Análise Técnica IMF – Eur/Jpy recua após atingir máximos de três semanas

IMF – Eur/Jpy recua após atingir máximos de três semanas

Iene recuperou das perdas face ao euro após reunião do BCE; Crude quebra a linha de tendência descendente; Crude afasta em baixa linha de tendência ascendente; Ouro em mínimos do ano nos $1278 pressionado pelo dólar.
IMF – Eur/Jpy recua após atingir máximos de três semanas
Iene recuperou das perdas face ao euro após reunião do BCE

O iene, que até vinha perdendo terreno para o euro, tendo inclusivamente atingido mínimos de três semanas nos 130.34 ienes, conseguiu recuperar mais de 1.5%, no dia em que Mario Draghi anunciou a manutenção das taxas de juro até ao verão de 2019.

O banco central do Japão manteve a sua política monetária flexível inalterada, tendo revisto em baixa a sua expectativa para a inflação, num novo golpe nas aspirações da instituição de conseguir atingir o objetivo dos 2%. O Bank of Japan decidiu manter a taxa de juro de curto prazo nos -0.1% e comprometeu-se a direcionar os yields das obrigações a 10 anos para os 0%. Nem estes factos conseguiram evitar a valorização da divisa nipónica face à europeia.

A nível técnico, o Eur/Jpy quebrou a barreira do nível de retração fibonacci dos 61.8% nos 128.85 ienes, assim como o suporte dos 128.45 ienes. Tendo em conta que, no gráfico diário, o MACD parece ter invertido a sua tendência de alta, um teste ao suporte seguinte nos 127.50 ienes poderá ser uma realidade em breve. O par negoceia dentro dos limites da cunha descendente de alargamento de curto prazo. Caso haja uma quebra do limite superior, poderemos estar na iminência de um rally do câmbio.

Eur/Usd volta a negociar abaixo dos $1.1550

Na última semana, o BCE manteve as taxas inalteradas. Contudo o Eur/Usd caiu em torno de 300 pips em apenas um dia, após os comentários do BCE. Mario Draghi cortou as previsões de crescimento na Zona Euro em 2018 e afirmou que não irá subir as taxas até meados de 2019. Draghi na conferência de imprensa refletiu incertezas em torno da economia europeia. Nos EUA, Wasshington anunciaram uma nova ronda de tarifas de até $ 50 mil milhões de dólares em bens de origem chinesa.

Numa perspetiva técnica, o Eur/Usd testou novamente a zona dos $1.1550 (zona 100% de retração de fibonnaci), ou seja, a zona onde deu o arranque do rally em meados do último trimestre de 2017. A MACD que começava a dar sinais de melhoria da perspetiva, acabou ver as suas médias moveis recuar novamente, mantendo assim o sinal de venda por enquanto. O par negoceia numa zona de enorme relevância, pois caso quebre os $1.1530-50, poderá testar níveis em torno dos $1.1300.

Crude afasta em baixa linha de tendência ascendente

A OPEC afirmou na última semana que o panorama geral para o presente ano se mantém incerto, sendo que a organização se reúne no próximo dia 22 em Viena para discutir um eventual aumento de produção. O desfecho positivo na cimeira entre os EUA e a Coreia do Norte deu alguma força aos futuros do petróleo. Neste momento, os 3 principais produtores mundiais encontram-se a aumentar a produção, Rússia, EUA e Arábia Saudita. No final da semana, o Crude acabou por ser pressionado pelo aumento das tensões comerciais entre os EUA e a China.

Tecnicamente, demonstrava sinais de recuperação e já negociava em cima da linha ascendente de longo prazo, mas acabou por registar alguma vulnerabilidade e desceu dos $66.5 para níveis próximos de $65, podendo vir a testar o suporte fixado nos $64.

Ouro em mínimos do ano nos $1278 pressionado pelo dólar

O ouro atingiu mínimos do ano na passada sexta-feira, um dia após ter chegado a máximos de um mês nos $1309, numa altura em que o índice do dólar se encontra em máximos de 11 meses, pressionando os ativos cotados na divisa norte-americana. O metal precioso chegou a estar a desvalorizar cerca de 1.75% no último dia da semana anterior.

A nível técnico, a cotação do ouro quebrou a da linha de tendência ascendente de curtíssimo prazo, tendo encontrado alguma resistência na média móvel de 200 dias e recuado posteriormente. O metal conseguiu quebrar em baixa o nível de retração fibonacci dos 61.8% nos $1285. Caso a tendência de baixa se mantenha, poderá vir a ocorrer um teste à linha de tendência descendente de curto prazo e na ascendente de longo prazo.

As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.





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