Análise Técnica IMF – Eur/Gbp em mínimos de maio de 2017

IMF – Eur/Gbp em mínimos de maio de 2017

Libra valorizou com possibilidade de acordo entre Theresa May e o DUP; Eur/Usd testou $1.13, mas volta aos $1.14; Crude continua a consolidar os recentes ganhos; Ouro recupera e atinge máximos de junho.
IMF – Eur/Gbp em mínimos de maio de 2017

Libra valorizou com possibilidade de acordo entre Theresa May e o DUP

A libra atingiu máximos de maio de 2017 face ao euro nos £0.8615, após surgirem rumores de que os unionistas do DUP – que por várias vezes deram apoio parlamentar ao governo de May – acordaram em privado apoiar o "Plano B" da primeira ministra. O Eur/Gbp recuperou, entretanto, ligeiramente ao longo de sexta-feira para valores acima dos £0.8850. Para além disso, o Partido Trabalhista indicou que é "altamente provável" que apoie uma tentativa por parte de alguns legisladores de evitar um Brexit desordenado. O mercado acredita que é pouco provável um hard Brexit, dado que esse não é o passo pretendido, nem pelo governo britânico, nem pela UE. May poderá ser forçada amanhã a pedir à União um adiamento da saída do país do bloco prevista para 29 de março, caso alguns legisladores apoiem essa emenda.

A nível técnico, o Eur/Gbp quebrou em baixa o suporte dos £0.8650, tendo ressaltado muito próximo da barreira dos £0.8620. Dado o movimento descendente do MACD, é possível que seja testado novamente este último nível no curto prazo. Contudo, não é expectável que este seja quebrado, pelo menos nos próximos dias, dado que o RSI de 14 períodos se encontra em níveis oversold.



Eur/Usd testou $1.13, mas volta aos $1.14.

A última semana foi marcada pelo encontro dos líderes mundiais em Davos e pelo discurso ligeiramente dovish de Mario Draghi que arrastou o Eur/Usd para os $1.13. Em Davos, o Chairman da UBS afirmou que a normalização das políticas monetárias acomodatícias dos principais bancos centrais não irá ocorrer no atual ciclo económico. Mario Draghi afirmou que a inflação deverá recuar nos próximos meses e que os próximos dados económicos deverão ser mais fracos que o previsto. O presidente indicou que os recentes valores desapontantes se devem a uma procura externa mais fraca e a riscos específicos setoriais e nacionais. Draghi adicionou que a probabilidade de recessão na Zona Euro é "baixa. No entanto, o mercado já descontou o discurso de Draghi e o euro voltou a ganhar terreno.

Tecnicamente, o Eur/Usd quebrou o limite inferior do canal ascendente e testou valores não vistos nas últimas seis semanas. Apesar de o MACD dar sinal de venda, o par aparenta ter encontrado suporte nos $1.13, à medida que o RSI (14) dá uma perspetiva oversold, indicando que o Eur/Usd deverá continuar a corrigir em alta da recente queda e voltar a testar o limite superior do canal ascendente.



Crude continua a consolidar os recentes ganhos

A agitação política e a ameaça dos EUA em introduzir sanções a este país deram algum suporte ao crude. As duas maiores economias asiáticas, a China e o Japão, planeiam continuar a lançar estímulos de modo a contrariar o abrandamento das suas economias. Apesar desses estímulos, as importações japonesas de petróleo caíram para mínimos de dois anos em 2018. Os receios de uma menor procura devido à contínua divulgação de dados económicos negativos continuam a pressionar o crude, que consolida dos ganhos do início do ano.

Tecnicamente, o crude negoceia próximo de níveis oversold e dos 38.2% de retração de fibonacci, mantendo-se a consolidar dos ganhos que vinha a registar nas últimas no início do ano. No entanto, o MACD vê o sinal de compra intensificar-se podendo indicar que a matéria-prima poderá estar a corrigir parte da pressão bullish de curto-prazo, mas que em breve voltará ao viés ascendente iniciado no final de dezembro.



Ouro recupera e atinge máximos de junho

O ouro recuperou na sexta-feira das perdas registadas no final da semana anterior, tendo atingido máximos de junho acima dos $1300. A valorização da commodity deveu-se essencialmente ao retrocesso do dólar, assim como ao aumento das preocupações em torno do conflito comercial entre a China e os EUA, que ainda não tem fim à vista, e com o shutdown governamental nos Estados Unidos que já dura há mais de um mês.

A nível técnico, o metal precioso voltou a ressaltar na linha ascendente de curto prazo, testando posteriormente a resistência dos $1300. Apesar de o MACD dar um sinal de baixa, a aproximação das médias móveis poderá eventualmente culminar numa inversão da tendência de baixa, o que poderá significar uma quebra da barreira dos $1300. O suporte situa-se nos $1275, assim como na linha de tendência ascendente e a próxima resistência nos $1326.



As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.




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