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IMF – Euro fecha semana acima dos $1,19. Estará teste aos $1,20 à vista?

“Rally” da Bitcoin termina e mergulha em conjunto com as restantes criptomoedas; Euro fecha semana acima dos $1,19. Estará teste aos $1,20 à vista? Otimismo Novo desenvolvimento em relação à vacina Covid-19 impulsionam preços do petróleo; Ouro recua para mínimos de julho

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| "Rally" da Bitcoin termina e mergulha em conjunto com as restantes criptomoedas

Nas últimas semanas as criptomoedas geraram grande atenção por parte dos mercados, com a maior e principal, Bitcoin a registar ganhos sólidos, renovando máximos de três anos, acima dos $19 mil, aproximando-se bastante dos $20 mil, correspondentes a máximos históricos. Não obstante, não foi desta que a famosa criptomoeda superou esta marca, acabando por registar uma forte correção em baixa, de mais de 20%, arrestando as restantes moedas digitais consigo. Este um deslize é suscetível de fomentar a especulação sobre a durabilidade do último "boom" em criptomoedas. A correção começou apenas horas depois de a Bitcoin ter subido para dentro de 7 dólares do seu recorde de $19,511, o culminar de um pico de mais de 250% nos últimos nove meses. Os receios de uma regulação das criptomoedas mais apertada e a venda de posições para obtenção de lucros após um comício frenético foram algumas das razões citadas para a súbita queda. A venda acelerou na quarta-feira, após o CEO da Coinbase ter publicado tweets sobre especulações de que os EUA estão a considerar novas regras que minariam o anonimato nas transações digitais.

Tecnicamente, a Bitcoin apresentava uma tendência de alta após ter quebrado a resistência dos 61,8% de retração de fibonacci ($13,300). A criptomoeda apresentou ganhos sólidos desde então. Não obstante, apesar da elevada robustez, não conseguiu superar os 100% de retração ($19,660) acabando por corrigir em baixa. Com esta correção, o MACD inverteu o sinal de compra, podendo sinalizar a continuação do movimento descendente aos 61,8%.



| Euro fecha semana acima dos $1,19. Estará teste aos $1,20 à vista?

A última semana voltou a ser bastante calma para o Eur/Usd. O par registou ganhos incrementais ao longo dos últimos dias, encerrando a semana acima dos $1,19. Os últimos dias foram em si mais calmos na generalidade dos mercados, com a época festiva nos EUA (dia de Ação de Graças) a levar Wall Street a ficar encerrada na quinta-feira, enquanto que a sessão de sexta-feira ocorreu apenas durante a parte da manhã. Não obstante, a nível macroeconómico, principalmente na Europa, há bastante a digerir. Já há várias semanas se perspetivava que a segunda vaga da pandemia e consequentes restrições colocassem em pausa a recuperação económica verificada no terceiro trimestre. Nos últimos dias, os dados divulgados não só mostram que tal está a acontecer, mas também uma nova contração parece ser inevitável. A Alemanha apresentou um crescimento do PIB de 8,5% no terceiro trimestre, acima do nível preliminar de 8,2%. No entanto, alertou que para o quarto trimestre as perspetivas são consideravelmente mais sombrias, sendo aguardada uma recessão. A confirmar esta perspetiva, o Instituto Ifo reportou mais uma quebra no seu índice de confiança dos empresários. Este caiu pelo segundo mês consecutivo depois de cinco meses de subida. Já na França, a confiança dos consumidores caiu para 90 pontos no mesmo período- o nível mais baixo desde dezembro de 2018. Para além disto, o sentimento económico da ZE sofreu uma queda bastante acentuada em novembro, após seis meses consecutivos de melhorias, como resultado das restrições impostas para travar a propagação da segunda vaga da pandemia de Covid-19. O indicador da Comissão Europeia caiu de 91,1 pontos em outubro para 87,6 este mês, com os retalhistas, prestadores de serviços e consumidores particularmente pessimistas.

A nível técnico, o Eur/Usd permanece a lateralizar entre os $1,16 e $1,20. No entanto, nas últimas sessões o par tem vindo a registar ganhos incrementais sólidos, estando já a testar níveis acima dos $1,19, sinalizando que um teste ao limite superior do intervalo de consolidação ($1,20) pode estar para breve. O MACD continua a apresentar sinal de compra, corroborando a perspetiva de um teste à importante resistência no curtíssimo-prazo.



| Novo desenvolvimento em relação à vacina Covid-19 impulsionam preços do petróleo

Pela quarta semana consecutiva, os preços do petróleo voltam a registar ganhos sólidos, tendo valorizado cerca de 7%. Em relação ao mês de novembro, os preços do petróleo estão a caminho de registar ganhos de cerca de 30%. O crude reagiu novamente em alta às notícias de mais uma vacina promissora contra a Covid-19, reforçando as expectativas de uma retoma da procura pelo combustível. A transição formal do presidente eleito dos EUA, Joe Biden, também contribuiu para os ganhos da matéria-prima. Em ainda mais um ponto positivo, a EIA revelou que os inventários de crude diminuíram em 754 mil barris na semana passada, quando as estimativas apontavam para uma subida. Contudo, é importante mencionar que o desenvolvimento da pandemia, com muitos países a apertarem as restrições de circulação, continua a limitar os ganhos do ouro negro.

Tecnicamente, o crude deu seguimento aos ganhos, acabando por quebrar a importante resistência dos $44/barril. O MACD apresenta agora um forte sinal de compra, sugerindo que a matéria-prima se poderá deslocar até aos $50 no curto-prazo, com o resultado do teste a este nível a ditar o futuro do ouro negro para o médio/longo-prazo.



| Ouro recua para mínimos de julho

O ouro registou a pior semana desde junho, tendo desvalorizado mais de 3%, recuando para mínimos de julho. As notícias positivas sobre o desenvolvimento das vacinas contra a Covid-19 continuam a reforçar a confiança dos investidores quanto à recuperação da economia global, o que se traduz numa menor aposta em ativos de refúgio como é o caso do ouro.

Tecnicamente, no início da semana, o ouro quebrou em baixa o suporte dos $1850, tendo recuado até aos $1800, lateralizando em torno deste nível desde então. O MACD apresenta um forte sinal de venda, podendo indicar que o metal precioso continue a recuar no curto-prazo, tendo como próximo suporte os $1750.



As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.
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