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IMF – Eur/Usd “dispara” para máximos de quase dois anos com acordo do Fundo de Recuperação

Resultados expressivos da Tesla abrem a porta para entrada no S&P 500; Eur/Usd “dispara” para máximos de quase dois anos com acordo do Fundo de Recuperação; Aumento inesperado dos inventários de crude limita ganhos da matéria-prima; Dólar fraco e tensões EUA-China impulsionam o ouro

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Resultados expressivos da Tesla abrem a porta para entrada no S&P 500

A Tesla apresentou os seus resultados relativos ao segundo trimestre de 2020. A fabricante automóvel liderada por Elon Musk volta a contrariar a tendência do mercado, tendo neste período, obtido lucros de $104 milhões (€90 milhões), após ter registado prejuízos de $408 milhões no período homólogo. Isto ocorre apesar da paralisação de sete semanas da sua fábrica nos EUA devido à pandemia de Covid-19. Já as receitas caíram de $6,35 mM em 2019, para 6,04 mM este ano. Ainda assim, este valor supera confortavelmente os $5,37 mM esperados. Tendo em conta os bons resultados, a empresa restabeleceu a sua meta original de entra de 500 mil veículos no ano fiscal de 2020. O trimestre foi marcado por uma "mudança gradual" na China, onde Xangai foi responsável por uma proporção acentuadamente superior da produção e entregas globais da Tesla. Numa nota ainda mais positiva, este foi o quarto trimestre consecutivo de lucros para a empresa, o que a deixa qualificada para ser incluída no S&P 500.

Tecnicamente, os títulos da Tesla transacionam numa clara tendência de alta desde março, acabando por renovar máximos históricos, próximo dos $1800. Não obstante, a ação ainda não conseguiu quebrar este nível, acabando por realizar uma ligeira correção em baixa. O MACD começa a apresentar um sinal nulo, o que poderá sugerir uma consolidação no curtíssimo-prazo, entre os 61,8% de retração de fibonacci ($1240) e os 100% ($1800).

Eur/Usd "dispara" para máximos de quase dois anos com acordo do Fundo de Recuperação

O grande destaque da última semana foi o acordo sobre o Fundo de Recuperação da UE. O montante do Fundo é o mesmo que tinha sido proposto pela Comissão Europeia, no valor de €750 mil milhões, mas a sua composição foi alterada. O valor das subvenções a fundo perdido diminui de €500 mM para €390 mM, com a diferença a ser transferida para apoios através de empréstimos, que passaram agora para €360 mM. Para vários analistas, a decisão vêm reforçar a união dos Estados-membro. O orçamento para 2021-2027 foi aprovado em €1,074 biliões. Portugal irá receber €15 mM em transferências a fundo perdido e poderá obter €10 mil em empréstimos. O euro reagiu em alta a estes desenvolvimentos, atingindo máximos de quase dois anos face ao dólar, à volta dos $1,16. Ainda na ZE, a atividade empresarial cresceu pela primeira vez em 5 meses em julho, tendo o PMI compósito (que junta os setores industriais e terciário) subiu de 48,5 pontos em junho para 54,8 este mês. Nos EUA, a semana ficou marcada por um escalar das tensões entre

Washington e Pequim após a ordem de encerramento do consulado chinês em Houston, que levou a China a retaliar. Noutra nota negativa, os novos pedidos de subsídios de desemprego nos EUA aumentaram de 1,3 milhões para 1,416 milhões na última semana. Este foi o primeiro aumento desde março e sugere que o ressurgimento do número de infeções de Covid-19 está a condicionar a recuperação económica, com alguns negócios a voltarem a encerrar novamente.

Tecnicamente, o Eur/Usd deu continuidade aos ganhos, acabando por quebrar a resistência dos $1,14 e o nível psicológico dos $1,15, renovando máximos de quase dois anos. Os indicadores técnicos, nomeadamente o MACD, apontam para que o par continue a subir, sendo necessária uma quebra aos $1,16 para confirmar esta tendência.

Aumento inesperado dos inventários de crude limita ganhos da matéria-prima

O crude encerrou a semana com uma variação positiva. As perspetivas de um potencial pacote de estímulos nos EUA e o enfraquecimento do dólar. É de notar que um dólar mais fraco geralmente incentiva a compra de commodities cotadas na moeda norte-americana, visto estas se tornarem mais baratas para os detentores de outras moedas. Não obstante, os ganhos da matéria-prima acabaram por ser limitados por um conjunto de fatores: o escalar das tensões entre Washington e Pequim, o crescente número de casos de Covid-19 nos EUA e o aumento inesperado dos inventários de petróleo, para 536.6 milhões de barris, na semana que terminou a 17 de julho. Destaque ainda para o Barclays, que referiu que os preços do crude poderão registar uma correção no curto-prazo se a procura continuar a desacelerar, especialmente nos EUA. Os analistas do banco apontam para um preço médio do crude de $37/barril.


Tecnicamente, e à semelhança da semana anterior, as perspetivas para o crude começam cada vez mais a dissipar-se. A matéria-prima tem vindo a testar os $40 nas últimas semanas, mas ainda não conseguiu obter sucesso na quebra. O MACD inverteu o sinal de compra o que poderá sinalizar uma correção em baixa no curtíssimo-prazo. Não obstante, as perdas poderão ser temporárias, visto que os $36 tem oferecido amplo suporte ao ouro negro, podendo vir a verificar-se uma lateralização entre este nível e os $40 no curto-prazo.


Dólar fraco e tensões EUA-China impulsionam o ouro

O ouro encerrou a semana com fortes ganhos, sendo a sétima semana consecutiva a encerrar no "verde". O metal precioso renova máximos de quase 9 anos, testando já níveis acima dos $1900/onça. Um dólar mais fraco, baixas taxas de juro, os receios em torno do impacto da pandemia de Covid-19 nas economias e tensões políticas cada vez mais elevadas, principalmente entre os EUA e a China levam o metal precioso para níveis próximos de máximos históricos.


A nível técnico, após ter quebrado o suporte dos $1750 no final do último mês, o metal tem vindo a acumular ganhos desde então. O ouro apresenta uma tendência de alta para o curtíssimo-prazo, à medida que realiza um teste à resistência dos $1900. Os indicadores técnicos, nomeadamente o MACD começam a apresentar um sinal de compra, suportando esta perspetiva e sinalizando a possibilidade de obter sucesso no teste.

As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.
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