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IMF – Euro segue a lateralizar. Vacinas geram otimismo, mas prevê-se recessão no 4º Trim.

Tesla entrará no S&P 500 em dezembro, saltando diretamente para o “top 10”; Euro segue a lateralizar. Vacinas geram otimismo, mas prevê-se recessão no 4º trimestre; Otimismo em relação à vacina Covid-19 continua a impulsionar preços do petróleo; Ouro lateraliza próximo de mínimos de julho

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| Tesla entrará no S&P 500 em dezembro, saltando diretamente para o "top 10"

Em setembro, após ter apresentado lucros pelo quarto trimestre consecutivo no segundo trimestre de 2020, a Tesla cumpria todos os requisitos para a ser elegível para entrar no S&P 500. No entanto, não obteve a inclusão. Agora, passados dois meses, a resposta já foi diferente e a partir de 21 de dezembro a fabricante de automóveis elétricos norte-americana irá integrar o índice. A entrada da cotada será tudo menos comum. Tendo em conta o seu valor de mercado de quase $400 mil milhões, a empresa liderada por Elon Musk irá saltar diretamente para o "top 10" do índice. A empresa será a maior alguma vez acrescentada e como tal, traz consigo um conjunto de desafios. A sua inclusão significa que fundos de investimento indexados ao S&P 500 terão de vender cerca de $51 mM em ações de empresas que já fazem parte do S&P 500 e utilizar esse capital para adquirir ações da Tesla, de modo que suas carteiras reflitam corretamente o índice, de acordo com S&P Dow Jones Indices. A Tesla representará cerca de 1% do índice. Dada a sua dimensão, as fontes citadas pela Bloomberg revelaram que a entrada poderá decorrer em duas fases.

Tecnicamente, os títulos da Tesla transacionam numa clara tendência de alta desde março, acabando por renovar máximos históricos, próximo dos $500. Tudo indica que esta tendência se mantenha no curto-prazo, sendo aguardado uma subida até aos $600.


| Euro segue a lateralizar. Vacinas geram otimismo, mas prevê-se recessão no 4º trimestre.

O Eur/Usd registou uma semana sem grande volatilidade, acabando por lateralizar em níveis acima dos $1,18. A temática das vacinas contra o Covid-19 atraiu atenção por parte dos mercados, mas pouca pelo cambial. Após a apresentação dos dados preliminares na semana anterior (publicados também neste espaço), a Pfizer apresentou os resultados oficiais, com a eficácia da sua vacina a fixar-se em 95%. Não obstante, a Pfizer não esteve sozinha na apresentação de resultados dos ensaios, com a vacina da Moderna a apresentar níveis de eficácia semelhantes (94,5%) na sua vacina. Assim, juntamente com a vacina da Pfizer, os EUA poderão ter duas vacinas autorizadas para utilização de emergência em dezembro, com até 60 milhões de doses disponíveis este ano. A vacina da Moderna tem uma vantagem logística, que passa pelo facto de permanecer estável se for refrigerada a uma temperatura entre 2? e 8? durante 30 dias, enquanto que a da Pfizer só o consegue fazer por 5 dias nestas temperaturas, sendo que para ativar o seu sistema imunitário contra o vírus terá de estar conservada entre -70? e -80? o que poderá causar constrangimentos para o seu transporte e armazenamento. Apesar destes desenvolvimentos bastante promissores na frente das vacinas, o impacto da atual segunda vaga começa cada vez mais a materializar-se de forma expressiva, fazendo prever uma recessão no 4º trimestre. Na Zona Euro, os preços no consumidor permaneceram em terreno deflacionário em outubro (-0,3% face aos 0,7% verificados no período homólogo). Esta é a leitura mais baixa em quatro anos e corresponde já ao terceiro mês consecutivo de níveis negativos. A maior pressão teve origem nos preços da energia, que foram cerca de 8% mais baixos do que os registados no ano passado. Já nos EUA, a recuperação do mercado laboral começa a abrandar, se não mesmo a inverter sentido. Na semana até 13 de novembro o número de norte-americanos a requisitar subsídio de desemprego subiu para 742 mil, face aos 711 mil dos sete dias anteriores, numa altura em que diversos Estados impões mais restrições, resultando no encerramento de várias empresas e, consequentemente, um aumento nos despedimentos.

A nível técnico, à semelhança do que se tem verificado nos últimos meses, não existem grande novidades a reportar sobre o Eur/Usd. O par continua a lateralizar num intervalo entre os $1,16 e $1,20 e os indicadores técnicos sugerem que o deverá continuar a fazer no curto-prazo, permanecendo o MACD a apresentar um sinal praticamente nulo.


| Otimismo em relação à vacina Covid-19 continua a impulsionar preços do petróleo

Os preços do petróleo voltaram a registar ganhos, pela terceira semana consecutiva, com o do crude a registar uma valorização semanal de cerca de 3%. Os preços do petróleo beneficiaram sobretudo do otimismo em relação ao desenvolvimento das vacinas contra a Covid-19 e a possibilidade de estas começarem a ser distribuídas no final deste ano nos EUA, que pode atenuar o impacto económico da crise pandémica no próximo ano. As perspetivas de que a OPEP+ mantenha o atual nível de corte de produção, de 7,7 milhões de barris diários, para além de janeiro, também ajudou a suportar os preços do "ouro negro". Contudo, o desenvolvimento da pandemia, com muitos países a apertarem as restrições de circulação, limitou os ganhos do petróleo.

Tecnicamente, o crude quebrou em alta a resistência dos $40, começando a apresentar uma perspetiva ligeiramente mais bullish para o curto-prazo. Não obstante, está a apresentar dificuldades em afastar de forma significativa este nível, podendo ser aguardada uma lateralização entre os $40 e $44 no curto-prazo.


| Ouro lateraliza próximo de mínimos de julho

Pela segunda semana consecutiva, voltam a não existir grandes novidades a assinalar quanto ao ouro. O metal-precioso recuou ligeiramente ao longo da semana, perto de mínimos de julho. As notícias encorajadoras dos progressos no desenvolvimento das vacinas contra a Covid-19 afastam os investidores dos ativos de refúgio, levando às quedas no ativo.

Tecnicamente, o ouro não apresenta qualquer tipo de sinais. O ativo permanece a lateralizar e os indicadores técnicos, nomeadamente o MACD continuam a registar sinais praticamente nulos, sugerindo que a tendência de consolidação deverá permanecer, pelo menos no curto-prazo.


As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.
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