,19. Assim, os indicadores técnicos, principalmente o MACD, inverteram o sinal de compra. Nas últimas semanas o par tem vindo a lateralizar entre os $1,17 e os $1,19 e tudo aponta para que a tendência continue no curtíssimo-prazo.


Queda nos inventários de petróleo leva crude a fechar a semana com variação positiva

O crude encerrou a semana com uma ligeira variação positiva. Dados governamentais mostraram que os inventários de petróleo dos EUA caíram 4,5 milhões de barris, face aos 2,9 milhões esperados, sinalizando assim um aumento na procura pelo combustível. No entanto, no final da semana os preços foram pressionados após a Agência Internacional de Energia (EIA) ter cortado as suas previsões para a procura global por petróleo até ao final de 2021, devido ao impacto superior ao previsto que a pandemia de Covid-19 está a provocar sobretudo no setor da aviação. A OPEP também previu que a queda anual do consumo de petróleo pode ser maior, com uma previsão de 9,09%, face aos 8,03% que se esperava no mês anterior.

Tecnicamente, continuam a não existir novidades a reportar sobre o crude. A matéria-prima tem tentando afastar-se dos $40 nas últimas semanas, mas ainda não conseguiu obter sucesso. O MACD inverteu o sinal de compra o que poderá sinalizar uma correção em baixa no curtíssimo-prazo. Não obstante, as perdas poderão ser temporárias, visto que os $36 tem oferecido amplo suporte ao ouro negro, podendo vir a verificar-se uma lateralização entre este nível e os $40 no curto-prazo.


Maior perda diária leva ouro a registar primeira queda semanal em mais de 2 meses

Após ter registado máximos históricos na semana anterior, o ouro registou uma queda semanal pela primeira vez em mais de 2 meses. Os últimos dias foram marcados por fortes oscilações do metal precioso, tendo no dia 11 de agosto registado a maior queda desde 2013. O maior apetite pelo risco, e sinais de uma recuperação da economia dos EUA foram os principais fatores a pressionar o ouro. No entanto, o impasse das negociações entre os Democratas e os Republicanos sobre um pacote de estímulos para a economia dos EUA, e as tensões entre Washington e Pequim acabou por oferecer algum suporte ao metal precioso no final da semana.

A nível técnico o ouro corrigiu abaixo dos $2000, tendo mesmo testado chegado a testar níveis inferiores aos $1900. Neste nível o metal ressaltou, estando a cotar em volta dos $1950. Os indicadores técnicos, nomeadamente o MACD inverteram o sinal de compra, sugerindo que o ouro deverá consolidar entre os $1900 e os $2000 no curto-prazo.


As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.

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